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Agora Santa Inês - DO PRÓLOGO AO EPÍLOGO.

DO PRÓLOGO AO EPÍLOGO.

In memoriam ao meu amigo DJ NINJA

Marcos Cristiano Almeida da Silva

Por Luís Henrique Sousa Costa

A brevidade da vida e sua fragilidade. A vida passa rápido demais. E quantas vezes nessa nossa vida tão breve e tão frágil perdemos tempo, precioso tempo, com coisas banais? Cometemos tantos enganos. Praticamos tanta injustiça. Amamos com tanta superficialidade. Construímos muros. Derrubamos pontes. Vou ficar com o exemplo de vida do meu amigo Cristiano que distribuía sorrisos sinceros, que era focado no trabalho e me transmitia uma paz que só encontro nas crianças. Que a vida traiu, tirando-o do nosso convívio cedo demais, ceifando seus sonhos, seus planos, suas esperanças. Não vai longe o dia do nosso último encontro ali perto da sua residência no Beco do Cajueiro.  Naquele ato ele repreendia o filho pequeno por estar tirando água do joelho na calçada. Mas até naquela repreensão eu vi doçura no Cristiano. Ele falou algo assim: - Ei rapaz o que é isso, tu já está um homem, vai urinar lá no banheiro. E eu achei engraçado o fato dele se reportar ao filho pequeno daquele jeito. Repreendendo com doçura, como fazem os bons educadores. Não lembro de ter ouvido nesses anos de amizade uma reclamação ou lamúria vinda do Cristiano, eu tinha a impressão, quando estava junto dele que os problemas eram invenção da minha cabeça, e muitos são. São porque a gente perde essa habilidade tão peculiar no meu amigo DJ de lidar com leveza com as agruras que se nos apresentam. Somos por vezes rancorosos, mal resolvidos, e eu confesso que perto dele reclamações pareciam perder todo o sentido. Não vou ao velório, nem ao seu sepultamento, estou atravessando problemas de saúde e em nada vai me ajudar expor meu emocional a essa dor que a imagem do meu amigo Ninja dentro de um caixão vai fazer dentro de mim. Pode até parecer covarde de minha parte, mas essa lição de se expor a dor eu prefiro não aprender e as imagens dele que me interessam são aquelas animando festas, ali na labuta nas lojas da Rua do Comércio exercendo com muita dignidade sua profissão ou num carro de som rua acima rua abaixo defendendo honestamente o pão de cada dia.  Eu quero as lembranças daquela alegria. Eu quero lembrar daquele jeito amigo de ser  que, obviamente,  ele trouxe consigo na sua estreia aqui deste lado da vida no dia 26 de outubro de 1973, e dentre outras missões ele veio também para me ensinar que a resposta para:  - O quê você trouxe para a vida? – É o que você vai deixar! – E o exemplo de vida que ele me deixou seguirá comigo até onde eu for aonde quer que eu vá.

Luís Henrique Sousa Costa

16 de dezembro de 2019, dia da partida do meu amigo.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 19/12/2019

Visitas: 138

Palavras-chave: DO PRÓLOGO AO EPÍLOGO.

Fonte: Luís Henrique Sousa Costa

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