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Agora Santa Inês - COLUNA DO SILVEIRA 1400

COLUNA DO SILVEIRA 1400

“As dores que consomem muitas almas, são dissipadas da vida daqueles que se agarram com Fé ao Deus Misericordioso. Jesus é o caminho para Alcançá-lo. As dores da Alma só Deus pode curá-las!”. Clélio Silveira Filho

 

Olá, bom dia! Aqui estamos com mais uma edição impressa, online e na versão em PDF para todo o Brasil, do AGORA Santa Inês, o único veículo de comunicação impresso, mas cujo site bateu o recorde ano passado de 4 milhões de acessos. E já estamos chegando aos 400 mil só este ano. O www.agorasantaines.com.br é recordista na categoria em todo o interior do Maranhão, só perde para alguns site da capital. E o bom é que a credibilidade do site, com todo respeito a alguns blogs, não tem o que se discutir. Quando se fala em mídia online, o www.agorasantaines.com.br demarca território. DE agora em diante, vamos abrir o site para anúncios e geral e veiculação de material de instituições públicas ou privadas. Tabela já está sendo elaborada e é bom, quem tiver interesse em anunciar nela, que reserve logo seu espaço. Bom, hoje são 13 de abril de 2019, um sábado, findando a semana que antecede a Semana Santa. Rogamos a Deus que todos nós tenhamos um ótimo dia, um bom final de semana uma boa Semana Santa. Amém! 

ABRINDO ESPAÇO
É com muito orgulho que esta Coluna abre espaço hoje, para acolher o artigo da lavra do amigo de longas datas, e juiz federal, Roberto Veloso. Um Maranhense de coração que já ocupou a presidência da Associação dos Juízes Federais do Brasil. Leiam aí e reflitam sobre o que ele escreveu:

A ORGANIZAÇÃO DO CRIME 


Os Códigos Penal e Processual Penal brasileiros são de 1941, quando o Brasil vivia em outras condições. Tínhamos uma população aproximada de 40 milhões de habitantes, eminentemente rural. A industrialização era ainda incipiente. Apenas 31,2% moravam nos centros urbanos. Naquela época, a preocupação do legislador era com os crimes praticados de forma individualizada, o homicídio, o furto, o roubo, o estupro. A única organização criminosa de vulto era o bando de Lampião e Maria Bonita. A comunicação era feita pelas ondas dos rádios, com poucos aparelhos espalhados pelo país.Hoje, mais de 80% da população é urbana. Vive-se na era da globalização, com incremento tecnológico do sistema de produção e consumo transformando a realidade social, fazendo surgir novas condutas delituosas a merecerem a devida atenção no âmbito da legislação penal.Nesse quadro, aparece a macrocriminalidade, efetivada por uma organização criminosa ou por uma empresa instituída para a prática de atos ilícitos. Isso não é privilégio das sociedades desenvolvidas, a exemplo da europeia ou americana. Não se pode esquecer que as mais graves transgressões às normas penais de proteção à atividade econômica financeira são praticadas nos países da América Latina, entre eles o Brasil. Não é fácil se desvendar o crime praticado por essas organizações transnacionais. Essa atividade é efetivada, na maioria das vezes, sob a proteção de uma aparente legalidade. As organizações criminosas especializadas agem de uma maneira aparentemente lícita, com uma fachada que esconde a verdadeira identidade. A macrodelinquência praticada por organizações criminosas movimenta enormes somas de recursos, como se pode verificar no comércio ilegal de entorpecentes. Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), o tráfico ilegal de entorpecentes produz uma receita anual próxima de 900 bilhões de dólares. Isso corresponde a 1,5% do PIB mundial.É lógico que a complexidade da organização criminosa dificulta a investigação e a revelação das condutas lesivas, em razão da constante substituição das realidades de ação individual por outras, de caráter coletivo, de sorte que os responsáveis pelos fatos se diluem cada vez mais por meio de processos para os quais contribuem diversas pessoas, físicas ou jurídicas. Dessa forma, uma legislação anacrônica não consegue enfrentar esse tipo de criminalidade. Apesar de ter havido um avanço legislativo, faz-se necessária uma modernização, que, sem dúvida, é o que pretende o Ministério da Justiça com o projeto de lei anticrime. Essa atualização é urgente, não pode demorar mais, porque enquanto não se tomam as providências, o crime continua a agir impunemente.O progresso tecnológico continua a passos largos e a criminalidade cada vez mais se aproveita desses avanços para a prática de crimes. Veja-se o exemplo do Bitcoin, uma moeda virtual, hoje amplamente utilizada para a prática de infrações penais e lavagem de dinheiro. Antes dos agentes públicos, os criminosos utilizam o avanço da tecnologia em benefício de suas atividades. A partir dessa ótica, é necessário dotar os agentes públicos encarregados da apuração e julgamento de tais organizações de instrumentos novos para o enfrentamento dessa atividade criminosa, com a modernização da legislação, a aquisição de equipamentos para os órgãos investigadores e a formação de pessoal adequada para a luta contra a prática delinquente organizada e transnacional.
*Roberto Veloso, juiz federal, foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Coluna-do-Silveira

Data: 13/04/2019

Visitas: 73

Palavras-chave: COLUNA DO SILVEIRA 1400

Fonte:

Big Systems
4414031 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 22 do mês 04 de 2019