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Agora Santa Inês - MORRE UMA LENDA DE SANTA INÊS MANOEL RODRIGUES DE SOUSA O BAGODÉ!

MORRE UMA LENDA DE SANTA INÊS MANOEL RODRIGUES DE SOUSA O BAGODÉ!

 

Se eu falar  que Raimundo, Benedito, Rivaldo ou Renato, Felisberto ou Trajano morreu (espero  que nenhum deles tenha morrido) o amigo leitor por certo não saberá de quem estou falando. Se eu disser  que Manoel Rodrigues de Sousa morreu, também por certo o leitor não saberá  a quem estou me reportando,  mas se eu manchetar   que “MORREU BAGODÉ!”, a cidade inteira de Santa Inês vai saber de quem estou falando, e essa triste notícia vai ecoar na região, na capital do Estado São Luís, e em outras capitais onde alguns doutores acima dos 60, 70 anos por certo, até conviveram com ele, é o caso do Dr. Moisés Santos, lá em Brasília e seus filhos nos Estados Unidos. Como assim? Ora, Bagodé, antes de vender picolés e pirulitos para ajudar no sustento de sete irmãos, foi balconista do Seu Clarindo Santos, patriarca da família Santos, Clarindo Santos que aportou aqui por Santa Inês lá pela década de 50, salvo engano, ou antes  ainda. Jurucey Santos, (que Deus o tenha!), Moisés Santos, Natanael Santos e Ozinete Santos, também conviveram com Bagodé que batia ponto por detrás do balcão do comerciante e religioso Clarindo, um dos fundadores da Assembleia de Deus da Rua Nova na metade do século passado, cujo comércio ficava no centro da cidade (centro mesmo, se medíssemos a distância para a direita e para a esquerda) na Rua Getúlio Vargas, hoje conhecida (e sempre) como Rua do Comércio, parede e meia (havia um pequeno corredor entre as duas) com a casa da família Brito, formada pelo alfaiate e tabelião Raimundo Antão Brito, torcedor do Clube de Regatas Flamengo do Rio de Janeiro, e um dos fundadores do Campo do Flamengo localizado do lado esquerdo da, desde então Rua do Flamengo no Centro de Santa Inês, ( que perdeu a vida para um vírus da época, a Catapora em 1959) e a Professora Maria Benigna Brito, que não por acaso foram os pais de outra família muito conhecida “na Santa Inês”, como diz o Aldoniro Muniz, por várias décadas, e essa eu sei que desembarcou aqui no ano de 1954, procedente de Penalva, com passagem por Pindaré e porto final nesta urbe, a saber pais dos filhos; Adalcy Brito, Iacy Brito,  Raimundo – Dico - Brito, Iraci Brito  (minha saudosa mãe) e Valdir Brito. Dos cinco filhos do casal só Iacy Brito está vivíssima aos 89 anos de idade (graças a Deus!).

E então, por tudo dito e escrito aí em cima, é que posso afirmar que conheço o Bagodé desde os anos finais da década de 60 em diante. Não o acompanhei durante os 10 anos em que ele trabalhou no Armazém Paraíba, sonho de muitos jovens/adultos da época. A bem da verdade,  passei uns 30 anos sem vê-lo, tempo em que morei fora de Santa Inês. Mas quando voltei para cá em 2003, não demorou muito, e lá estava eu morando numa rua e o Bagodé na outra paralela. Ele dono de uma mercearia muito frequentada, onde dizem, se vendia uma “geladinha”, coisa que não poso afirmar vez que sou abstêmio, mas ia sempre por lá comprar alguma coisa açúcar, biscoito, doces, fubás, etc. E sempre nos reportávamos aos tempos lá da Rua do Comércio, falávamos de parentes seus e meus, etc. E é por essas é por outras, e me fazendo aqui porta voz do povo de Santa Inês, que recebi com surpresa a notícia da primeira morte de Bagodé, anunciada na semana passada e logo desmentida. Assim também aconteceu com a segunda morte dele, dias atrás. Felizmente logo também desmentida. Mas, como disse o vendedor  de água ontem pela manhã ao deixar uns galões em minha residência, “estavam agourando o Bagodé demais”, desta vez, infelizmente a notícia do começo da noite de quinta-feira 21, era verdadeira. Bagodé, um dos personagens “gente fina” de Santa Inês, aos 66 anos, perdeu a vida para o Covid19, o maldito do Coronavírus!  Seu pequeno corpo já frágil por conta de alguns perrengues de saúde, incluindo-se aí o diabetes (tem gente que chama de “a diabetes”) não resistiu às estocados do vírus danoso e foi parar na triste estatística dos números divulgados todos os dias pelas  secretarias Municipal e Estadual de Saúde,  e embutido naquela conta que o Jornal Nacional atualiza todos as noites. Bagodé não teve chance de um velório ( e nem caberia tanta gente em volta de sua casa) e foi logo sepultado. Deixou viúva Dona Sônia Maria Costa e na orfandade o filho Fabilson Sodré de Sousa, que pelo que se sabe, também enfrenta problemas de saúde....muito provavelmente esteja em combate contra o covarde coronavirus! Os moradores da Rua Osvaldo Cruz, na Nova Santa Inês (centro da cidade) onde ele morou por 25 anos, por certo estão saudosos e nem acreditam mesmo na morte de Bagodé. Tem razão, Bagodé não morreu. Uma lenda....não morre jamais! Descansa em paz amigo! A população de Santa Inês agradece a sua passagem por aqui. Assim como tantos outros que te antecederam, viverás nos anais da história de Santa Inês. Espero em Deus que voltemos a nos encontrar novamente, daqui a umas três ou mais décadas! (Por Clélio SILVEIRA Filho).               

