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Agora Santa Inês - CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

A SÉRIE QUE FALTAVA

“O MÉTODO KOMINSKY”   de Chuck Lorre.

Quem não morre, envelhece. Uma sábia frase que me faz associar à série original @netflixbrasil “O Método Kominsky”.A leveza do humor irônico diante das situações, que vão acontecendo na vida de um ator aposentado , ,que divide seus dias ensinando o seu método para atuação, convivendo com a sua filha e melhor amigo(seu ex-agente); valem cada segundo assistido. Até me atrevo a dizer que a fórmula para essa série emplacar, é uma mistura bem simples: um bom texto na mão para dois grandes atores. Michael Douglas (premiado com globo de ouro de melhor ator pelo papel) e Alan Arkin, dispensam a apresentação e fazem da série um marco obrigatório, para se discutir o envelhecimento e até digamos, a morte.

A série tem a assinatura do genial Chuck Lorre, que tem no currículo nada menos que : Two and a Half Men, The Big Bang Theory, Mike & Molly, dentre outras pérolas de seriados recheados de humor sarcástico, corrosivo e inteligente. É Diversão certa.

 #imperdivel #netflix #ometodokominsky #envelhecer #michaeldouglas #alanarkin

©José Viana Filho é Bacharel em Cinema pela UNESA(RJ) e Mestre em Políticas Públicas pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais.

Email: [email protected]  Blog: www.josevianafilho.blogspot.com.br É UMA QUESTÃO DE OPNIÃO...

O QUE É FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL?

Em dezembro de 2006, foi publicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lei nº 11.437. Nela há mudanças em vários mecanismos de fomento para o setor audiovisual no país, mas sem dúvida nenhuma o que ela traz de mais importante, é a criação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), seus programas e sua fonte de receitas e seu modelo de gestão.

O FSA é um fundo dedicado exclusivamente ao setor audiovisual, dentro do fundo nacional de cultura, esse criado pela Lei 8.313/91, a famosa lei Rouanet. Lei essa, que é sempre lembrada a partir do mecanismo de mecenato, mas a lei Rouanet tem uma série de possibilidades e mecanismos de fomento que até hoje sequer foram regulamentados. Mas isso é um papo para uma próxima conversa.

O FSA é operado por uma instituição financeira, ou seja, um banco, (BNDES) e a sua secretaria executiva é a Agência Nacional do Cinema (ANCINE). Tendo ainda, um terceiro ator na gestão: o Comitê Gestor do fundo, que é composto por membros do governo e da sociedade civil. Junto com o FSA nascem três programas: o PRODAV, PRODECINE e PROINFRA. Com isso o fomento público ao cinema e ao audiovisual, que historicamente foi voltado para a produção de obras, agora tinha uma série de possibilidades e oportunidades para olhar toda a cadeia produtiva do setor. Desta vez os setores de distribuição, exibição e infraestrutura poderiam ser alvo de uma política pública voltada, para a o desenvolvimento do mercado audiovisual em todo o país.

Além disso, por ser operado por uma instituição financeira, o FSA abriu diversas possibilidades de operações. Além dos tradicionais recursos a fundo perdido (recursos não recuperáveis), o fundo também pode operar com linhas de crédito, amortização de juros, investimentos em projetos e empresas e etc.. Em 12 anos de funcionamento ainda não foram exploradas todas as possibilidades de uso do FSA.

Um dos pilares do FSA é a forma de arrecadação do fundo: é a contribuição para o desenvolvimento da Indústria Cinematográfica (CONDECINE), com os três fatos geradores diferentes que alimentam o fundo. É o próprio segmento, que gera as receitas para o fundo que fomentam toda a atividade no Brasil. Essa metodologia faz o fomento ao audiovisual no Brasil, não depender financeiramente da vontade política de governos. Muito pelo contrário, o FSA também é uma fonte de receita para o governo, uma vez que, nem é toda a sua arrecadação é investida no setor audiovisual.

A experiência mostra que lógica de retroalimentação, implementada no Fundo Setorial do Audiovisual, poderia ser perfeitamente replicada para outras linguagens artísticas, como a música por exemplo; que tem um mercado interno muito relevante, e poderia ter um fundo próprio que observasse todas as suas necessidades. Infelizmente ainda, não tivemos mobilização social e vontade política para isso. Temos que aguardar os novos ventos na política brasileira, para pensarmos em avanços para outras áreas da cultura como o FSA foi para o Audiovisual!

