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Agora Santa Inês - Ciúme doentio, o que é e como tratar

Ciúme doentio, o que é e como tratar

Nas relações humanas o ciúme é um dos sentimentos mais comum e que ocorre em diferentes etapas da vida, podendo-se considerá-lo, uma experiência normal e universal que aparece nas diferentes formas de relacionamentos. É definido como uma condição caracterizada por pensamentos, emoções e sentimentos de ameaça e percas de algo muito querido e desejado. O tema dominante do ciúme é suspeição da infidelidade e o medo anormal de perder alguém amado, situação psicológica que pode ocasionar níveis variados de sofrimento para os membros da relação.

Em Dicionário Michaelis, ciúme é considerado um sentimento negativo, provocado por receio ou suspeita de que a pessoa amada dedique seu interesse ou afeto a outrem. Diz ainda, tratar-se de um sentimento negativo em que mesclam ódio e desgosto provocado pela felicidade ou situação favorável de outrem; inveja. Pode ser também um receio de perder algo.

Em Dicionário Etimológica Nova Fronteira da Língua Portuguesa, o ciúme é um sentimento que brota de uma relação e se caracteriza como um sentimento de carência afetiva, de desejo de posse em relação a alguém ou a alguma coisa. Pode traduzir uma ameaça e perda de algo muito querido e desejado. A ideia predominante do ciúme é a suspeição da infidelidade do parceiro, podendo ocasionar sofrimento para os membros da relação.

    Há níveis diferentes de se experimentar o ciúme, de tal forma que nem sempre esta experiência ciumenta é patológica, uma vez que, a sua presença em dado relacionamento não demonstra, obrigatoriamente, que haja danos de qualquer natureza. Há ocasiões, inclusive, que o próprio ciúme tempera a relação amorosas e favorece a aproximação entre as pessoas de tal forma que em sua falta total os conflitos podem se manifestar. Este tipo de ciúme é considerado normal ou funcional, pois em casos de qualquer conflito, por sua presença, uma boa conversa sempre resolve.

                Atualmente, há inúmeros estudos inclusive neurocientíficos, psiquiátricos e psicológicos, realizados em diferentes países e com diferentes populações que indicam a presença do ciúme em boa parte das pessoas pesquisadas. Observa-se, que o ciúme é um fenômeno que pode aparecer ante uma imensa diversidade de situações, sendo, predominantemente, comum em relações amorosas, entre irmãos, filhos e pais, amigos e parentes.

Há níveis diferentes de se experimentar o ciúme, de tal forma que nem sempre esta experiência, como vimos acima, é patológica. Há ocasiões em que o ciúme tempera a relação e favorece a aproximação entre as pessoas de tal forma que em sua falta total o conflito se manifesta. Este tipo de ciúme é considerado normal ou funcional onde caso haja qualquer conflito por sua presença, uma boa conversa sempre resolve.

Todavia, quando esta fronteira é ultrapassada e a relação é formalmente afetada por dor, desconfiança mórbida, violência e sofrimento entre os envolvidos na relação aí estamos diante do ciúme doentio ou patológico. Este tipo de ciúme se expressa de forma heterogênea, através de idéias obsessivas, idéias prevalentes ou até mesmo atividade delirante. Este tipo de ciúme pode se constituir como um sintoma de diferentes doenças, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno delirante, transtorno de personalidade, transtornos graves do humor, esquizofrenia e alcoolismo.

O ciúme patológico pode coexistir em pacientes internados em hospitais psiquiátricos em uma faixa de 1,1 % deles e a prevalência diagnóstica é a seguinte: psicoses orgânicas (doenças cérebro-vasculares, demências etc.) 7%; distúrbios paranóides 6,7%; psicoses alcoólicas 5,6% e esquizofrenias 2,5%.

Em pacientes ambulatoriais está muito presente entre os quadros de depressivos, ansiosos e obsessivos. A maioria absoluta dos portadores de ciúme patológico, entretanto, não está dentro dos hospitais, nem nos ambulatórios e sim nas ruas especialmente entre casais e muitos destes portadores deste tipo de ciúme estão sem tratamento médico e quando procura o especialista a relação já se encontra muito desgastada, restando tão somente a separação pela impossibilidade de recuperar a convivência.

Entre os dependentes de álcool é muito comum apresentarem delírios de ciúme, sintoma que pode ser considerado como característico do alcoolismo, especialmente entre alcoólicos crônicos. Neste caso a impotência sexual comum entre alcoólatras é um importante fator no desenvolvimento de idéias de infidelidade, sentimentos de inferioridade e rejeição. A prevalência do ciúme patológico no alcoolismo é muito alta e gira em torno de 34%. A evolução comum do ciúme patológico como sintoma do alcoolismo, pode ser, inicialmente, apenas durante a intoxicação alcoólica e, posteriormente, também nos períodos de sobriedade. Nas mulheres, fases de menor interesse sexual ou atratividade física, como ocorre na gravidez e menopausa, produz redução da auto-estima, aumentando a insegurança e a ocorrência do ciúme patológico.

Portanto, o ciúme patológico, por se tratar de uma condição psicopatológica, o portador desse tipo de ciúme deve sempre procurar tratamento médico e psicoterapia, pois só assim essas pessoas podem se recuperar e voltarem a ter uma vida normal e tranquila. A utilização de medicamentos que podem ser indicados para tratar essa condição é uma estratégia importante especialmente quando este ciúme é secundário a outros transtornos mentais: dependência de drogas, alcoolismo, depressões graves, quadros psicóticos esquizofrênicos etc. As psicoterapias se constituem armas poderosas na recuperação destes enfermos especialmente as terapias cognitivas – comportamentais - TCC. Outras abordagens psicológicas podem também serem recomendadas a esses enfermos.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 03/08/2019

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Palavras-chave: Ciúme doentio, o que é e como tratar

Fonte: Por Ruy Palhano

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