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Agora Santa Inês - Suicídio, realidade ameaçadora

Suicídio, realidade ameaçadora

O suicídio constitui-se como uma das maiores causas de mortalidade no mundo. Estima-se, que morra bem mais pessoas por suicídio, que por cânceres, acidentes cardiovasculares, Aids, mortes no trânsito e por guerras, todas juntas. O pior, é que tem havido uma tendência, estatisticamente falando, de pessoas mais jovem se suicidando.

Etimologicamente, suicídio provém do latim Sui = si mesmo e Caedes = ação de matar. É a morte auto-inflingida, autoprovocada por um ato voluntário, intencional e deliberado. É considerado um fenômeno, ultracomplexo e multidimensional, e decorre da interação de diversos fatores, isto é, não há uma única causa para o suicídio, em geral, o ato se expressa, através de uma multiplicidade de fatores, os quais colaboram para sua finalização.

Constitui-se, como uma das mais importantes questões de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, até 2020, mais de 1,5 milhão de pessoas irão cometer suicídio por ano. E, esse número vem crescendo, mundialmente, em 60% nos últimos anos. Cerca de três mil pessoas se suicidam por dia e 60 mil tentam suicídio, e não conseguem.

No ano 2000, houve 14,5 mortes para cada 100 mil habitantes (uma morte a cada 40 segundos), ocorreram no mundo. Atualmente, nos Estados Unidos, para cada homicídio há dois suicídios (cerca de 18 mil e 34 mil por ano, respectivamente). Em 2001, o suicídio foi a 11ª causa de morte entre todas as idades nos Estados Unidos, com uma taxa de 10,8 suicídios por 100 mil habitantes. É a terceira causa de morte entre 15-24 anos e a segunda entre 25-34 anos.

Um dado muito relevante, é a diminuição da idade dos que praticam suicídio e muito estudos apontam para a descrença, o desengajamento social, o desemprego, a anomia social e, o uso indiscriminado e abusivo de drogas, especialmente do álcool e do crack, além, evidentemente, das doenças mentais que incidem nessa faixa etária, fatos considerados, absolutamente, relevantes entre as situações de risco para a deflagração destes intentos.

É um dos temas psiquiátricos mais relevantes na atualidade, apesar de ainda ser muito carregado de tabus e preconceitos. Historicamente, esse tema, sempre despertou muita curiosidade, medo e mal-estar nas pessoas, por isso mesmo, mantem-se sob sigilo e escondido, às sete chaves. O fato, é que, não se trata do suicídio de forma realística, franca e aberta e isso colabora, bastante, para não avançarmos, definitivamente, no rumo do entendimento da sua natureza e das medidas que deveriam ser tomadas para seu tratamento e prevenção.

Conceitualmente, a temática do suicídio, pode ser examinado, sob três aspectos: o pensamento suicida, a tentativa de suicido e o suicido propriamente dito e, cada uma destas dimensões, tem um significado próprio e um papel fundamental na definição de como iremos abordar o assunto. Sabe-se, que para cada 100 pessoas, 17% pensam em se matar, 5%, fazem planos, 3% tentam e uma é atendida em pronto socorros. Essa é a estatística mais atual sobre esse fenômeno.

Entre as doenças mentais relacionadas ao suicídio temos, por ordem de importância: o transtorno de humor (principalmente depressão); uso de substâncias psicoativas (dependência ou abuso de álcool e de outras drogas) principalmente alcoolismo; o transtorno de personalidade (principalmente o boderline), a esquizofrenia e outros graves transtornos de ansiedade.

A associação, entre doença mental e suicídio, é hoje uma das grandes áreas de estudos em neurociência, em psiquiatria, em psicologia e em antropologia social e, tem sido objeto, de inúmeros trabalhos de pesquisas e ensaios clínicos. Cabe destacar a prevalência da depressão, que é uma das mais importantes situações de risco, para o cometimento de suicídio, porém, nem todos os pacientes depressivos se suicidam. Entre esses, 20% pensam em fazê-lo, 4% tentam e apenas 2% efetivam.

Entre os diagnósticos psiquiátricos, relacionados ao suicídio, a depressão maior, se destaca entre as outras. Tais achados são confirmados por trabalhos realizados em diferentes populações. O suicídio, portanto, está praticamente relacionado em 100% das vezes, com doença mental, pois sabe-se que uma pessoa em condições plenas de saúde mental, não se suicidaria.

Graças aos avanços dos conhecimentos científicos sobre suicídio na área psiquiátrica e psicológica, especialmente, quando aos meios de diagnóstico precoce, as intervenções medicamentosas e psicossociais, muitas pessoas deixam de suicidar-se. Suicídio é uma condição evitável, não é doença e sim sintomas, por isto mesmo pode se tratar e prevenir.

Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS, o suicídio responde por 1,8% de todas as mortes no mundo, o que representa um milhão de mortes por ano e estar entre as 10 maiores causas de morte entre a maioria dos países e, guardando as devidas proporções, até 2020 este índice será 2,4% das mortes atingindo patamares de 1,5 milhão de pessoas que se matarão no mundo.

Ainda para a OMS, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio; a cada 3 segundos uma tenta suicídio; a idade média das pessoas que cometem suicídio está cada vez mais baixa os índices de suicídio ajustados para a idade variam globalmente de 1,1 a 51,6 por 100.000. Além do mais, epidemiologicamente há mais ocorrências de suicídio que homicídio, muito embora nossa atenção se localize mais neste último.

 No Brasil, estudos sugerem que ocorram 24 suicídios por dia, mas o número deve ser 20% maior, pois há muitos casos não registrados. A quantidade de tentativas é de 10 a 20 vezes mais alta que a de mortes. Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4%. De tal forma que nos últimos 45 anos o número de casos de suicídio em nosso país cresceu 60%, de acordo com a OMS.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 31/08/2019

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Palavras-chave: Suicídio, realidade ameaçadora

Fonte: Por Ruy Palhano

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