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Agora Santa Inês - CENTRO CULTURAL DE PINDARÉ RESGATA MEMÓRIA DO FOTÓGRAFO MANOEL CATARINO

CENTRO CULTURAL DE PINDARÉ RESGATA MEMÓRIA DO FOTÓGRAFO MANOEL CATARINO

A entrega do Centro Cultural Usina Central de Pindaré, no município de Pindaré-Mirim, pelo Governo do Estado, abriu espaço à exposição fotográfica Recortes do Pindaré. As fotos são obras do fotógrafo Manoel Catarino de Andrade (1929-1993), que fez milhares de registros da região do Pindaré entre as décadas de 1950 e 1980. A mulher de Manoel Catarino, Maria Odete de Andrade, 90 anos, e os quatro filhos possuem um acervo de mais de mil imagens produzida por ele. São fotografias analógicas e em preto e branco que retratam paisagens, festas e vida social de Pindaré-Mirim e municípios próximos.

Parte dessas imagens integram a exposição Recortes do Pindaré, que faz parte da programação de abertura do Centro Cultural Engenho Usina Central de Pindaré, espaço entregue à população pelo governador Flávio Dino, no último dia 24, com uma festa popular nas praças próximas ao centro cultural.

O governador Flávio Dino conversou com Maria Odete e seus filhos e destacou a relevância do espaço à promoção da poesia, música, cinema, literatura e para a preservação da memória. “Pessoas como Catarino precisam ser reconhecidas e esse é um dos papéis deste centro de cultura”, afirmou. O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, disse que a proposta do Centro de Cultural Usina Central de Pindaré é justamente promover iniciativas como recuperar a memória da Região do Pindaré. “Será um espaço ativo que vai interagir com a vida cultural e histórica da cidade”.  A gestora do Centro de Cultura, Amélia Cunha, afirma que Pindaré-Mirim e os municípios próximos são ricos em manifestações populares que serão valorizadas. Ela disse que o resgate da história da região também será incentivado. “E já começamos esse trabalho com a exposição de fotografias produzidas por Manoel Catarino e diálogo com a família dele”. A exposição fica aberta ao público de terça-feira a sábado, das 9h às 11h e das 16h às 21h, e aos domingos, das 16 às 21h.

MANOEL CATARINO

Manoel Catarino de Andrade nasceu em 29 de novembro de 1920 em Pindaré-Mirim, filho de Rosa Gabriela Andrade e de Manoel Romão Pinheiro. “Menino pobre, nascido na cidade de Pindaré, sempre sonhou em ser um grande homem”, afirma Marcos de Andrade, filho do fotógrafo. Em 1932, Manoel Catarino vai para São Luís com os Pantoja, tradicional família de fotógrafos. Na capital do Maranhão decide ser fotógrafo. A família de Manoel Catarino não sabe informar quem o iniciou nessa profissão. O primeiro integrante da família Pantoja a vir para o Maranhão foi Gregório Pantoja de Oliveira, que chegou acompanhado do sócio, Gaudêncio Cunha, no final da década de 80, do século XIX. É provável que Manoel Catarino tenha aprendido a fotografar com o filho de Gregório, Clodomir Pantoja, que foi fotógrafo também.

Aos 18 anos começou a atuar como fotógrafo profissional. Trabalhou, também, com o fotógrafo José Mendonça. Morou no Pará e no Ceará e, em 1950, depois da II Guerra Mundial, retorna para Pindaré-Mirim onde casou, teve 3 filhos e montou o primeiro estúdio fotográfico da região.

“Registrou os momentos marcantes da região do Pindaré; desde singelos aniversários até festas populares e construção de avenidas”, afirma Marcos Andrade. No acervo há uma variedade de registos, entre manifestações populares como festa do divino e as boiadas. Manoel Catarino acompanhou a construção da BR-316. Por causa dessa rodovia o eixo econômico da região se deslocou da cidade de Pindaré-Mirim para o então povoado de Santa Inês, que ficou às margens dessa rodovia federal e é, hoje, a maior cidade da região. O Rio Pindaré, que banha a cidade de Pindaré-Mirim, deixou de ser o elo de ligação com essa região do interior maranhense.  Ele também lançou a fotografia colorida na região e ficou famoso com a venda de binóculos coloridos. Faleceu em 8 de dezembro de 1993.   

ENGENHO CENTRAL SÃO PEDRO

O Engenho Central São Pedro em Pindaré Mirim foi construído em 1880, em um período de industrialização no Maranhão, logo depois do declínio do Ciclo do Algodão. Ficou praticamente abandonado a partir da segundo metade do século XX, até a revitalização pelo Governo do Estado neste início de ano. Funcionará com exposições permanentes e temporárias, memorial, cineteatro, salas de capacitação e realização de eventos culturais, num investimento de mais de R$ 4 milhões resultante da parceria entre Governo do Estado e Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Secap com fotos de Gilson Teixeira e acervo da Família de Manoel Catarino.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Regional

Data: 02/02/2019

Visitas: 86

Palavras-chave: CENTRO CULTURAL DE PINDARÉ RESGATA MEMÓRIA DO FOTÓGRAFO MANOEL CATARINO

Fonte: Secap com fotos de Gilson Teixeira e acervo da Família de Manoel Catarino.

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