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Agora Santa Inês - Sem IML e sem Icrim vítimas de mortes violentas estariam sendo sepultados em Santa Inês sem ao menos passar por um hospital

Sem IML e sem Icrim vítimas de mortes violentas estariam sendo sepultados em Santa Inês sem ao menos passar por um hospital

O IML/ Instituto Médico Legal e o Icrim/ Instituto de Criminalística do Maranhão, sãos dois órgãos que inexistem aqui em Santa Inês, para um atendimento que importa em uma população de pouco mais de meio milhão de pessoas, ou seja; dezenas de municípios que poderiam ser atendidos por ao menos um desses órgãos imprescindíveis, principalmente em caso de mortes traumáticas, que necessitem de perícias técnicas, laudos conclusivos e confiáveis para necropsias, etc. O fato de um único médico, desprovido de equipamentos e totais condições de trabalho, se auto intitular que ele é “o IML aqui”, e faça seu trabalho no meio da rua, a qualquer hora do dia ou da noite, sem ao menos passar com o corpo do morto pela porta de um hospital, enviando-lhe direto para uma  funerária, é no mínimo uma grande falta de respeito e dignidade com quem já não pode fazer mais nada, e com a família do defunto. Tratamento desumano e totalmente incorreto, tal foi o que teve a policial militar Suellen Cavalcante que, segundo a perícia do médico que “é o IML aqui”, cometera suicídio disparando contra o próprio peito depois de discutir com o namorado em um local escuro e sem testemunhas. Toda a perícia foi feita no meio da noite, em local de pouca iluminação e teria sido concluído minutos depois nos fundos de uma funerária de onde o corpo foi preparado e liberado para a família velar e sepultar.

VALIDADE DO LAUDO

Neste caso, a família busca explicação do porque o corpo de Suellen não foi levado para o IML e o Icrim em São Luís, se isso é fato corriqueiro em casos que envolva a possibilidade de dúvidas no futuro. Ademais, a bala que tirou a vida da policial militar, é de uma arma pertencente a Polícia Militar do Estado do Maranhão, motivo suficiente para que se esgotasse todos os tipos de exames e perícias disponíveis em um IML e no Icrim, coisa que não foi feito. O Estado do Maranhão, através de sua Secretaria de Segurança, comete uma irresponsabilidade sem tamanho com toda a população do Vale do Pindaré e do Maranhão Central, ao fazer ouvidos de mercador diante de tão grave situação. O dono de uma funerária da cidade disse ao AGORA que, corpos de pessoas mortas  vítimas de acidentes ou de homicídio, raramente passam pela “pedra” do Hospital Municipal Tomaz Martins, e que o laudo, quando é dado pelo médico perito do IML aqui na cidade, é feito na própria funerária ou mesmo “no meio do tempo”, e o atestado de óbito bem posteriormente. É de se perguntar a toda e qualquer autoridade desta cidade e região, e aos políticos que juram ser dignos representantes do povo, e ainda aos governantes estaduais, o porque de tanta falta de sensatez para com tamanha população? Inclua-se na lista dessas autoridades e instituições, o Ministério Público local, de quem nunca se ouviu uma palavra sobre esse assunto, que é questão de humanidade e respeito  para com as famílias vítimas do descaso público. Pelo jeito, IML e Icrim são sonhos que podem durar ainda décadas para se transformarem em realidade em Santa Inês em prol do benefício de todos os demais municípios da região. Uma lástima! 

(Da Editoria Geral do AGORA)

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 26/10/2019

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Palavras-chave: Sem IML e sem Icrim vítimas de mortes violentas estariam sendo sepultados em Santa Inês sem ao menos passar por um hospital

Fonte: Da Editoria Geral do AGORA

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