©Eduardo Lurnel é bacharel pela UNESA-RJ. Trabalhou na implantação da Lei municipal de incentivo à cultura (ISS) na cidade do Rio de Janeiro. Foi assessor da Diretoria Colegiada da Ancine durante 10 anos. Hoje é sócio da Pé de Moleque Filmes.

O FILME DA SEMANA

“The old guard”

A Netflix vêm nos últimos tempos investindo em filmes de ação com potencial para criação de franquias, um artifício que ainda não emplacou no serviço de Streamig. A estratégia é sempre parecida: um material de ação estrelado por um ator ou atriz de peso, que traga apelo junto ao grande público. E a nova aposta da gigante do streaming é de “The old guard”

Baseado na série em quadrinhos de Greg Rucka, que aqui faz sua estréia como roteirista ao adaptar o próprio material; o filme traz uma premissa meio batida, mas que permite expansão de diferentes formas, se mostrando um material com enorme potencial para uma franquia.

Na trama, Andy (Charlize Theron) é uma guerreira imortal que lidera um grupo de imortais, realizando missões com o objetivo de salvar vidas e melhorar o mundo. Vivendo na clandestinidade, artifício que lhes dá liberdade de ação e esconde sua condição,o grupo cai em uma armadilha e acaba tendo seu segredo exposto. Logo em seguida, eles tomam conhecimento do surgimento de uma nova imortal, algo que não acontece há séculos, e eles partem para adicionar essa nova integrante ao grupo.

-Vocês são os vilões ou os mocinhos ?

-Depende do século.

Um dos maiores acertos do filme, é não buscar explicar demais a fonte ou origem dos poderes dos personagens. Somos logo de cara apresentados ao grupo na missão em que terminam sendo revelados. O surgimento da nova imortal, funciona como a entrada também do espectador nos segredos do grupo.

A produção tem um detalhe curioso: o filme foi realizado por dois diretores de fotografia; algo bem incomum, mas que ganha sentido quando vemos os envolvidos. A fotógrafa Tami Reiker (parceira habitual da diretora) é mais habituada as cenas dramáticas, já Barry Ackroyd é o diretor de fotografia parceiro de Paul Greengrass, um diretor famosos por suas cenas de ação tensas e verossímeis. Dirigido por Gina Prince-Bythewood (Além dos limites), o filme tem um ritmo desequilibrado, não conseguindo mesclar as sequências de ação com as cenas mais dramáticas de uma forma coesa, um problema que fica muito claro no segundo ato.

As cenas de ação são bem coreografadas, privilegiam planos mais abertos e mais longos, criando uma sensação mais verdadeira, além de nos permitir entender como o grupo luta como uma unidade, nos mantendo sempre   dentro da cena. Não vemos aquela confusão muito comuns em filmes com cenas picotadas, em que pouco se entende o desenrolar do confronto.

O filme tem um bom elenco, todos estão bem, mas o grande destaque é a sul-africana Charlize Theron (Mad Max: Estrada da fúria). Uma atriz premiada, que vêm nos últimos anos mesclando filmes mais sérios com papéis em filmes de ação de maior qualidade, e vêm se consolidando como a protagonista de filmes de ação da atualidade.

´´The old guard`` funciona como filme de ação e entretenimento, não vai decepcionar os fãs do gênero, mas principalmente, funciona muito bem como filme de introdução e ponta pé inicial ,para o início de uma franquia repleta de possibilidades. Com conceitos e uma mitologia interessante, a provável sequência promete, principalmente fazendo uso de melhores vilões, uma promessa já estabelecida no gancho final.

Felipe Fernandes é Bacharel em Cinema pela Unesa(Rio de Janeiro). Formado em Direção cinematográfica pela New York Film Academy (Los Angeles). Formado em Roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Vídeomaker, publicitário e crítico de cinema.

E-mail para contato: [email protected]

Instagram: @moviola.insta

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 22/07/2020

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Palavras-chave: CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

Fonte:

Big Systems
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