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Agora Santa Inês - O Custo social do álcool

O Custo social do álcool

Pesquisadores do mundo inteiro vêm procuram demonstrar que o álcool etílico não é um produto qualquer como um alimento ou um produto inofensivo e comum que pode ser usado indiscriminadamentre. E a cada dia se constata que apesar de ser uma substância relevante em uma cadeia de eventos industriais e comerciais, considerando que desde sua produção até o consumo se constitui como uma fonte considerável de emprego e renda para milhares de famílias sabe-se que estes benefícios estão associados a um enorme custo médico e psicossocial.

Dados da Organização Mundial da Saúde – OMS mostra que os custos atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas no gasto total com a saúde pública na América do Sul giram em torno de 8% a 15%, sendo 4% a taxa mundial conforme dados da Organização Mundial da Saúde - OMS, e os danos ocasionados por este consumo vão além da própria dependência ao álcool que ocorre em torno de 10 a 12% da população mundial. Fato este, que isoladamente, já deveria ser considerado um gravíssimo problema de saúde pública considerando os agravos a vida das pessoas impostos por esta condição. Só no Brasil há em torno de 27 milhões de brasileiros dependentes de álcool.

O Brasil está situado em um modesto 63º lugar do uso per capita de álcool na faixa etária de 15 anos, entre 153 países. Porém, quando a OMS compara a evolução do consumo per capita entre as décadas de 1970 e 1990, em 137 países, o Brasil apresenta um crescimento de 74,5% no consumo de bebidas alcoólicas.

Há um aumento do consumo de cervejas no país, da ordem de 3 a 5% ao ano com uma produção anual, estimada em 2005, de 9.884 milhões de litros de acordo com pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo em 2004. Outra pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde realizada com mais de 54 mil pessoas que vivem em capitais, mostra que as mulheres estão bebendo cada vez mais e que os brasileiros estão exagerando na dose de bebidas alcoólicas. Nesta pesquisa o percentual de consumo abusivo de álcool pela população foi de 19% em 2008, contra 17,5%, em 2007, e de 16,1%, em 2006, primeiro ano do levantamento que traça o perfil dos hábitos da população

Uma das bebidas mais consumidas entre nós é a cachaça que teve, em 2002, uma produção nacional de 1,3 bilhões de litros, dos quais 14,8 milhões de litros foram exportados. Já o consumo de vinho teve, em 2000, uma produção de 2,3 milhões de litros. Convém não esquecer a produção ilegal de bebidas alcoólicas em nosso país. A Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), em 1984, estimava que quase metade do consumo de destilados no Brasil era produzida ilegalmente.

Outro lado triste desta história são os acidentes automobilísticos. Pesquisa nacional, realizada em serviços de emergência e institutos médico-legais de Brasília, Curitiba, Recife e Salvador apontaram que, do total de 831 vítimas de acidentes de trânsito não fatais, houve positividade da alcoolemia em 61,4% dos casos. Outros estudos mostram que entre 53,6% das vítimas e 58,9% dos autores dos crimes estão sob efeito de bebidas alcoólicas no momento da ocorrência criminal. Calcula-se que no ano 2000, o consumo de álcool estivesse relacionado à morte de uma pessoa a cada dois minutos nas Américas.

 Um levantamento apontou que aproximadamente 4.8% de todas as mortes neste continente possam ser anualmente atribuíveis ao álcool, comparado à estatística mundial de 3.2% de conformidade com a Organização Mundial da Saúde em 2004. Segundo esta mesma instituição o interesse no Brasil e na América Latina sobre políticas públicas vem aumentando. Álcool é o fator de risco mais importante na América Latina, entre 27 fatores estudados pela Organização Mundial da Saúde, à frente até mesmo do tabaco em relação à morbidade e mortalidade.

Diante disto o que fazer?  Eis a grande questão. Não podemos ficar a ver navios enquanto outros barcos afundam. O problema do consumo álcool é o um grave problema médico e psicossocial e as medidas devem ser tomada com mais rigor e com urgência, pois por muitos anos ficamos a contemplar e sem dar qualquer a importância a este problema.

As estratégias mais recomendadas são: restrições severas ao consumo de álcool por menores, disponibilizar mais recursos como foi feito recentemente dando prioridade ao tratamento e recuperação de dependentes de álcool e outras drogas. Aumentar substancialmente os preços das bebidas alcoólicas, regular a disponibilização física do álcool, com mais controle e notificação nos pontos de vendas, fiscalização do contexto onde o consumo do álcool ocorre, fiscalização ostensiva do beber e dirigir sob efeitos de álcool,maior penalização ao infrator, regulação da propaganda de bebidas alcoólicas e fortalecer a adoção de medidas preventivas ao consumo do álcool através de estratégias educacionais preventivas em diferentes ambientes de crescimento e desenvolvimento social dos seres humanos.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 14/09/2019

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Palavras-chave: O Custo social do álcool

Fonte:

Big Systems
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