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Agora Santa Inês - Neurplasticidade, condição fundamental para manter a vida

Neurplasticidade, condição fundamental para manter a vida

Semelhantemente, a outros órgãos e sistemas, o nosso cérebro, precisa de atividades, precisa exercitar-se e precisa se renovar como se precisa de água, de comida e de oxigênio para se viver. O homem, em sua natureza antropológica é um ser predominantemente ativo, dinâmico e fisiológico, nasceu através de atividade fisiológica e em toda sua vida deverá se exercitar-se, ao ponto, da ociosidade, ser uma das mais importantes ameaças à sua existência.

Toda sua anatomia, sua estrutura fisiológica, todos os órgãos e sistemas, que o compões se baseiam nesse pressuposto. Por isso mesmo, é que através das atividades, independentemente, de sua natureza, é que se infere, entre outras coisas, se um indivíduo está sadio ou enfermo. Não é à toa, que de quatro décadas para cá, mais precisamente, na atualidade, que se incentiva, cada vez mais, a prática de exercícios físicos de diferentes modalidades, como orientação fundamental para garantir e promover a saúde, a qualidade de vida das pessoas e a longevidade. E isso pode ser aplicado em qualquer condição que se encontrem as pessoas, tanto em condições de doença quanto em condição de saúde, de tal forma que todos, em proposições distintas, através de meios adequados, deveriam praticar uma atividade física para garantir, recuperar e promover saúde e bem-estar de si e da população.

Essas condições, introduzidas acima, embora, originariamente, me referira mais, predominantemente, aos aspectos biológicos, fisiológicos e estruturais dos seres humanos, portanto, destacando o “bios”, não devemos nos esquecer sobre o impacto que essas atividades têm em nossa saúde mental e comportamental é também enorme, pois semelhantemente, ao que ocorre em nosso corpo, na mente, essas mesas atividades tem um impacto altamente relevante para evitar, tratar e prevenir doenças dessa área.

Especificamente, sobre as atividades que favorecem a saúde mental e comportamental, destacaremos uma das mais importantes atividades neurofuncionais, qual seja, a neuroplascitidade, propriedade neurobiológica que tem sido largamente estudada, principalmente, ao longo dos últimos 40 anos, pela neurobiologia, pela neurofisiologia, pela genética e pela neuroquímica. É ela que garante, através de infinitos arranjos neurofuncionais, a higidez de nosso comportamento e da nossa saúde mental.

Mas, o que vem a ser neuroplasticidade?  É um fenômeno neurobiológico também conhecida por plasticidade neuronal ou maleabilidade cerebral, que se notabiliza pela especial capacidade que tem os neurônios de mudarem, de se adaptarem, de se reorganizarem e adotarem novas atitudes de conformidade com as necessidades com vistas à novas adaptações. Essas, podem ser: mudanças ambientais, experimentais, sociais, físicas, emocionais, psicológicas, bem como, diante de lesões ou agravos que, eventualmente, venham a comprometer as atividades do sistema nervoso central (cérebro).

Aneuroplasticidade é um processo contínuo de mudança na arquitetura e na fisiologia cerebral, em diversos sentidos. É ela, que promove a “reorganização” readaptação, através dos circuitos neurais das nossas atitudes, reações, pensamentos, emoções, sentimentos. É ela também que procura reparar disfunções ou lesões que venham a ocorrer na estrutura e da fisiologia do cérebro. Portanto, é um mecanismo altamente complexo, imprescindível e fundamental de adaptação neurocerebral que dispomos para flexibilizar nossas respostas comportamentais e adaptativas aos eventos que se nos sucedem ao longo de nossa existência.

A neuroplasticidade, como uma capacidade neurofuncional e neuroadaptativa, tem níveis diferenciados de funcionalidade e dependem diretamente de alguns fatores, internos ou externos aos indivíduos:  a faixa etária das pessoas, o modo de vida que cada um leva, os aspectos epigenéticos e familiares, a integridade cerebral, a saúde física das pessoas, as experiências pessoais, sociais e culturais e muitos outros fatores psicobiológicos e circunstancias pelos quais passamos na vida. São esses fatores que irão influenciar, modelar, a expressão da maleabilidade cerebral.

Como podemos notar, trata-se de um mecanismo fabuloso de neuradaptação, que faz parte da nossa programação genética e que se manifesta desde o nascimento até a morte. Cérebros mais jovens, tem maior disposição para desenvolver a plasticidade neuronal, que cérebros mais velhos. Crianças, adolescentes, adultos jovens, pessoas de meia idade e idosos tem graus distintos de neuroplasticidade e isso é atribuído, como já vimos, a toda uma estrutura neurobiológica, e a uma programação epigenética que garante a nossa adaptação aos eventos psicossociais que ocorrem conosco.

É, justamente, na infância e na adolescência o apogeu da neuroplasticidade, é quando nosso cérebro, adquiri novos bilhões de neurônio que irão, a toda instante, estabelecer conexões com outras centenas de neurônios, para garantirem o crescimento e o desenvolvimento da juventude. Por isso o enorme risco desses jovens, exporem seus cérebros ao uso de álcool e de outras drogas ou mesmo outras práticas nocivas à saúde cerebral.

Não é à toa, que desde 1990, período denominado de década do cérebro, que os neurocientistas vêm afirmando, categoricamente, que as pessoas não nascem com todas as células cerebrais. Isto é, o cérebro, desde o nascimento até o final da adolescência, produzirá bilhões de novas células (neurônios), através das quais serão construídos novos circuitos neuronais, na medida em que a crianças e os adolescentes passam a se relacionar com os outros, com o mundo e com o ambiente. Com o passar dos anos, o processo de nascimento de novas células, bem como o surgimento de novas interconexões neuronais (sinapses) não param, mas se tornam mais lento, especialmente entre idosos.

Além do mais, pessoas portadoras de graves lesões cerebrais, como Acidente Vasculares Cerebrais (AVC), hemiplegia, paraplegias, Traumatismos Craniencefálicos – TCE, e muitas outras doenças cerebrovasculares, são hoje tratadas de forma mais efetiva, comparativamente, ao que havia no passado. Os avanços da neurocirurgia, da neuropsicológica dos instrumentos de investigação por neuroimagem e de muitos outros recursos médicos e laboratoriais, que vasculham nosso cérebro, vem nos garantindo um futuro promissor diante da nossa saúde e do nosso comportamento.

Portanto, vamos exercitar nosso cérebro, adote o quanto podes, posturas novas no dia a dia, no trabalho, em casa, no laser, ou em qualquer momento ou lugar, essas atitudes novas e diferentes das habituais, fortaleceram o cérebro, garantindo-lhe melhor desempenho.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 26/01/2019

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Palavras-chave: Neurplasticidade, condição fundamental para manter a vida

Fonte: Por Ruy Palhano

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