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Agora Santa Inês - LITERATURA LITERALMENTE

LITERATURA LITERALMENTE

TWIGGY: A BAFÔNICA MODELO DE CÍLIOS SUPER ALONGADOS E CÔNCAVO DOS ANOS DE 1960

*Por Georgiana Lima


“Sendo magra, gorda, pequena, negra, loira, ruiva…Você sempre vai querer ser outra coisa.”

( Twiggy)

 

Caros leitores e leitoras, na matéria de hoje falaremos sobre moda. Porque a atual conjuntura do nosso país pede algo leve. E, sim, eu amo moda também. Precisamos falar de algo para esquecermos o momento político pelo qual passa nosso país, vocês não concordam? Mas, falar de moda, é também dizer muito sobre transgressão e quebra de padrões estéticos. Portanto, não podemos esquecer do nome de alguém que fez diferença nessas duas esferas: a modelo Twiggy.


Eu simplesmente amo as imagens da Twiggy e também o que ela representa. Nos anos 60, ela foi uma baita quebra de paradigmas no que diz respeito aos padrões de beleza. O verdadeiro nome dessa modelo britânica   é Lesley Hornbyca .Ela era magrinha e pequena (43 quilos e 1,65 m) e veio daí o seu nome artístico: Twiggy, que em inglês significa “graveto”. Em um ano, ela inaugurou uma nova estética de modelos e manequins em todo o mundo e estourou nas mais cobiçadas passarelas: Twiggy impôs a tendência de modelos magérrimas e de cabelos curtíssimos. Assinou contratos milionários, foi capa das principais publicações de moda (Vogue, Elle, Harper’s Bazaar). Ela tinha tudo para ser só mais uma mulher comum, mas decidiu fazer diferença. A partir daí, conseguiu inspirar muitas outras porque ela não se enquadrava em padrões preestabelecidos. Essa mulher incrível fez história no mundo da moda e fora dela.


Assim, Twiggy e tantas outra nos mostraram que quebrar padrões são sempre difíceis. Mas como o mundo precisa dessas mulheres brilhantes! E, nós, agradecemos pelas portas abertas a partir delas. Eu acordo todos os dias pensando nessas pessoas as quais nos inspiram a seguir adiante, apesar das dificuldades. Hoje, pensei na Twiggy. Pesquisei sobre ela e vi que a famosa modelo continua muito bem aos 69 anos. Que mulher maravilhosa! E assim, vos deixo com as seguintes frases dela:


“Você precisa lidar com o estigma. Eu odiava o fato de parecer uma adolescente. Minha aparência era engraçada. Eu queria ser como Brenda Lee (a cantora pop americana), que tinha formas perfeitas. Ela era "o look" antes de mim.”

       “Mulheres bonitas são subestimadas. Qualquer mulher com boa aparência paga por isso.”


#twiggy #moda #inspiração #quebradepadroes

Georgiana Lima: Filha do músico, compositor, escritor e poeta José Maria Viana com a professora Marly Viana: Formada em Letras pela UFMA. Pós-graduada em Inglês pela Universidade do Alabama (BAMA U) e Doutoranda em Ciências da Educação pela Universidade Nacional de Rosario  (Argentina). Email para contato: [email protected] Instagram: @georlima_

ESPELHOS DE EVA: TESSITURAS ACIMA DA MODERNIDADE LIQUIDA

“ A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade”.

(Clarice Lispector)

PAULO RODRIGUES


Conheci Sharlene Serra, na primeira Feira do Livro do Escritor e Editor Maranhense, em maio de 2016. Saímos do evento juntos. Fomos ao Bar do Léo, no mercado do Vinhais, comemorar o sucesso coletivo.  Impressionou-me, de imediato, a paixão (da minha amiga escritora) pela palavra. Tudo nela tinha ritmo, simbologia, densidade.

Outros eventos vieram. Firmamos amizade. Minha admiração e respeito cresceram muito.

Tenho agora a tarefa de apresentar o livro: Espelhos de Eva. Um experimento químico, capaz de acordar Eros, de refletir sobre a condição da mulher no século XXI, de penetrar os fragmentos de angustias, que moram na alma de todos nós.

Elevo o tom discursivo. Recorro logo ao filósofo Zygmunt Bauman (1925-2017) que cunhou o termo modernidade líquida para definir o mundo globalizado. A liquidez e sua volatilidade são características fundamentais da desordem contemporânea. Tudo está desorganizado: vida social, amor, cultura, família.

É sobre o nosso tempo que escreve Sharlene Serra, no entanto, ela vai além. Provoca novas formações discursivas. Reorganiza as tessituras do olhar feminino. Provoca interações dialógicas como se conversasse com a teoria de Baktin. O discurso dela é pele excitada. As personagens degustam as frustrações da hipermodernidade, sem cair no isolamento. Criam laços. São conectadas pelo escuro, que contrasta com a luz, ao chegar no espelho.

As imagens são concretas. Não há abstracionismo na narrativa dos Espelhos de Eva. Várias histórias são contadas ao mesmo tempo, entre poemas e pedaços de desejos. É uma autora vivendo a modernidade líquida, sem dúvida, mas se atreve a construir personagens sólidas e tocantes. 

