Agora Santa Inês - HOSPITAIS DE SANTA INÊS ESTÃO COM QUASE TODOS OS LEITOS PARA CORONAVÍRUS OCUPADOS E NÃO HÁ MAIS UTI DISPONÍVEL NA CIDADE

HOSPITAIS DE SANTA INÊS ESTÃO COM QUASE TODOS OS LEITOS PARA CORONAVÍRUS OCUPADOS E NÃO HÁ MAIS UTI DISPONÍVEL NA CIDADE

 O Jornal AGORA Santa Inês apurou de forma oficial, que a rede hospitalar de Santa Inês no atual momento, não tem condições de atender a evolução dos números notificados, acompanhados e confirmados de pessoas envolvidas com o covid19, o coronavírus. A curva crescente do vírus na cidade tem tendência a aumentar ainda, a cada dia, além do que os hospitais instalados no município servem para atendimento de pacientes de mais de uma dezena de  municípios da região, e desta forma, falta pouco para o sistema hospitalar da cidade entrar em colapso, é o que se subentende, diante das informações obtidas.

ENTENDAM

Apesar dos esforços que a Secretaria Municipal de Saúde vem fazendo, nem tudo do que diz respeito ao coronavirus depende dela, a não ser administrar a situação mediante a ajuda dos governos Estadual e Federal. Atualmente a Saúde Municipal vê-se diante de uma situação que nada a distingue da do resto dos mais de 5.500 municípios brasileiros, cada um se virando como pode e de acordo com a ajuda que recebe de fora. Em alguns municípios brasileiros as grandes empresas estabelecidas neles, estão ajudando o combate ao covid19 com altíssimas ou até pequenas quantias em dinheiro, equipamentos, máscaras, álcool e outros produtos. No caso de Santa Inês, ao que se sabe até o momento, ou é público, apenas a Vale estaria contribuindo com alguma ajuda. Há também pequenas, porém importantes ações, de algumas instituições da sociedade civil e até de pessoas em casos pontuais. Por outro lado, a população se ressente da falta da criação de um gabinete de crise, que é formado por entes representativos de todos os segmentos da cidade, além da gestão municipal, e um porta voz dos demais municípios aos quais Santa Inês é o primeiro porto a desembarcar um sintomático da doença, para que juntos estudem solução para o problema e repasse isso para a população que na verdade quase, ou nada sabe da real situação pela qual vem passando o município de Santa Inês.

OS NÚMEROS SÓ CRESCEM

Com os números aumentando a cada boletim da Secretaria Municipal de Saúde, na base de 80 a 100 casos confirmados por dia, uma vez que a secretaria está testando uma parte da população, de acordo com a quantidade de testes adquiridos ou enviados para cá, presume-se que logo nos primeiros três dias da próxima semana o número de casos confirmados só em Santa Inês, ultrapasse a barreira dos mil, e o de notificados a barreira dos 3 mil casos, muito embora o número de casos descartados também aumente quase que proporcionalmente, mas em contrapartida o de casos acompanhados só aumenta também, e logo chegará a mil, o que, imagina-se, não haverá por parte da Secretaria Municipal como acompanhar mais de mil casos. Para se ter uma ideia, cerca de 101 servidores da secretaria estão afastados do trabalho desde o começo da pandemia por orientações do Ministério da Saúde, alguns por questão de idade (a partir de 60 anos) ou por morbidade, portadores de doenças tais como hipertensão, hepatite e outras. Segundo apurou o AGORA, já no caso dos que estão na linha de frente tais como médicos e enfermeiros entre outros profissionais, este número é “muito baixo”, afirmaram ao AGORA.

O ISOLAMENTO DEVE CONTINUAR

Sabe-se que através de Decreto Municipal, o comércio não essencial em  Santa Inês deve manter-se sem funcionar até o dia 27, próxima quarta-feira, entretanto, diante dos números que colocam o país nos primeiros três lugares dos mais afetados com a pandemia no planeta, inclusive obrigando o Governo Federal a fechar as fronteiras aéreas  por 30 dias, a tendência é que a Prefeitura mantenha o fechamento desse tipo de comércio (não essencial) por mais dias, ou semanas.

NÚMEROS CONFLITANTES?

Por outro lado, a população de Santa Inês tem questionando o baixo número de óbitos registrados nos Boletins Epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, em torno de 9 até a última quinta-feira, 21, quando já havia cerca de 669 casos confirmados. Neste caso a letalidade em Santa Inês seria uma das mais baixas do Brasil e talvez do mundo, menos de 1,5% (um e meio por cento). Entretanto a secretaria informa que não pode incluir no BE o que não é oficial, ou seja; o que não consta no atestado de óbito que “tal” paciente tenha morrido vítima do coronavírus. Em todos os países do mundo, admite-se que há casos subnotificados, o que não é o caso de Santa Inês, apesar de, mesmo os familiares fazendo questão de não divulgar a causa morte de seus entes, o que lhes é um direito, todos os dias quando a noite chega, ou o dia amanhece, fica-se sabendo de um, dois, três ou mais óbitos em Santa Inês, cujos motivos às vezes são levados com a vítima para ser sepultado em um dos dois cemitérios da cidade. Por fim, aqui não se trata de polemizar ou de “causar pânico” na população ou qualquer coisa do gênero. Trata-se somente da obrigação de informar o que a população deve e tem o direito de saber.

Postado por: Paulo Silveira

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 30/11/-0001

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