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Agora Santa Inês - A ansiedade e o mal-estar social

A ansiedade e o mal-estar social

Uma queixa muito comum nos dias de hoje é o nervosismo. Fulano está tenso, ansioso, sem paciência, irritado e nervoso. Outros dizem, beltrano está agressivo, sem paciência e explode fácil. Todas estas expressões são muito comuns e traduzem um estado em que as pessoas estão passando em seu dia a dia e na maioria das vezes não sabem o que fazer para “controlar seus nervos”.

Dado a frequência destas queixas, bem como o impacto que isto ocasiona à saúde individual e coletiva, muito estudos estão sendo realizados em várias partes do mundo para se conhecer melhor esta condição. Nós estamos nos referindo a ansiedade contemporânea.

É importante que se esclareça o significado do que se conhece pelo nome de ansiedade, pois há uma confusão generalizada a seu respeito. A idéia predominante é que ansiedade é algo ruim, maléfico e prejudicial a todos. Passou a ser vista como uma condição problemática do ponto de vista emocional. A expressão corriqueira “fulano é ansioso, estressado, não relaxa” define bem a situação, pois muitos acreditam nesta condição estão muito mal e já estão com algum problema.

Na realidade houve uma verdadeira distorção do seu significado, muito embora exista de fato a figura do ansioso, do estressado, do problemático. Porém a ansiedade do ponto de vista médico e funcional é uma condição vital a todos nós e indispensável ao nosso equilíbrio e saúde, em todos os sentidos, físico, psíquico e social.

A ansiedade é uma condição fundamental a todos nós a qual garante nosso crescimento, nosso desenvolvimento e a nossa saúde. Não fosse a ansiedade, não sairíamos de nossa condição primitiva, pois se trata de um dos mais importantes mecanismos de neuro-adaptação que dispomos, para nos adaptarmos às diferentes circunstâncias da vida, já que permanentemente somos estimulados por diferentes fatores e devemos lidar com os mesmos sem prejudicar a nossa existência. 

A ansiedade significa um “sinal de alerta”, que nos adverte sobre perigos iminentes e desconhecidos. Tais perigos podem ser externos ou internos, reais ou imaginários. Dessa forma, a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação e para preservação de nossa espécie.

É portanto, uma condição normal que sempre surge diante de situações novas. É um anúncio de algo novo, que está acontecendo ou que pode acontecer ao mesmo tempo em que nos prepara para enfrentar esta situação ou fugir dela.

Ocorre que a ansiedade por se tratar de uma função importante de nossa vida adaptativa, pode se disfuncionar e a pessoa apresentar um conjunto de sintomas em geral muito desagradáveis ocasionados por esta disfunção. Estes transtornos da ansiedade representam hoje junto com os quadros depressivos a metade das doenças mentais, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS,  em torno de 720 milhões de pessoas no mundo. Destes transtornos as fobias, a síndrome do pânico, o transtorno de ansiedade generalizado, o transtorno obsessivo compulsivo e o stress pós-traumático são os mais comuns e os que mais levam as pessoas a buscarem tratamento médico.

Cada uma destas doenças tem vida própria e ao serem diagnosticadas deverão ser tratadas com rigor. São doenças de um prognóstico favorável, embora cursem de forma crônica, as pessoas podem se livrar definitivamente das mesmas. As sensações provocadas pela ansiedade disfuncional mais comuns são: sensação difusa de mal estar, dores epigástricas, apreensão difusa, aperto no tórax, falta de ar, palpitações, insônias, sudorese excessiva, mãos e pés frios, dor de cabeça e inquietação, vômitos, diarréias, etc. São em geral muito desconfortáveis provocam muito medo e insegurança nestas pessoas ao ponto de muitas acharem que estão ficando loucas ou que podem até morrer muito embora se saiba que não há qualquer possibilidade de acontecer estas coisas.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 05/10/2019

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Palavras-chave: A ansiedade e o mal-estar social

Fonte: Por Ruy Palhano

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