• Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
Agora Santa Inês - LITERATURA LITERALMENTE

LITERATURA LITERALMENTE

Vivos ou mortos, somos todos poetas na vida  

Olá poetas, escritores, escrevinhadores feito eu, literatos em geral! Mais uma vez estamos aqui no “cabo da enxada” lavrando palavras e senões para fazer esta página circular. Todos que fazem parte dessa lida, são convidados e me ajudar a editá-la. Enquanto não aparecem os confrades dispostos, eu vou arando a terra, tentando plantar  ALGO que possa germinar  ALGO, que se transforme em  ALGO frondoso e robusto, nem que seja num futuro longe.   Ah, não esqueçam confrades, membros da quase morta (mais bulindo ainda) Academia de Letras de Santa Inês- ALSI, precisamos reativá-la, e isso não é só missão deste escrevinhador que edita esta página, mas de todos que a compõe....literalmente! (Clélio Silveira Filho)

CULTURA,  POR QUE INCOMODA?


Por Jojoh Fersan* 

A cultura distingue e desperta para conhecimento e envolvimento pelo bem comum, fortalecendo laços e abrindo os espaços de forma transparente onde cada um pode num exercício de plena cidadania, exteriorizar sentimentos e posicionamentos em benefício coletivo da sua história em sociedade.

Cultura é toda a vivência do ser humano em sociedade. É o conhecimento que se herda naturalmente de geração em geração na educação familiar, é o compartilhar de informações que servirão como manual para a própria sobrevivência e desenvolvimento coletivo e individual de cada pessoa.

A palavra cultura anteriormente se relacionava ao cuidado agrícola com a terra, ou seja, plantar, cultivar e colher. Depois cultura foi relacionada ao erudito ou ao conhecimento intelectual. Mas, com o desenvolvimento da antropologia e sociologia a palavra cultura ganhou significados abrangentes englobando os costumes, as crenças, instituições, produções artísticas etc.

Por todas as sociedades no mundo seja indígena ou não, do oriente ou ocidente, existe um legado cultural. Sem haver distinção entre cultura A ou cultura B,  definindo se uma é melhor ou pior, e sim vastos conhecimentos e diferentes formas de responder os questionamentos existenciais do ser social no decorrer da historia.

Na memória de uma sociedade que, por mais que passe o tempo que for, todo aquele conhecimento que lhe forjou como membro com a sua devida importância para a construção e crescimento da sua sociedade, estará sempre como referência de um legado essencial para a sobrevivência de um povo.

Por esse motivo, não tem nenhuma sociedade sem informações e aprendizagem do povo que está ligado por uma mesma linguagem (cultura). Dessa forma então, não existe um ser humano que não possua uma história ou herança cultural.

Um povo sábio e que alcança o progresso com mais facilidade é aquele que sabe preservar o seu valor mais importante, que é sua identidade e que sempre fará uso de sua história para preservar a sua dignidade.

Quem desconhece isso, não sabe e nem está hábil para conduzir ao progresso uma sociedade.

Então, “Não ha sociedade desenvolvida sem cultura do mesmo modo que não há ser humano que não possua cultura” Concorda?  “E a Cultura, incomoda por que?”

 

* Jojoh Fersan é músico, poeta, cantor e escritor de Pindaré Mirim / Fonte e foto / Portal Pindaré

 

VOCÊ ESTÁ COM FOME?


Por Márcio Borges

Não há dúvida! O homem é o mais faminto entre todos os animais. E eu, entre todos os homens, sou o mais faminto. A todo o momento, tenho fome. Todos os meus órgãos têm algum tipo de fome:

Os ouvidos, fome de Belchior, Bethânia, Alcione, Jessé, boas conversas...;

Meus olhos têm fome de belas paisagens e pessoas simétricas;

As minhas mãos, fome de pele macia e abraços apertados;

A mente tem fome de bons livros e momentos prazerosos;

O nariz sente fome de odores inebriantes;

Meu espírito tem fome de Deus.

O tempo todo procuro saciar minhas fomes, mesmo sabendo que nesses tempos de crises (financeira, amorosa, familiar e de amizades), todos também tentam matar suas fomes. O problema é que, na ânsia de saciar seus desejos famélicos, muitos estão praticando “canibalismo social”, num ritual antropofágico que engorda o ego e definha as relações saudáveis.

Uma pena viver assim! A vida é só um momento de espanto entre nascer e morrer. Nesse interregno, estamos nos espantando com as assombrações erradas. Nossos verdadeiros inimigos são a hipocrisia, a soberba e a indiferença, e os estamos alimentando demasiado, saciando com o alimento errado o lado obscuro do nosso espírito.

