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Agora Santa Inês - SE ARREPENDIMENTO MATASSE...

SE ARREPENDIMENTO MATASSE...

Não raro, alguém manifesta essa expressão, em determinadas ocasiões até com certo alivio: “Que bom que arrependimento não mata”. Será? Eu nunca ouvi dizer que alguém morresse de “arrependimento fulminante” como acontece nos casos de infarto. Mas, creio eu que conviver com a péssima sensação de arrependimento seja um tipo de morte lenta. Nos casos de amores desfeitos, então... Ouvi dizer dentre outras coisas que “nem saudade, nem arrependimento trazem alguém de volta”. É fato. E quantas coisas cometemos em frações de segundo das quais nos arrependeremos pelo resto de nossas vidas, pelo menos nós os providos de consciência. Quisera eu ter a oportunidade de pedir perdão a todos que eu magoei ou fiz sofrer quando posei de egoísta, por exemplo, quando fui rude, cruel. Aí, carece entrar em campo outro trecho do belíssimo O MENESTREL, de Shakespeare: “Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo”. Ouso complementar: Até porque não somos perfeitos. Quando me vejo cara a cara com meus pecados e minhas devassidões de antanho, um monte de questionamentos teimam em me invadir e devo confessar... errei muito, mas muitas vezes foi tentando acertar. Cheguei naquele patamar, talvez alcançado pelo prenúncio do envelhecimento que chega em perfeita harmonia com a maturidade que já me autoriza a perdoar quem errou para comigo, baseado exatamente na assertiva que eu também errei sob  o manto de justificativas incapazes de me eximirem da culpa depois de uma análise mais detalhada da minha consciência. Uso, portanto, para poder continuar sorrindo com espontaneidade o remédio eficaz do perdão em relação aos outros, em relação a mim. E se me perdoo, não é porque quando me autocritico uso um peso ou uma medida leve. Minha consciência muitas vezes me atordoa. E talvez por saber que sem a eficácia do perdão o arrependimento mata sim e mata lentamente, olho para frente com a devida atenção para, mesmo sendo um ser indigno de perfeição, tente ao máximo evitar novas mágoas e consequentemente manter a calma em momentos turbulentos... é como arranhar uma ferida viver gerando novos arrependimentos.

 Luís Henrique Sousa Costa

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 12/02/2020

Visitas: 115

Palavras-chave: SE ARREPENDIMENTO MATASSE...

Fonte: Luís Henrique Sousa Costa

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