• Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
Agora Santa Inês - A doença do humor

A doença do humor

A prevalência do Transtorno Bipolar, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, gira em torno de 1 e 2% % na população em geral, podendo atingir até 5%, incluindo crianças e adolescentes, e está situada entre as 10 principais doenças incapacitantes no mundo precisando, portanto, ser mais bem tratada e prevenida.

Clinicamente, o Transtorno Bipolar-TB caracteriza-se por episódios depressivos, alternando-se com episódios de euforia (também denominados de mania), que se manifesta em diferentes graus de gravidade clínica. Diferentemente, das altas e baixas mudanças do humor, que se verifica no dia a dia das pessoas, em momentos da vida, as variações do humor, no transtorno bipolar, são graves. Eles ocasionam danos profundos nas áreas: cognitiva, afetiva, emocional, social, laboral, no pragmatismo, no desempenho escolar e em muitas outras áreas dos comportamentos.

O TB se origina de vários fatores, por isto mesmo, é considerado um transtorno de origem multifatorial, porém tem base genética, embora outros fatores possam influenciar em sua origem: 50% dos portadores de TB apresentam, pelo menos, um familiar afetado pela doença. Filhos dos mesmos apresentam risco aumentado de apresentá-la, quando comparados com a população geral.

Quando não tratada adequadamente, ou tardiamente, o TB acarreta incapacitação grave e muito sofrimento para os pacientes e seus familiares. A mortalidade entre essas pessoas é elevada, e o suicídio é a causa mais freqüente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio, ao menos uma vez na vida e 15% efetivamente o cometem.

Há muitos estudos que demonstram que há uma estreita relação entre TB e outras enfermidades médicas como obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e doenças autoimunes, sendo essas as mais frequentes. A associação de TB, com abuso e dependência de álcool e outras drogas, não apenas é comum, já que atinge 41% de dependentes de álcool e 12% e alguma outra droga ilícita, mais porque, agrava o curso, o tratamento e o prognóstico dessa doença, além de piorar a adesão ao tratamento e o risco de suicídio na população de dependentes.

O início dos sintomas na infância e na adolescência é cada vez mais descrito e, em função de peculiaridades na apresentação clínica, o diagnóstico é difícil. Não raro as crianças recebem outros diagnósticos, o que retarda a instalação de um tratamento adequado. Isso tem conseqüências devastadoras, pois o comportamento suicida pode ocorrer em 25% dos adolescentes portadores de TB.

Essencialmente, a alternância psicopatológica do humor, entre os estados, depressivos e maníacos, é o que há de mais relevante no diagnóstico. Além disso, em muitos casos, o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos de alguém em tratamento. Uma pessoa que tenha tido um episódio depressivo e receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco, tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse, não era possível se saber o diagnóstico verdadeiro.

No episódio de euforia (maníaco), predominam: energia excessiva, hiperatividade, inquietação psicomotora, humor excessivamente elevado, euforia, irritabilidade, pensamento e fala, acelerados, atenção flutuante (distraibilidade), insônia, autoconfiança exagerada, baixa autocrítica; gastos excessivos, aumento do impulso sexual, abuso de álcool e drogas, agressividade e comportamento violento.

Na fase depressiva, predominam: humor triste, ansioso, desesperança, pessimismo, sentimento de culpa, remorso e arrependimento e de menos valia, sensação de impotência ou incapacidade sexual, perda do interesse ou prazer em atividades lúdicas, incluindo sexo, diminuição da energia, queixas frequentes de fadiga, dificuldade na concentração e na memória, fala lenta, dificuldades em tomar decisões, inquietação, irritabilidade, dorme demais (hipersonia), ou não consegue dormir (insônia), alteração no apetite com perda ou ganho excessivos, desinteresse, apatia, retraimento social, pensamentos suicidas e desvalor.

O tratamento do TB é realizado com medicamentos e através de acompanhamento psicológico, para ambas as fases. No período intercrítico, recomenda-se atualmente, prevenção de recaídas, para que não haja recidivas freqüentes chegando a índices de 80 a 90% de recidivas ao longo da vida.

Verifica-se, que tento o tratamento quanto o diagnóstico dessa doença, vem evoluindo muito, nos últimos 20 anos para cá, porém temos que evoluir bem mais na luta contra os enormes preconceitos que ainda pairam no seu entorno e essa luta é de todos. Que sejam felizes os portadores do Transtorno Bipolar.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post:

Data: 01/06/2019

Visitas: 1210

Palavras-chave: A doença do humor

Fonte: Por Ruy Palhano

Big Systems
5549177 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 14 do mês 12 de 2019