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Agora Santa Inês - Não existe nível seguro de consumo de álcool

Não existe nível seguro de consumo de álcool

Caiu como uma bomba, os resultados de uma pesquisa científica sobre o consumo de álcool o qual demonstrou que, beber mesmo de forma moderada, pode trazer problemas de saúde, como câncer e outros males para os usuários. O resultado desse trabalho contrasta com orientações médicas anteriores as quais recomendavam a ingestão de pequenas doses de álcool para proteger a pessoa contra doenças cardíacas e obter outros benefícios para a saúde. O estudo foi a publicado na Revista The Lancet, uma das mais importantes revistas médicas do mundo.

As afirmações sobre os benefícios de se ingerir pequenas doses de álcool ao dia, por exemplo uma taça de vinho em uma das refeições, foi fortemente anunciada por cardiologistas e outros especialistas, há alguns anos, os quais destacavam realçando os benefícios cardiovasculares dessas doses baixas de álcool na saúde dessas pessoas. 

Segundo os especialistas, essa quantidade de bebida raramente prejudicaria a saúde do fígado ou do coração. Ao contrário essas baixas doses de álcool estariam associadas ao menor índice de infarto, pois dificultam a adesão de placas de gordura nas paredes das artérias. O consumo de vinho era o mais recomendado pelo fato dessa bebida conter concentrações razoáveis de flavonoides, substância que aumenta a concentração do bom colesterol (HDL), o que ajudaria mais ainda esses enfermos.

Junta-se a estas recomendações, as formuladas pela Organização Mundial da Saúde - OMS, que embora reconheça que não haja um consumo seguro de álcool que torne os bebedores imunes aos efeitos maléficos das bebidas, recomenda que esse consumo não deveria ultrapassar 30 gramas de álcool por dia. Essa taxa corresponderia a tomar até três copos de chope, consumir duas latas de cerveja ou ingerir apenas uma dose de pinga ou uísque por dia. Apear das controversas essas recomendações são seguidas pelas associações médicas.

Com a notícia que mesmo baixas doses deveriam ser evitas pelo alto rico de provocariam câncer, segundo as informações do trabalho publicado no The Lancet, esse cenário se modifica completamente, do ponto de vista médico, passando a ser uma má notícia para quem gosta de tomar uma taça de vinho no fim do dia, acreditando ser um hábito saudável, já que o estudo demonstra que tomar uma dose de bebida por dia também aumenta os riscos para a saúde, confirmando o que algumas pesquisas anteriores diziam: não existe um nível seguro para o consumo de álcool.

Os pesquisadores não foram radicais e admitem que beber moderadamente pode, realmente, proteger pessoas contra doenças cardíacas, mas sugerem que o risco de desenvolver câncer e outros males se sobrepõe aos tais benefícios. Acredita-se que tais descobertas são as mais significativas já realizadas até hoje, devido à variedade de fatores levados em conta na pesquisa.

O estudo, foi deveras abrangente e fez parte da série Carga Global das Doenças (GBD, na sigla em inglês). O estudo analisou os níveis de consumo de álcool e seus efeitos sobre a saúde em 195 países de 1990 a 2016. Na pesquisa, realizada com participantes de 15 a 95 anos, os cientistas compararam pessoas que não bebem álcool com consumidores de bebida alcóolica. E descobriram que, dos 100 mil abstêmios, 914 desenvolveram problemas de saúde relacionados ao álcool, como câncer, ou sofreram alguma lesão. Já quem toma diariamente uma dose - equivalente a 10 gramas de álcool puro, apresenta um risco 0,5% maior, se comparado a quem não bebe.  Se o consumo for de duas doses por dia, o risco sobe para 7%. E, no caso de cinco doses diárias, chega a ser 37% maior o risco de se desenvolve uma dessas doenças.

"Um drinque por dia significa um aumento pequeno do risco, mas se você ajusta isso à população do Reino Unido, representa um número muito maior. E a maioria das pessoas não toma apenas uma dose de bebida por dia", diz a médica Sonia Saxena, pesquisadora do Imperial College London, no Reino Unido, uma das autoras do estudo.

Mais adiante Max Griswold, principal autor da pesquisa, da Universidade de Washington, nos EUA afirma: "estudos prévios identificaram um efeito protetor do álcool em relação a algumas condições, mas descobrimos que os riscos combinados à saúde associados ao álcool aumentam com qualquer quantidade (consumida)". "A forte associação entre o consumo de álcool e o risco de câncer, lesões e doenças infecciosas compensa os efeitos protetores contra doenças cardíacas." "E embora os riscos para a saúde do álcool comecem pequenos, com uma dose por dia, eles crescem rapidamente à medida que as pessoas bebem mais", alerta.

No Reino Unido, o sistema de saúde recomenda, desde 2016, que homens e mulheres não bebam mais do que 14 "unidades" de álcool por semana, o equivalente a seis pints (medida inglesa que corresponde a 560 ml) de cerveja de moderado teor alcoólico ou a dez taças pequenas de vinho de baixo teor alcoólico.  Já nessa época, a professora Dame Sally Davies, chefe de saúde do governo britânico, observara que qualquer quantidade de álcool poderia aumentar o risco de câncer.

"Este estudo vai além de outros ao levar em conta uma série de fatores, incluindo as vendas de álcool, dados dos participantes sobre a quantidade de álcool ingerida, abstinência, informações sobre turismo e taxas sobre comércio ilegal e cervejarias artesanais", explica.

Em todo o mundo, estima-se que uma em cada três pessoas consuma bebida alcoólica, responsável por quase um décimo das mortes de pessoas entre 15 e 49 anos. "A maioria de nós, no Reino Unido, bebe muito além dos limites de segurança, e como o estudo mostra, não existe limite seguro. As recomendações do sistema de saúde precisam ser reduzidas ainda mais e o governo precisa repensar sua política. Se você vai beber, informe-se sobre os riscos e assuma um risco consciente", diz Saxena.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 10/01/2020

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Palavras-chave: Não existe nível seguro de consumo de álcool

Fonte:

Big Systems
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