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Agora Santa Inês - SÓCRATES: UM INTELECTUAL DO POVO

SÓCRATES: UM INTELECTUAL DO POVO

“Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”.

(Sócrates) Sócrates nasceu em 470 a.C. e morreu em 399 a.C. (em Atenas). Acreditava que a vida intelectual, promotora do saber profundo, era a máxima virtude para o filósofo, por isso utilizava sempre a máxima “conhece-te a ti mesmo”. Simbolizando o autoconhecimento, a busca infinita e constante, o equilíbrio.

 Filho de um escultor e de uma parteira. Alguns estudiosos afirmam que ele não sabia ler, nem ao menos escrever. Os excluídos, nas cidades gregas, não tinham acesso ao pensamento. Inclusive, a grande experiência profissional, do mestre da filosofia antiga, foi servir ao exército, defendendo a sua gente.

A solidão era sua roupa. Meditava muito só. Passava longos períodos escutando as várias vozes da sua alma. Acreditava nos caminhos construídos dentro de si mesmo. No entanto, não abandonou o teatro social. Levantava discussões com os discípulos sobre verdade, justiça, ética.

José Cavalcante de Souza, tradutor de alguns diálogos de Platão, afirma: “ Na época da oligarquia dos trinta (entre os quais estavam Cármides e Crítias), os governantes haviam tentado fazer Sócrates cúmplice na execução de Leon de Salamina, cujos bens desejavam confiscar. Ele recusou. Não participou da trama. Evidentemente, deixou de ser visto com simpatia pelos tiranos”.

Sócrates buscava a justiça universal? Não queria benefícios pessoais? Colocava-se contra os donos do poder?  Não admitia injustiça e preferia sofrê-las? Sim. Buscava agir conforme as verdades, da sua existência racional. Tanto é assim que o Cisne diz no diálogo Fédon: “Sócrates é o mais sábio e o mais justo dos homens”.

Andava descalço pelos mercados e praças públicas. A roupa suja. Comia os piores alimentos. A família passava necessidades. Era realmente, alguém excluído de um consumo básico, naquele momento da civilização ateniense. Parecia demais com os sessenta e três milhões de excluídos do Brasil contemporâneo.  

A diferença fundamental entre o pai da Filosofia e os pobres do nosso país é a educação. Ele foi impedido, mas buscou o conhecimento como objetivo primeiro. Nós oferecemos as sobras do conhecimento. Criamos um clima de universalização de direitos. Deixamos todos na mais absoluta letargia. O proletariado pensa no almoço de amanhã, não consegue se planejar para o longo prazo. Ficando com o trabalho braçal (animalesco).       

Por que questionar o mundo injusto?

Se o próprio Sócrates no diz: “Justiça é aquilo quem está no poder diz que é justiça”.

Porque, não podemos ser justos, num mundo injusto. Precisamos aprofundar nossas virtudes e melhorar o sistema de governo para vivermos melhor. É a grande lição deste intelectual (do povo).

 

TEXTO: PAULO RODRIGUES – Professor de literatura, poeta, escritor e autor de O Abrigo de Orfeu (Editora Penalux, 2017); Escombros de Ninguém (Editora Penalux, 2018) e membro da Academia Poética Brasileira.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 24/08/2019

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Palavras-chave: SÓCRATES: UM INTELECTUAL DO POVO

Fonte: Por Paulo Rodrigues

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