Atrevida. Busca referências na tela do computador. Dandara, Tarsila do Amaral, Chiquinha Gonazaga, Maria da Penha e outras feministas impulsionaram o coração como se fosse sangue novo. Só o que é novo aumenta a coragem e o pulso.

O tio da protagonista legitimava o homem primitivo, no quarto escuro. As revelações do abuso sexual são arrasadoras para quem os vomita. Os leitores ficam com a boca amargando. A sensação é que tudo vai se repetir. E se repetem mesmo. A narrativa é circular. As identidades não são fixas. As utopias derretem, quando o sol acorda.

Com a luz, entendo outras belezas da obra. Os poemas bem colocados, ajudam a construir engasgos fascinantes. Posso citar o texto Eva Mistura-se na Paisagem:

 

Eva mistura-se na paisagem

contida em si...

Tem a alma na poesia do cio

romântica e fatal

vive o paradoxo de emoções.

Busca a intensidade

o desejo invade seu corpo.

Eva olha para o infinito

e descobre-se viva!

 

[...]

 

O crítico literário, Antonio Candido, também estudou o Pós-modernismo. Afirmava que a liberdade da linguagem, a mistura de gêneros, a evasão constante são marcas do Romantismo. Tem um fundo lógico, como tem verdade na fala do mestre. Sharlene Serra aproveita a necessidade do amor para reformar o farol dos nossos sentimentos. Os versos citados são um teste humano: “Eva olha para o infinito e descobre-se viva”. Só as angústias do amor nos salvam da antiutopia.

Dessa forma, outras mulheres estão convocadas para usar a palavra, retirar as anáguas, despir-se completamente diante do espelho (que derrete). Os parâmetros não são sólidos. As incertezas domam o que sobrou de nós. Nada disso importa. Sharlene está acima da modernidade líquida.

 

 

PAULO RODRIGUES – Professor de literatura, poeta, escritor e autor de O Abrigo de Orfeu (Editora Penalux, 2017); Escombros de Ninguém (Editora Penalux, 2018) e membro da Academia Poética Brasileira.

ALÉM DA SIMPLIFICAÇÃO DO PENSAMENTO


Por Evilásio Júnior*

Não devemos ser contra a tecnologia e contra os seus avanços. Eles são frutos da pesquisa humana, das inovações e da busca por tornar a vida cada vez mais fácil. Contudo, nem tudo são flores. A informação circula com uma rapidez assombrosa, em muitos casos, não há uma filtragem do conteúdo que você recebe, o pior de tudo, muitos saem reproduzido e esquecem de fazer uma análise mais aprofundada do que compartilham.

Um simples clique, pronto! Alea Jacta Est! Já é o bastante para fazer um algo espalhar-se e atingir um número significativo de pessoas. Imagine centenas de pessoas compartilhando o mesmo conteúdo?

O que preocupa não é a disseminação das informações, mas aquilo que é compartilhado. Há uma avalanche de publicações pobres, com desinformação, que nada acrescentam, pelo contrário, alastram-se com rapidez, são partilhadas milhares de vezes e circulam facilmente pela internet e vão moldando a mente de quem tem contato com esse tipo de informação.

Deve-se primar pela capacidade reflexiva, por leituras mais densas e profundas, que mostram a natureza humana e a sua multiplicidade. Muitas postagens tocam apenas na superficialidade da questão, na maioria das vezes, de forma humorística ou duplo sentido, tornando a visão de um fato simplificada, vide os memes que se alastram feito pragas na internet. O filósofo francês Jean-Michel Besnier asseverou: “Tornámo-nos cada vez menos livres, e, portanto, menos morais, e comportamo-nos cada vez mais como máquinas. Isso abre as portas para uma desumanização.” O homem se desumaniza e muitas vezes não percebe esse processo diante dos seus olhos. Há a naturalização da violência, tribunais virtuais, linchamentos em redes, entre outros. A internet se torna terra de ninguém, os ânimos estão acirrados, não há espaço para o debate, apenas para opiniões e defesas ferrenhas de pontos de vista. Ninguém quer sair derrotado, o conhecimento se torna algo secundário, as discussões nunca se dão no plano das ideias. É difícil debater um tema de forma pacífica, buscando construir novas

1 Formado em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão, acadêmico de Filosofia Universidade Estadual do Maranhão-Uemanet, poeta, autor do livro de poesias Pulsões de vida e de morte.

formas de conhecimento e avanço do pensamento. Há uma simplificação do pensamento em curso, muito mais que isso, a sociedade está polarizada e cada lado constrói suas narrativas. As informações que circulam na rede de computadores criam mitos, propagam em boa parte ódio, violência, a incapacidade de colocar-se no lugar do outro e discutir com a devida profundidade temas complexos. Por isso, seria bom se o homem saísse da caverna e contemplasse a exterioridade, a realidade. Seria bom contemplar a luz do sol, romper as trevas, fugir da superficialidade da doxa, romper os grilhões da ignorância e escalar rumo à contemplação dos fatos. O indivíduo que consegue ir além do mundo das aparências, mergulha no âmago do conhecimento e reflete sobre a realidade que o cerca, jamais se deixará levar pela simplificação do pensamento.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 31/08/2019

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Palavras-chave: LITERATURA LITERALMENTE

Fonte:

Big Systems
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