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Agora Santa Inês - ÍNDIOS PROTESTAM CONTRA A MORTE DE PAULINO GUAJAJARA E DENUNCIAM FALTA DE AÇÃO DAS AUTORIDADES

ÍNDIOS PROTESTAM CONTRA A MORTE DE PAULINO GUAJAJARA E DENUNCIAM FALTA DE AÇÃO DAS AUTORIDADES

Indígenas alegam que clima é de muita tensão e medo após a morte do líder Paulo Paulino Guajajara no Maranhão

As lideranças indígenas protestaram na segunda-feira (4) na Câmara Municipal do município de Imperatriz, a morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, morto em uma emboscada na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, no Maranhão. Os indígenas ocuparam o plenário da Câmara e denunciaram a falta de ação das autoridades para impedir que madeireiros invadam as Terras Indígenas. Eles alegam que a falta de segurança aumenta o risco de conflitos armados nessas áreas. Após a morte do líder indígena, o clima é de muita tensão e medo na região.

De acordo com Fabiana Guajajara, liderança indígena, as ameaças que Paulino Guajajara sofria por conta da sua atuação nos ‘Guardiões da Floresta’, já eram conhecidas e por diversas vezes, documentos pedindo proteção e ação para combater os crimes na região foram enviados para a Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), mas nada foi feito.

“O que ocorreu a gente já temia, a gente já mandou vários documentos tanto para Funai, Ministério Público Federal, Polícia Federal e a própria Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foi um crime, mas nós sabíamos das ameaças que eles vinham sofrendo. Já que ocorreu mais um crime e não foi o primeiro crime. Paulo Paulino foi mais um indígena assassinado. Hoje o clima é de tensão, de medo nas aldeias e o que a gente clama é por justiça.”, disse Fabiana Guajajara.

O líder indígena Láercio Guajajara foi ferido no braço e nas costas por disparos de arma de fogo na emboscada ocorrida na sexta-feira (1º). Ele é primo da também líder indígena Sônia Guajajara. Aos agentes da Funai, ele afirmou ao menos cinco madeireiros participaram do crime. Durante a ação, o madeireiro Márcio Greyuke Moreira Pereira também foi morto.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), divulgou que iria  editar na segunda (4) um decreto para auxiliar servidores federais e os índios ‘Guardiões da Floresta’, como de fato fez. Durante o anúncio, feito por meio de uma rede social, ele criticou a atuação federal no caso.

O secretário de Estado dos Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, também reclamou da falta de diálogo com o Governo Federal. Um documento foi enviado por ele em 23 de setembro, relatava ao Ministério da Justiça a situação de extremo risco do qual índios da Terra Indígena Governador, localizada a 93 km de onde ocorreu o crime, estavam sofrendo. O secretário alega que não recebeu nenhuma resposta sobre o caso. "Acho grave que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, não responda a um ofício deste teor. Ele não deu a devida atenção à solicitação e a oferta de colaboração de um estado da federação", disse o secretário Francisco Gonçalves. (Por G1)

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Regional

Data: 06/11/2019

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Palavras-chave: ÍNDIOS PROTESTAM CONTRA A MORTE DE PAULINO GUAJAJARA E DENUNCIAM FALTA DE AÇÃO DAS AUTORIDADES

Fonte: Por G1

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