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Agora Santa Inês - COLUNA DO SILVEIRA 1439

COLUNA DO SILVEIRA 1439

“Jesus morreu na Cruz, para que nós pudéssemos viver como irmãos, e não indiferentes ao Seu sofrimento. Portanto irmãos, façamos por onde merecermos a misericórdia de Deus, respeitando o sofrimento de Jesus Cristo”. Clélio Silveira Filho.

Olá, bom dia! Fora do compasso, estamos circulando hoje quinta-feira (5) e não quarta-feira, como costumamos circular no meio da semana. A programação teve quer ser alterada por conta do dia 7 de Setembro que vai cair exatamente no sábado, e aí, como circular nesse dia, se é exatamente nele que toda festividade, em comemoração a Independência do Brasil acontece? Mexer na programação de circulação, foi a solução encontrada. Bom, esta é a edição 1439, nas versões impressa, online e PDF. Que Deus nos abençoe a todos e que possamos viver esta primeira semana do mês de setembro na mais perfeita civilidade e na fé! Amém!

ESPAÇO PARA ELE

A Coluna abre espaço para um dos seus colaboradores, cujo material vem lá de longe, e merece ser agregado aqui, até por conta de sua importância no atual momento em que vivemos. Leiam e reflitam com ele:

O SILENCIOSO GRITO DO ATRASO

Por Percival Puggina 

 O atraso grita no silêncio, fala aos olhos e expressa escolhas. Há muitos anos o Brasil, por avenidas tão largas quanto indiretas, vem optando pelo atraso.

A história dá vida aos nossos equívocos. Tem sido sistematicamente audível a opção preferencial dos brasileiros por uma ideologia que fala enternecida sobre os pobres e os produz em proporções demográficas. Por isso, com aquelas inexpugnáveis certezas que a análise marxista estabelece, politizamos todo o ambiente cultural. Impuseram-nos associações mentais entre o privado e a ganância, entre o público e a solicitude, entre igualdade e justiça. E disso redundou uma inexcedível fé no Estado. Reverenciamos quem pretende acabar com a pobreza mediante farta conversa fiada e tal discurso eleva o orador a um padrão moral superior. Quantas vezes, falando entre pessoas esclarecidas, percebi entranhado nelas o conceito de que o igualitarismo seria um desejável horizonte para a organização social!

Durante décadas me incluí entre os raros autores brasileiros a combater aquelas ideias.  Tempos em que “liberal” e “conservador” eram xingamentos. Tempos em que ser “de direita” definia um tipo marginal da política. Roberto Campos estava errado. Meira Penna estava errado. Leonardo Boff e João Pedro Stédile estavam certos. Sobre isso nascia e crescia o ruído. Mas o atraso vinha de arrasto, silencioso.

É hora de abrir as janelas! Observem as economias desenvolvidas e as que saíram do atraso e cresceram mediante opções pela prosperidade, pelas potencialidades de seu próprio povo. E nós, país onde a pobreza parece ser objetivo e a riqueza um mal dispensável e desprezível, ostentamos um Índice de Desenvolvimento Humano que nos coloca em 79º lugar entre os povos da terra. Nosso índice de liberdade econômica nos guarda a posição 153 entre 180 países.

Sobre o silêncio do atraso, dá vontade de gritar o nome de Irineu Evangelista de Souza, nosso Barão de Mauá, o maior empreendedor de nossa história. Defensor do liberalismo econômico, empregava operários, combatia a escravidão, construía as próprias ferrovias e hidrovias, criou indústrias e empreendimentos comerciais em vários países, abriu o próprio banco e alcançou tamanha fortuna que o balanço de suas empresas se tornou muito maior do que o orçamento do Império. Fez-se o silêncio sobre o que sobreveio às pressões que o destruíram.

As últimas décadas adubaram o atraso. As ideias de liberdade foram sistematicamente sepultadas em favor de um Estado de porte crescente. Teoricamente, na Constituinte de 1988, o Brasil comprou o projeto de sair da pobreza mediante a constitucionalização de um Estado de Bem Estar Social. Sim, fizemos isso! Para sustentá-lo instituíram-se novos impostos, tomando dinheiro da sociedade, que ficou mais pobre e, na sequência, crescentemente endividada através do Estado. Como é que não o previmos?

O atraso é silencioso. A ruptura com a tradição, também. A burrice, contudo, é estridente. Vivemos dias decisivos. São grandes as possibilidades de recuperarmos as liberdades que perdemos para o Estado e de buscar os valores morais que, tombados no caminho, nos tornaram ridiculamente liberais em tudo que não convém, sob a servidão do politicamente correto. Finalmente, creio, o atraso se faz ouvir.

 

LUIS HENRIQUE, O ENCANTADOR DE PLATÉIAS!

Ele já inicia o recital apresentando uma pérola, o poema PARA OS DIAS ESPECIAIS, onde ele “ousa” agradecer a Deus por tudo, até pelas intempéries, pois o menino inteligente filho de Alcides Costa, o mestre Alcides, sabe que as tempestades só devem servir para nos fortalecer. E ele vai conduzindo o espetáculo movido por uma humildade tão grande que soa meio incompatível com a coisa gigantesca que é o seu talento no trato com as palavras. E que memória magnifica tem o filho de Dona Terezinha,  que também é filho de Perpetua e de Concita Costa e, modéstia à parte, quem não queria ter um irmão do quilate do menino Luque da professora Graça Santana que  por sinal é fã de outro Sousa Costa, o poeta e artista plástico dos bons: Carlos Alberto. Verdade que o homem é produto do meio e o ex-aluno de Pedro Filho, Antonio José, L. A. Sampaio, João Alípio, Marcelina Nóia Alves, Inêz Castro, é, e diga-se por ser verdade, o suprassumo de toda essa leva de professores cuja competência é no mínimo inquestionável. Brincou dia desses quando mudou-se para São Luís que seria o novo rei da ilha. Bobagem, meu filho, bobagem... Como diria Caetano. Meu irmão seu reinado é o mundo que é bem menor que o seu tamanho. Uma luz, o Luís é uma luz sobre a ignorância humana, de uma sensibilidade extraordinária e dotado de uma solidariedade tão única capaz de chorar as dores alheias. Sem  essa de suspeição, não é o fato de sermos irmãos que vai me inibir de dizer que o melhor amigo do Carlos Denilson e da Luiza Cantanhede é companhia tão gostosa quanto embalo de rede e mata a nossa sede de amizade nas aventuras, desventuras e travessuras no existir. Conviver com o Luís Henrique é quase estar preparado para o espanto, há nesse ser tanto encanto que até a rebeldia contida nele é quase perdoável. Amável e afável, que ninguém duvide da sua capacidade de indignar-se com as injustiças que nos rodeiam e que fustigam nossas retinas como se quisessem nos fazer crer que é normal e natural o sofrer do irmão. Vai Luís, segue a tua direção... irmão gerado no coração. E quanto as intempéries, as tempestades... eu só tenho a te dizer que nada nesse mundo pode ser maior que teu coração.

Paulo Rodrigues

Poeta e Escritor

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Coluna-do-Silveira

Data: 05/09/2019

Visitas: 477

Palavras-chave: COLUNA DO SILVEIRA 1439

Fonte:

Big Systems
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