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Agora Santa Inês - Elogio

Elogio

Elogiar é um gesto nobre, digno e de um alcance ético enorme. Saber elogiar é uma arte e poucos tem a capacidade de fazê-lo. Elogiar é dá valor, é reconhecer, é destacar qualidades é distinguir aptidões, é conceder méritos. Na realidade, é sair de você e ir ao encontro do outro e vê sua importância. Por isso, é uma tarefa nobre, virtuosa e praticadas por poucos. Observem, que pouco elogiam merecidamente o que os outros fazem, uns até reconhecem o mérito da ação ou atitude de outrem, mas não o fazem, se tornam inseguros, se trancam, mesmo reconhecendo o valor e a importância de um determinado feito.

Só á guisa de informação, em Dicionário Etimológico Nova Fronteira, elogiar vem do grego, eu (boa, bela) logos (linguagem). Elogio era, na origem, o epitáfio, aquelas palavras elogiosas na tumba do amigo ou parente morto. A palavra, se estendeu para quando falamos bem de alguém ainda vivo. Nessas circunstâncias, se destacava as “virtudes, os méritos os valores de alguém que morria, seus feitos e acima de tudo sua virtude”. Essa era a significância do elogio e estava sempre em consonância com a realidade sobre quem os merecia.

Por outro lado, quem de nós, em condições naturais de vida, não gosta de receber elogios? Vê exaltados seus méritos, seus dotes, seu esforço, sua dedicação, ou mesmo o trabalho que se desenvolve? Quem não gosta de ver-se comentado e referenciado, suas atitudes, sua forma de agir ou de pensar, sobre o que fez ou faz? É uma aspiração importante dos humanos.

Eu, me atreveria a dizer, que receber elogios é uma necessidade psicológica e social dentro de nós, pois, o elogio, em si mesmo, tem uma força imensa como fonte motivadora, incentivadora, uma força motriz capaz de fazer com que alguém leve avante seus propósitos, seus intentos e seus projetos. As pessoas ao serem elogiadas ficam alegres, satisfeitos, gratos, lisonjeados e mais dispostos a prosseguirem com o que pensa ou faz. O elogio, leva as pessoas para frente e lhes dá força e coragem. Elogiar, como dizem os entendidos, “é um alento para a alma. É uma massagem para o ego”.

É uma aspiração e muitos correm atrás para alcançar. São caminhos de mão dupla. O elogio, com merecimento, sem exageros, e adequados, pode ser comparado a um alimento para alma. Da mesma forma como precisamos dos alimentos para vivermos, nós humanos queremos ser reconhecidos, considerados, distinguidos pela que fazemos. A recíproca é verdadeira: o achincalhamento, o desdém, o desapreço, a reprovação improcedente, o desprezo e opressão são formas de constrangimento gigantesco, que fazem muito mal a quem passa por isso, sobretudo se não os merecem, portanto, ao contrário do elogio, a reprovação é um “veneno para a alma”.

Um aspecto importante é se saber sobre o mérito de quem é elogiado. Têm que haver um proposito, uma razão e um sentido, de alguém elogiar o outro, pois elogiar por elogiar é puxa-saquismo, enganação e mentira e isso será percebido por quem esse tipo de elogio dirigido, porque, quem de fato o merece, tem pela consciência que ele é merecido.

Portanto, há que se ter cautela, quanto aos falsos elogios, improcedentes e desmerecidos que, aliás, é o que não falta, nos dias de hoje. São elogios maquiados, manipulados em todos os sentidos. Esses falsos elogios, são intencionais, propositais, oportunísticos, circunstanciais, onde quem elogia quer tirar proveitos sobre quem elogia.  Para esses, há sempre a intensão de auferir ganhos, se dá bem e tirar proveitos. Esses, que agem assim, frequentemente, são conhecidos como “puxa-sacos, aduladores, bajuladores, chaleiras, engraxadores, lambe-botas, manteigueiros, etc”. Muitos se dão bem, a passam a fazer isso com arte e costumeiramente, pois percebem que os a serem elogiados, gostam de serem elogiados, de ver seus feitos exaltado, etc., muitos ganham a vida bajulando um e outros, sempre querendo se dá bem.

Quase sempre, os que exercem cargos importantes, tanto na vida pública quanto em atividades privadas, sobretudo, quando exercem funções de poder, estão propensos a se cercarem desses asseclas, os tais “bons amigos e os bajuladores, lambedores de saco que ficam blindando, bajulando e aplaudindo o chefe”, por quaisquer coisas que ele faça ou diga. Muitos até o fazem descaradamente e sem qualquer pudor.

Como dissera acima, essas figuras querem sempre se dá bem, ter ganhos ou tirar proveitos através dessas atitudes, e para tanto, partem de forma desmedia e extravagante, a elogiar o chefe, um amigo ou a alguém, do qual é subordinado, para se dá bem. Essa é a forma vil ou medíocre de se profanar o elogio, descaracterizando-o desvirtuando seu sentido, significado e valor.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 11/05/2019

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Palavras-chave: Elogio

Fonte: Por Ruy Palhano

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