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Agora Santa Inês - Consumo de álcool e pandemia

Consumo de álcool e pandemia

O Brasil figura entre os países que mais bebem no mundo. Os índices são alarmantes e cada vez mais ocorrem problemas advindos desse consumo, no plano da saúde, do social, da segurança, da violência urbana e doméstica e da economiae estes problemas se sobressaem, entre os tantos outros que temos em nosso país, ao ponto dessa questão, ser considerada um problema de saúde pública. Em média, cada pessoa no mundo bebe 6,2 litros de álcool puro/ano. Apenas 38,3% da população mundial faz uso dessas bebidas. Isso é, a minoria bebe por muitos. Os que bebem, na verdade, estão consumindo 17 litros por ano, em média. O alto consumo provoca mais de 3,3 milhões de mortes/ano no mundo e por volta de 200 doenças estão relacionadas ao consumo de álcool em excesso. Só à guisa de informação, há em nosso país, um milhão de pontos de venda de bebidas alcoólica, isso corresponde, a mais ou menos, um ponto de venda para cada duas mil pessoas e isso é um número bastante elevado considerando que essa aditividade comercial, colabora para as pessoas beberem. Nosso padrão de consumo de álcool é excessivo regular, isto é, as pessoas em geral bebem de forma exagerada (beber em binge), até se embriagarem. Tornando esse padrão de consumo, absolutamente, nefasto quanto a nossa saúde física, emocional, social e mental.Só para se ter uma ideia, o álcool etílico é uma substância de múltiplas ações. Farmacologicamente, é depressiogência (induz a depressão), muito embora, em baixas doses, e logo no início do consumo, possa parecer euforizante. Paradoxalmente, em doses baixas, reduz a ansiedade e promove certo relaxamento e bem-estar. Porém, em doses excessivas e regulares, faz o contrário, provoca crises de ansiedade e mal-estar difuso, sono irregular, alterações do apetite, da atenção e da memória de curto prazo. O álcool é também hedônico (induz ao prazer), pois age, preferentemente, em áreas cerebrais responsáveis pelo prazer humano. Essa área é designada, na nomenclatura científica, como área de recompensa cerebral - ARC ou área do prazer. Justamente, por ser uma região do cérebro altamente rica em DOPAMINA, neurotransmissor cerebral, encarregado, entre outras coisas, de proporcionar prazer. Por isso, o álcool ingerido em pequenas doses, melhora o desejo, o desempenho, o apetite sexual, a disposição, o interesse, a capacidade cognitiva e as relações sociais. Em excesso, é altamente patogênico e faz justamente o contrário.Outro dado epidemiológico importante, é que 65% da população brasileira bebe e entre 10 a 13% dessa população são dependentes de álcool (alcoólatras). NoBrasil, Quase 3% da população, acima de 15 anos de idade é considerada alcoólatra, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Representa mais de 4 milhões de pessoas, nessa faixa etária.Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (II-Lenad), 32% da população brasileira bebe moderadamente e 16%, bebem de forma nociva.O uso de álcool ocasiona mais de 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo. No Brasil, cerca de 40 mil pessoas morrem por acidente automobilístico e 60 mil por homicídios. Esses dados mostram claramente a relevância desses problemas entre nós, nos chamando a atenção para a gravidade dessas questões.A OMS demonstra que o consumo de bebidas alcoólicas em pessoas acima de 15 anos, acelerou na década: em 2006 o consumo per capita/anual, era de 6,2 litros de álcool puro, em 2016 essa média passou para 8,9 litros/ano. O aumento é de 43,5%. Esses índices referendam estudos nos quais constatam que a população jovem brasileira está bebendo muito, ao ponto de, até 17 anos de idade 7% dessa população já serem dependentes de álcool. Isso é um problema muito grave do ponto de vista médico e psiquiátrico, pois todos esses jovens, com esse tipo de doença mental (alcoolismo), irão precisar de ajuda e tratamento profissionais.O consumo nacional de álcool está acima da média mundial, que é de 6,4 litros percapta/ano. Além do mais, o Brasil é o terceiro país na América Latina e o quinto em todo o continente com o maior consumo de álcool per capita, ficando atrás apenas de Canadá (10 litros), Estados Unidos (9,3 litros), Argentina (9,1 litros) e Chile (9 litros).Por último, sabe-se que o consumo excessivo do álcool está associado com mais de 60 condições clínicas (agudas e crônicas): entre estas, hipertensão arterial, diabetes e muitas outras doenças agravadas pelo consumo de álcool. Além, evidentemente de todos os outros problemas já citados anteriormente, sobretudo, sociais, comoa violência doméstica e urbana, questões laborais, comportamento sexual de risco, entre outros. Sobre isso, o ponto que a OMS mais destaca é o impacto do consumo exagerado de álcool e o sistema imune. E, isso vem ocorrendo nessa época da pandemia do COVI-19. Estudos demonstram que houve um aumento de 50% no consumo de bebidas destilados e de 40% no de bebidas fermentadas. Evidentemente, que isso sinaliza para uma situação complicada considerando que o que mais precisamos, no presente momento, é que as pessoas estejam bem de saúde e, sobretudo com seu sistema de defesa arrojado (imunidade pessoal) para se contrapor à infecção pelo Corona vírus, tendo em vista que esse é um dos sistemas é o que vai nos defender dessa agressão viral. Vários fatores poderão ser elencados para explicar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas no presente momento. As angustias individuais, impostas por toda essa situação de medo e pavor na qual estamos submetidos. A frustração de rompimentos de laços sociais profundos provocados pelas restrições sociais recomendadas pelos órgãos sanitários. As perdas incomensuráveis financeiras por perdas de empregos e de outras atividades econômicas. As perdas de pessoas queridas que estão morrendo por complicações da dessa pandemia. As dificuldades familiares que muitos passam a apresentar por estarem diante de problemas que em condições habituais não se davam conta. Enfim, o que não faltarão são razões ou motivos que expliquem comportamental e socialmente as condições atuais de consumo exagerado de álcool.Por baixo de todas essas razões existem outras, quiçá, mais profundas e menos circunstancias. Uma delas, é que a absoluta maioria dessas pessoas que estão bebendo excessivamente, no presente momento, já eram consumidores habituais e que a pretexto de todos os fatores elencados acima, sobretudo as restrições psicológicas, sociais e do trabalho, aumentaram, simplesmente, esse consumo. Portanto, não é algo novo ocasionado pela pandemia. Pessoalmente, acredito que os novatos quanto ao consumo, sejam bem menores que os já habituados a beberem.Outro fato, é que temos um número expressivo de jovens, adultos e pessoas da terceira idade, dependentes de álcool (alcoólatras), que se encontram em plena vigência de suas doenças e a maioria deles, sem qualquer tratamento psiquiátrico ou acompanhamento psicossocial, fato esse, que os tornam mais vulneráveis às recaídas. Recrudescendo suas compulsões para o consumo de álcool e de outras drogas. 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 09/05/2020

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Palavras-chave: Consumo de álcool e pandemia

Fonte:

Big Systems
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