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Agora Santa Inês - Arte: Nivelada ao absurdo

Arte: Nivelada ao absurdo

Por Sargento Marinaldo

Houve um tempo em que a arte era a procura da beleza e da infinitude. O belo artístico estava diretamente em consonância com a pureza do espírito, e sendo assim, a boa arte, era a manifestação de uma alma humanizada onde o artista apropriava- se de si mesmo e, entre o entendimento e a razão, mergulhava na sua subjetividade criativa que almejava a eternidade na superação e na beleza.  E hoje, o que procuram na arte? Onde foi parar a beleza que pouco se manifesta nas músicas, no teatro ou até mesmo na literatura? Por incrível que possa parecer, esse rebaixamento cultural, desprovido de beleza, se iniciou através de movimentos políticos populistas pautados na ideologia histórico progressista. Como assim? Parece até um paradoxo, não é mesmo? Pois bem, vou explicar melhor:  No meio da chamada intelligentsia progressista, nasceu uma ideia plausível com a mais nobre das intenções cujo teor vou transcrever em paráfrase: Se a sensibilidade da beleza das artes só poderiam ser desfrutadas pelas almas instruídas, e essa era privilégio da classe com o maior poder de acesso ao conhecimento, teríamos, portanto, de dar condições para as demais no processo de humanização do ser, para que essas, também, pudessem enxergar a beleza com os olhos da alma, e outrossim, fazer parte na sua produção. Como puderam perceber, a intenção era das melhores possíveis, no entanto, não foi isso que ocorreu.  A ideia de fato serviu apenas para os políticos populistas usarem como promessas para ascenderem ao  poder, pois o que fizeram na verdade, foi implantar um método de ensino de subversão cultural onde o relativismo foi a vanguarda das manifestações sociais de desconstrução que envenenavam as sensibilidades das novas gerações, e que, em vez de elevar o espírito dos jovens, problematizava a cultura e arte a ponto delas significarem o feito de qualquer um e sem qualquer exigência intelectiva, ou seja, ao invés de elevar a alma, nivelaram a arte e a cultura ao entendimento dos desinformados onde o resultado foi o desaparecimento da beleza em meio a liturgia de adoração ao que é desprovido do belo.  

Pois bem, percebem que a cultura, outrora preocupada com valores fundamentais e manifestava-se como um tipo de transcendência, deixou de ser parte da salvação e tornou-se parte do problema, e isso era exatamente o que os populistas pretendiam, é a chamada política do quanto pior melhor (para eles), pois enquanto a massa se entretém com sua própria estultice, ficando cada vez mais longe do centro dos acontecimentos e completamente alheio as reais intenções; e assim, os políticos progrediam sorrateiramente com sua estratégia de perpetuação no poder. E  como ficava a vida dos verdadeiros artistas? a questão era o que fazer para ser popular, haja vista que, ser popular  é fazer aquilo que o povo possa apreciar, e essa apreciação se dar de acordo com o nível intelectivo ( educação) que irá despertar o interesse deles, e é por isso que muitos artistas como os da música, por exemplo, aqueles com letras que exige um pouco de esforço intelectivo para entendê-las, já não são mais tão ouvidas, não são populares, pois se o povo não entende, não irá gostar, e se não gosta é ruim na sua avaliação, entendeu? Então só para fazer um comparativo, as músicas mais populares da Alemanha são as clássicas, enquanto aqui a mais popular do ano passado foi “caneta azul”, mas o que mais se ouve hoje, são músicas que estimula apenas os nossos instintos. O mesmo acontece nos teatros onde substituíram as tragédias gregas pela promiscuidade e por aí vai... E os efeitos colaterais dessa decadência afetam os verdadeiros artistas por todos as partes, até mesmo na nossa urbe, a exemplo do poeta Luís Henrique cujo o efeito de superioridade de suas poesias nos direciona para a beleza que reascende no espírito o desejo da imortalidade, entretanto, como a maioria dos nossos jovens, infelizmente, ainda não conseguem enxergar a beleza com os olhos da alma, o poeta sente que para ser popular, requer um esvaziamento de espírito, em virtude da astuciosa desconstrução dos valores artísticos que se deu nos últimos tempos, que reduziu a arte ao absurdo.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 29/01/2020

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Palavras-chave: Arte: Nivelada ao absurdo

Fonte:

Big Systems
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