• Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
Agora Santa Inês - As ruas e o destino...

As ruas e o destino...

HÁ SEIS ANOS

 

Há exatamente seis anos, em 19 de fevereiro de 2014, o jovem juiz de Direito Armindo Reis enviou-me mensagem onde, na condição de cidadão, escrevia e questionava acerca dos buracos, maus-tratos e outros problemas nas ruas -- e na Administração Pública -- de Imperatriz.

...E exatamente um ano depois, no mesmo mês de fevereiro do ano seguinte (2015), Armindo Reis sofreu acidente de trânsito em uma via de Imperatriz e, por causa disso, veio a falecer. O acidente foi na Avenida Dorgival Pinheiro de Sousa, cruzamento com a Rua Rio Grande do Norte, no centro da cidade. Armindo Reis ficou 26 dias internado. Não resistiu à gravidade dos ferimentos. Tinha 44 anos. Conheci-o ainda menino. Conheço um dos irmãos, Mário Henrique, também juiz de Direito. Conheço seus pais -- a artista plástica Dª Marivalda e Mário Lima Reis, desembargador, que, igual aos dois filhos juízes, igualmente foi juiz de Direito em Imperatriz.

No velório e no enterro, em 26 de março de 2015, pessoas da capital, São Luís, e de diversos municípios aglomeravam-se para a despedida final ao jovem magistrado, cujo talento e mérito levaram-no, até, à direção de Fórum da Justiça Estadual de cidade entre aquelas em que foi juiz.

 

* * *

Com autorização do Armindo, dei a devida publicidade à mensagem dele, que se expressava como cidadão, pois nela não se percebe qualquer recurso ou menção às elevadas funções que exercia.

Eis o que, intimorato, me escreveu Armindo Reis. Suas palavras, que falavam de consequências urbanas a partir das chuvas de um distante ontem, parecem respingar até os recentes dias de hoje:

 

* * *

 

PALAVRAS DE CIDADÃO

 

"Amigo Edmilson Sanches, com as recentes chuvas que assolaram Imperatriz -- fato por demais previsível, até porque se repete ano após ano, como é a ordem natural -- ficou clara a incompetência e o despreparo do Poder Público para lidar com a situação.

Então, como não nos prepararmos para esse evento? Porque não são tomadas as providências necessárias para que seja resolvida a problemática dos alagamentos e inundações, o esburacamento de ruas etc.?

Salta aos olhos a incompetência da Administração Pública, atual e passadas, para resolver o problema. Se nada for feito -- e só acredito vendo –, diga-se de passagem, teremos de pedir socorro a São Pedro para que feche as comportas dos céus para diminuir ou parar as chuvas. Aí terão os agricultores que rezar pelo contrário. Cobre-se um lado e descobre-se outro. Lastimável." (Armindo Reis, Imperatriz - MA, 19/02/2014)

 

* * *

 

No mesmo dia (19/02/2014) escrevi para o Armindo Reis as seguintes considerações gerais:

 

"Com o calendário político-eleitoral que temos no Brasil, todo candidato que é eleito para dirigir o Poder Executivo (presidente, governadores, prefeitos) tem praticamente 90 dias -- da primeira semana de outubro do ano da eleições à primeira semana de janeiro do ano seguinte, quando ocorre a posse -- para confirmar seu Plano de Governo (hoje exigência para registro da candidatura).

E quais são as primeiras providências de um governo que se pretendesse sério? Em um município, sabe-se (ou se deveria saber) que, entre outras, as primeiras ações estão voltadas,

 

---- no campo da Educação, às matrículas para o novo ano letivo (Como estão as escolas, fisicamente? E o acesso a elas? Haverá fardamento e transporte escolar?);

 

---- na área da Cultura e Eventos, a promoção do Carnaval (com as críticas e tudo pela participação de órgãos públicos neste tipo de promoção...);

 

--- e, na Infraestrutura e Saúde, a questão das chuvas, pois a posse ocorrerá nesse período. Assim, como estão as ruas da cidade? E as estradas e ruas e pontes na zona rural? Há rios, riachos, córregos e ribeirões que podem transbordar? Há acompanhamento preventivo meteorológico? Há áreas (morros etc.) com submoradias suscetíveis de quedas, de esbarrocamento? Há vacinas e medicamentos geralmente necessários nessa época? Há locais para acolher e manter temporariamente desabrigados?

 

Chama-se a isso Planejamento Estratégico. Ou vergonha na cara.

 

Mas, para certos "pulíticos", isso se chama "frescura de intelectuais".

 

E assim "la nave va".

 

Quem vota é, em igual tempo, eleitor e cúmplice (para o bem ou para o não bem)...

 

Melhor continuar sonhando...

 

...Sonhando um sonho sem sono."

 

EDMILSON SANCHES

[email protected]

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 22/02/2020

Visitas: 30

Palavras-chave: As ruas e o destino...

Fonte: EDMILSON SANCHES

Big Systems
6145745 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 02 do mês 04 de 2020