Estou escrevendo um livro de crônicas intitulado: “JESUS demasiado humano, CRISTO demasiado divino”, onde procuro fazer interpretações acerca das metáforas e parábolas de Jesus, sem inclinações religiosas ou fanatismos. São reflexões sobre as lições do Mestre, que podem saciar nossa fome de justiça, solidariedade e compaixão. Com certeza, é disso que temos mais fome.

Enquanto nos alimentarmos de coisas que só enchem o estômago, nosso pobre espírito está definhando por falta de alimento certo.

E você, tem fome de quê?

 

Márcio Borges (professor, poeta, escritor e um eterno faminto de tudo.)

 

OS TIRANOS E A MEDIOCRIDADE


Por Paulo Rodrigues

A palavra Tirania vem do grego týrannos e significa líder ilegítimo. Sempre que a democracia helênica fraquejava, a primeira alternativa era entregar o poder ilimitado nas mãos de um chefe, que fazia das suas vontades o inferno do povo. Pouca coisa mudou ao longo da história. Como dissera sabiamente o Cazuza: “eu vejo o futuro repetir o passado”.

Lendo a carta VII de Platão constatei ‘um museu de grandes novidades”. Impressionei-me com a narrativa sobre Dionísio I e II de Siracusa. O filósofo aceitou o desafio de ir àquela ilha para tentar ensinar, na prática, as virtudes aos governantes, (sem virtudes). Dionísio pai e Dionísio filho são tomados pelas algemas do medo, por uma insegurança maior que o Mediterrâneo. Criam inimigos dentro da família. Só vêm paz na guerra. Matam todos os opositores.

Era o cenário ideal para comprovar os ensinamentos da obra A República. Seria, não fosse a estupidez dos tiranos. De início, o primeiro se mostrou interessado pelas aulas. Repercutia bem a aproximação com o grande sábio do mundo ocidental. Foi uma espécie de propaganda positiva, portanto ampliava o olhar para o lugar.

Logo, o homem dos diálogos perde a capacidade de argumentar. Ele dá lições de temperança, de olhar coletivo, do servir ao povo pela manhã. À tarde, o político expulsa alguns partidários insatisfeitos. Então, decidiu voltar para Atenas depois de se sentir inútil. Mas retornou várias vezes a pedido de Díon, com a mesma intenção. Resultado caiu prisioneiro de Dionísio II e só foi libertado pelo intermédio de Arquitas de Tarento.

É uma lição distante. Parece? No entanto, é uma aprendizagem do contemporâneo. Jair Bolsonaro foi conduzido ao Planalto Central pela incapacidade reflexiva do povo brasileiro. O poder tirânico está instalado novamente. Prometeu em teleconferências, porque é um ser virtual: uma limpeza profunda no nosso país, a impressão de novos livros de história que coloquem os torturados na condição de heróis, a entrega do FGTS e dos recursos da previdência aos banqueiros de plantão. Afinal, é muito difícil ter bancos nesta terra de incautos.

E tem mais. Vai privatizar todas as estatais. Implantar o ensino familiar para os mais pobres, colocar uma pistolinha na mão dos brancos para matar os pretinhos, num apartheid exposto para o mundo, definitivamente. Não satisfeito, deve demitir funcionários públicos opositores, portanto, incompetentes. A porta do inferno é larga e sem trinco, e, todo tirano é cínico. O lema agora é: a elite acima de tudo e os Estados Unidos da América acima de todos.

Quem se aliou a isso? A direita acovardada. Os banqueiros. A elite de um por cento, que fica com cinquenta e quatro por cento do nosso Produto Interno Bruto. Boa parte dos trabalhadores precários alienados por uma mídia, que é o capataz do mercado.

Serve a quem? Aos financistas espalhados pelo mundo. Vinte e seis homens, escolhidos por Deus, tem o recurso de cinco bilhões de pessoas. É a maior concentração de renda da história do capitalismo - eles financiam os primatas do governo.

      Serve, principalmente, ao imperialismo canibal do Trump.

      O fantasma da mediocridade é a outra metade do tirano! 

Texto: PAULO RODRIGUES – Professor de Literatura, poeta, escritor autor de O Abrigo de Orfeu (Editora Penalux, 2017) e Escombros de Ninguém (Editora Penalux, 2018).

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 09/02/2019

Visitas: 62

Palavras-chave: LITERATURA LITERALMENTE

Fonte:

Big Systems
4875122 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 25 do mês 08 de 2019