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Agora Santa Inês - Envelhecimento, saúde e depressão

Envelhecimento, saúde e depressão

A depressão, volta a cena e desta vez com carga total. O que mais se ouve falar nos últimos tempos, ao nos referirmos ao bem-estar e sobre saúde mental da população, é sobre depressão. As rodas de conversa, os noticiosos, a grande mídia nacional, as redes sociais não se cansam de tratar sobre isso. Por isso mesmo, tem muita coisa sendo dita, sobre esse assunto, baseada em desinformação e preconceitos, fatos esses, que dificultam muito o entendimento e a compreensão real sobre o que estamos nos referindo, ao se falar sobre depressão.

Do ponto de vista epidemiológico é uma condição frequente e ocorre em diferentes etapas da vida: infância, adolescência em adultos e na terceira idade, e em cada uma dessas etapas teremos manifestações clínicas, tratamentos e abordagens psicossociais distintas. A fase da vida onde mais ocorre depressão é entre os idosos. Todavia, apesar da alta incidência de depressão nessa fase, o seu tratamento, sua prevenção e os cuidados gerais dessa situação ainda são muito negligenciados.

Ante as dificuldades no trato da depressão, o mais preocupante, é ela ser subdiagnosticada e muitas vezes tratadas equivocadamente, principalmente, ao nível dos cuidados primários de saúde. Prevê-se, que as consequências de ambas as situações, nos próximos anos, colaborarão, sobremaneira, com o pior prognóstico da doença.

Do ponto de vista psiquiátrico, a depressão pode ser um sintoma, uma síndrome ou uma doença e, entre os idosos, pode apresentar-se sob uma dessas três condições, sendo imperioso, em qualquer uma das três realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento correto o mais cedo possível.

Como disse acima, o envelhecimento da população é hoje um fenômeno transnacional desafiador em políticas públicas, tanto nos países desenvolvidos, quanto nos países em desenvolvimento. Os esforços se ampliam entre os governantes para construir uma política social e de saúde exitosa do idoso que garantam melhor qualidade devida dessa população, que é mais afetada pelo transtorno.

No Brasil, impressiona a rapidez com que a população envelhece. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2025, a população idosa no Brasil crescerá 16 vezes, contra cinco vezes o da população total. Portanto, a expectativa é se envelheça, como mostram os dados, porém que isso ocorra com saúde e com qualidade de vida. Os dados da OMS, classifica o Brasil como o sexto do mundo com população de idosos, correspondendo a mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais (OMS, 2006). Com esse aumento eleva-se a prevalência de doenças crônico-degenerativas, dentre estas, aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, as degenerativas e, particularmente a depressão.

Os tipos de depressão frequentemente encontrados entre idosos são: depressão bipolar, depressão unipolar, distimia, distúrbios de ajustamento devido a outros transtornos orgânicos, os quais afetam a performance e a resposta ao tratamento das síndromes cerebrais orgânicas, próprias da idade. Além disso, citamos os quadros de depressão reativa, comuns nessa idade, que estão muito relacionados ao modo e a qualidade de vida dessa população, as privações psicossociais, ao desemprego, ou subemprego, a insegurança social e no trabalho e a outros condições sociais e laborativas.

Todo ser humano em qualquer fase de sua vida pode experimentar sintomas depressivos. Nos idosos, a probabilidade de ter depressão, é ainda maior, por haver limitações impostas pela própria idade e as injunções acima citadas. A saúde geral e, em particular a saúde mental são muito afetadas ante episódios depressivos por provocar um decréscimo significativo de habilidades sociais e na qualidade de vida. Isso explica, em parte a incidência elevada de suicídio entre idosos.

Estudo realizado pela OMS, em 13 países europeus, mostra que a taxa média de suicídio entre pessoas com mais de 65 anos chega a 29,3 por 100.000 habitantes, e as de tentativas de suicídio, 61,4 por 100.000. Além dos dados serem elevados, a razão entre tentativas de suicídios e os consumados é muito próxima, quase 2:1. Em nosso pais, recentemente (abril de 2019) foi sancionada uma Lei federal que trata do suicídio e da automutilação e a expectativa que que com o advento legislação se possa organizar estratégias, medicas e psicossociais, que não deixe essa população de idosos tão vulneráveis a tais ocorrências.

Os sintomas proeminentes da depressão no idoso são: isolamento social, desesperança, angústia, sentimento de culpa e remorso e anedonia (falta de prazer). Podem surgir alterações do sono, do apetite, da disposição geral, dificuldades em tomar decisões ou iniciativas, tristeza profunda e desalento acentuado em tudo que faz, além de inquietação ou inibição psicomotora. Rebaixamento da autoestima, do auto apreço e do autocuidado, são condições sempre associadas a uma carência afetiva profunda, condições muito frequentes entre idosos depressivos pois esses não se cuidam e dão muito pouco valor para a vida.

Outro fato médico e psicossocial importante, é que nessa fase da vida, ocorrem predisposições naturais para muitos agravos à saúde e isso vulnerabiliza os idosos para desenvolverem  outros problemas, físicos, psíquicos e comportamentalmente,  os quais não estão ligados só  á depressão, propriamente dita, por isso, é sempre aconselhável que um idoso ao apresentar um dos sintoma próprio da depressão,  deve-se sempre verificar se se trata de uma depressão ou de uma outra condição médica.

Para se prevenir adequadamente ocorrências depressivas nos idosos aconselha-se práticas regulares de exercício físico, ocupação regular, lazer e entretenimento, atividades esportivas e intelectuais as quais contribuirão para promoção da saúde mental e do seu bem-estar geral. Além de oferecer oportunidade para o desenvolvimento de habilidades sociais, melhora do funcionamento psicossocial e cognitivo, elevação da autoestima, da autoconfiança e das funções cognitivas.

Em casos mais severos. É imprescindível o tratamento psiquiátrico para controle da situação. O uso regular de medicamentos indicados a esta condição e o apoio psicossocial por meio de técnicas psicoterápicas especializadas são bem recomendadas.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 17/08/2019

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Palavras-chave: Envelhecimento, saúde e depressão

Fonte: Por Ruy Palhano

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