 

 

MORRE UMA LENDA DE SANTA INÊS MANOEL RODRIGUES DE SOUSA O BAGODÉ!

Se eu falar  que Raimundo, Benedito, Rivaldo ou Renato, Felisberto ou Trajano morreu (espero  que nenhum deles tenha morrido) o amigo leitor por certo não saberá de quem estou falando. Se eu disser  que Manoel Rodrigues de Sousa morreu, também por certo o leitor não saberá  a quem estou me reportando,  mas se eu manchetar   que “MORREU BAGODÉ!”, a cidade inteira de Santa Inês vai saber de quem estou falando, e essa triste notícia vai ecoar na região, na capital do Estado São Luís, e em outras capitais onde alguns doutores acima dos 60, 70 anos por certo, até conviveram com ele, é o caso do Dr. Moisés Santos, lá em Brasília e seus filhos nos Estados Unidos. Como assim? Ora, Bagodé, antes de vender picolés e pirulitos para ajudar no sustento de sete irmãos, foi balconista do Seu Clarindo Santos, patriarca da família Santos, Clarindo Santos que aportou aqui por Santa Inês lá pela década de 50, salvo engano, ou antes  ainda. Jurucey Santos, (que Deus o tenha!), Moisés Santos, Natanael Santos e Ozinete Santos, também conviveram com Bagodé que batia ponto por detrás do balcão do comerciante e religioso Clarindo, um dos fundadores da Assembleia de Deus da Rua Nova na metade do século passado, cujo comércio ficava no centro da cidade (centro mesmo, se medíssemos a distância para a direita e para a esquerda) na Rua Getúlio Vargas, hoje conhecida (e sempre) como Rua do Comércio, parede e meia (havia um pequeno corredor entre as duas) com a casa da família Brito, formada pelo alfaiate e tabelião Raimundo Antão Brito, torcedor do Clube de Regatas Flamengo do Rio de Janeiro, e um dos fundadores do Campo do Flamengo localizado do lado esquerdo da, desde então Rua do Flamengo no Centro de Santa Inês, ( que perdeu a vida para um vírus da época, a Catapora em 1959) e a Professora Maria Benigna Brito, que não por acaso foram os pais de outra família muito conhecida “na Santa Inês”, como diz o Aldoniro Muniz, por várias décadas, e essa eu sei que desembarcou aqui no ano de 1954, procedente de Penalva, com passagem por Pindaré e porto final nesta urbe, a saber pais dos filhos; Adalcy Brito, Iacy Brito,  Raimundo – Dico - Brito, Iraci Brito  (minha saudosa mãe) e Valdir Brito. Dos cinco filhos do casal só Iacy Brito está vivíssima aos 89 anos de idade (graças a Deus!).

E então, por tudo dito e escrito aí em cima, é que posso afirmar que conheço o Bagodé desde os anos finais da década de 60 em diante. Não o acompanhei durante os 10 anos em que ele trabalhou no Armazém Paraíba, sonho de muitos jovens/adultos da época. A bem da verdade,  passei uns 30 anos sem vê-lo, tempo em que morei fora de Santa Inês. Mas quando voltei para cá em 2003, não demorou muito, e lá estava eu morando numa rua e o Bagodé na outra paralela. Ele dono de uma mercearia muito frequentada, onde dizem, se vendia uma “geladinha”, coisa que não poso afirmar vez que sou abstêmio, mas ia sempre por lá comprar alguma coisa açúcar, biscoito, doces, fubás, etc. E sempre nos reportávamos aos tempos lá da Rua do Comércio, falávamos de parentes seus e meus, etc. E é por essas é por outras, e me fazendo aqui porta voz do povo de Santa Inês, que recebi com surpresa a notícia da primeira morte de Bagodé, anunciada na semana passada e logo desmentida. Assim também aconteceu com a segunda morte dele, dias atrás. Felizmente logo também desmentida. Mas, como disse o vendedor  de água ontem pela manhã ao deixar uns galões em minha residência, “estavam agourando o Bagodé demais”, desta vez, infelizmente a notícia do começo da noite de quinta-feira 21, era verdadeira. Bagodé, um dos personagens “gente fina” de Santa Inês, aos 66 anos, perdeu a vida para o Covid19, o maldito do Coronavírus!  Seu pequeno corpo já frágil por conta de alguns perrengues de saúde, incluindo-se aí o diabetes (tem gente que chama de “a diabetes”) não resistiu às estocados do vírus danoso e foi parar na triste estatística dos números divulgados todos os dias pelas  secretarias Municipal e Estadual de Saúde,  e embutido naquela conta que o Jornal Nacional atualiza todos as noites. Bagodé não teve chance de um velório ( e nem caberia tanta gente em volta de sua casa) e foi logo sepultado. Deixou viúva Dona Sônia Maria Costa e na orfandade o filho Fabilson Sodré de Sousa, que pelo que se sabe, também enfrenta problemas de saúde....muito provavelmente esteja em combate contra o covarde coronavirus! Os moradores da Rua Osvaldo Cruz, na Nova Santa Inês (centro da cidade) onde ele morou por 25 anos, por certo estão saudosos e nem acreditam mesmo na morte de Bagodé. Tem razão, Bagodé não morreu. Uma lenda....não morre jamais! Descansa em paz amigo! A população de Santa Inês agradece a sua passagem por aqui. Assim como tantos outros que te antecederam, viverás nos anais da história de Santa Inês. Espero em Deus que voltemos a nos encontrar novamente, daqui a umas três ou mais décadas! (Por Clélio SILVEIRA Filho).               

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 23/05/2020

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Palavras-chave: MORRE UMA LENDA DE SANTA INÊS MANOEL RODRIGUES DE SOUSA O BAGODÉ!

Fonte: Por Clélio SILVEIRA Filho)

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