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Agora Santa Inês - COLUNA ESTADO DE ALERTA 1481

COLUNA ESTADO DE ALERTA 1481

VERGONHA!

É isso que nós jornalistas sentimos do presidente Bolsonaro, que a cada dia que passa, agride mais e mais os brasileiros das mais diferentes classes trabalhadoras, mas, tem como foco principal a Imprensa, os Jornalistas. A honra deles e delas. O presidente, com todo respeito que ele não merece, dá seu espetáculo todo dia 9 da manhã ao deixar o caríssimo Palácio da Alvorada onde vive às nossas custas. Apesar de ter sido deputado federal por 28 anos, ele não sabe, ou faz de conta que não sabe que pode perder o cargo por falta  de decoro e até por improbidade. Depois, quando se falar em impeachment, vai-se dizer por aí que é perseguição. O presidente que nada fez que o fizesse digno de comemoração até o presente momento, sendo o que mais mudou de ministros, secretários e diretores de departamentos por ele mesmo nomeados em tão pouco tempo, se reveste de paladino da Justiça, enquanto não consegue mostrar as mãos limpas. Seus filhos e sua história, inclusive seu comportamento no Exército onde chegou a ser punido por indisciplina, e as denúncias de manutenção de ministros envolvidos em corrupção, e seu histórico familiar não lhe dão o direito de disparar contra  ele bem quiser, seja jornalista, político adversário, professor, artista, ativista cultural, defensor do meio ambiente, católicos, índios, governadores, gays, cineastas, veículos de comunicação, instituições civis, etc. Bolsonaro não foi eleito para isso. Isso em outras palavras é zombar da boa vontade de um povo ordeiro, mas que aos poucos vai se dividindo diante das “provocações” diárias de Bolsonaro. Ele que não consegue manter de pé uma MP, justamente por conta de querer ser “rei” e não servidor público, agora se cerca de militares, transformando seu governo outrora civil, em um governo militarizado. Sorte nossa que os generais que hoje ocupam os ministérios instalados no Palácio do Planalto, com certeza estão de olho nele e saberão, no tempo certo, encurtar lhe a corda. Deus nos livre de uma outra ditadura! Não temos mais muito espaço para seguir aqui com nosso ponto de vista, mesmo apesar do “barulho” que o mesmo fez ontem lá em Brasília, incomodando as instituições que clamam por paz neste país e não por uma guerra civil.

 

JÁ FALA-SE EM IMPEACHMENT

Ontem ainda o jurista Miguel Reale Jr., que comandou o impeachment  de Fernando Collor e Dilma, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro cometeu um crime de responsabilidade ao proferir uma ofensa de cunho sexual contra uma jornalista da Folha de S.Paulo nesta terça-feira. Na opinião de Reale Jr., a forma como Bolsonaro se referiu à repórter Patrícia Campos Mello fere o decoro presidencial e permite que um processo de impeachment seja aberto contra ele. “Bolsonaro desrespeitou a jornalista, a mulher e o ser humano. É algo que ofende mais profundamente a dignidade humana, e não só o decoro. Sem dúvida, isso se enquadra como crime de responsabilidade”, afirmou.

 

NÃO SOMOS NÓS AQUI DO AGORA

Vejam, não somos nós aqui do AGORA que estamos sugerindo o impedimento de Bolsonaro. Mas é a própria Sociedade Civil que começa a se movimentar contra quem demonstra a cada dia estar despreparado para ocupar cargo de tamanha envergadura. Não defendemos Lula, PT ou qualquer partido. Defendemos o Brasil. E o Brasil que queremos, se não é o do PT, do PMDB, do PSDB ou do DEM, também não é o de quem nem partido tem mais, pois depois que assumiu a presidência brigou com quem lhe deu abrigo e está formando uma partido para chamar de “seu”. 

 

EDITORIAL DA FOLHA

No Editorial de ontem à tarde, a Folha de S. Paulo,  disse que “o chefe de Estado (Bolsonaro) comporta-se como chefe de bando. Seus jagunços avançam contra a reputação de quem se anteponha à aventura autoritária. Presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores de estado, repórteres e organizações da mídia tornaram-se vítimas constantes de insultos e ameaças”, e mais: “Há método na ofensiva. Os atores agredidos integram o aparato que evita a penetração do veneno do despotismo no organismo institucional. Bolsonaro não tem força no Congresso nem sequer dispõe de um partido. Testemunha a redução de prerrogativas da Presidência, arriscada agora até de perder o pouco que lhe resta de comando orçamentário. Escolhe a tática de tentar minar o sistema de freios e contrapesos. Privilegia militares com verbas, regras e cargos, e o exemplo federal estimula o apetite de policiais nos estados. Governadores são expostos por uma bravata presidencial sobre preços de combustíveis a um embate com caminhoneiros. Pistoleiros digitais, milicianos e uma parte dos militares compõem o contingente dos sonhos do presidente para compensar a sua pequenez, satisfazer a sua índole cesarista e desafiar o rochedo do Estado democrático de Direito”,

 

E PROSSEGUIU

 “Não tem conseguido conspurcar a fortaleza, mas os choques vão ficar mais frequentes e incisivos caso a resposta das instituições esmoreça. A democracia é o regime da responsabilidade, o que implica a necessidade de punir a autoridade que se desvia da lei. Defender o reemprego de um ato que fechou o Congresso Nacional, como fez o deputado Eduardo Bolsonaro ao invocar o AI-5 não deveria ser considerado deslize menor pelos colegas que vão julgá-lo no Conselho de Ética. As imunidades para o exercício da política não foram pensadas para que mandatários possam difamar, injuriar e caluniar cidadãos desprovidos de poder, como está ocorrendo. Dignidade, honra e decoro são requisitos legais para a função pública. O presidente que os desrespeita comete crime de responsabilidade.

Ao entrar no seu centésimo ano, a Folha está convicta de que o jogo sujo encontrará a resposta das instituições democráticas. Elas, como o jornalismo, têm vocação de longo prazo. Jair Bolsonaro, nã[email protected]”, como se diz por aí, fecha aspas.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Politica

Data: 19/02/2020

Visitas: 187

Palavras-chave: COLUNA ESTADO DE ALERTA 1481

Fonte: Da Editoria de Política

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