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Agora Santa Inês - PINDARÉ-MIRIM COMEMORA 97 ANOS, MAS FOI FUNDADA EM 1840

PINDARÉ-MIRIM COMEMORA 97 ANOS, MAS FOI FUNDADA EM 1840

Município completou no mês passado exatamente 180 anos de existência histórica e é um caso exemplar de fundação de um lugar que tem preservada toda a documentação histórica inicial.

 

*

Pindaré-Mirim comemora, como data de aniversário, o dia 28 de julho. A Lei nº 429, de 09 de abril de 1986 [veja a reprodução], institui três feriados municipais: 29 de junho, dia do padroeiro de Pindaré-Mirim, São Pedro; Sexta-Feira da Paixão; e 28 de julho, “data da elevação de Pindaré à condição de Município”, de acordo com a Lei, assinada pelo prefeito José Bonifácio Silva, que administrou o município de 1982 a 1986, sucedendo a José Antônio Haickel.

 

A Lei nº 429, que instituiu o dia 28 de julho

como aniversário de Pindaré-Mirim.

 

Embora haja imprecisões em relação ao dia 28 de julho, como se verá mais adiante, o que está confirmado é que, pelos registros oficiais, documentados, Pindaré-Mirim, considerado berço cultural e histórico do Vale do Pindaré, completou em 2020 exatamente 180 anos de existência, desde seu começo como Colônia de São Pedro de Alcântara, conforme estabelecido pela Lei nº 80, de 16 de junho de 1840. Portanto, já há 43 dias que Pindaré-Mirim deveria ter anunciado sua maior data, o início de sua História.

Nos documentos históricos consultados, não se encontra nenhum registro do dia 28 de julho de 1923 como sendo a data de elevação de Pindaré-Mirim à condição de município.

A monumental “Enciclopédia dos Municípios”, publicada em 31 de janeiro de 1959 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), diz textualmente: “A Lei provincial nº 800, de 22 de março de 1918, elevou a comuna à categoria de vila, e a [Lei] de nº 1.052, de 10 de abril de 1923, criou o município de São Pedro” (Volume XV, página 271).

Essa mesma Lei nº 1.052 e sua data (10 de abril de 1923) é o que também consta do “site” do IBGE (https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/pindare-mirim/historico), como “elevado à condição de cidade, com a denominação de São Pedro”.

Em sua dissertação de mestrado em Ciências Sociais, de 2008, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a acadêmica Maria Zenaide Costa igualmente registra: “Em sua história para criação do município foi feito um desmembramento do município de Monção, seu vizinho, através da Lei nº 1.052, de 10 de abril de 1923, em que recebeu o nome de São Pedro [...]”.

Carlota Cristina Veloso Câmara, em sua monografia de bacharel em Turismo, na Universidade Federal do Maranhão, em 2010, também consigna: “O município de Pindaré-Mirim foi desmembrado do município de Monção e criado pela Lei nº 1.052, de 10 d abril de 1923, com o nome Colônia de São Pedro [...]”.

Duque de Caxias, que, na época da Balaiada, autorizou a fundação de uma colônia na margem direita do rio Pindaré  -- a futura Pindaré-Mirim.

 

PINDARÉ-MIRIM COMEMORA 97 ANOS,

MAS FOI FUNDADA EM 1840

 

      FUNDAÇÃO – Nos séculos 17 e 18 os jesuítas foram expulsos três vezes do Maranhão, incluindo-se, claro, a região do Pindaré. A última vez foi em 1759. Ficando “órfãos”, os índios tornaram-se rebeldes, violentos e tornaram-se uma ameaça, na visão de fazendeiros e do Estado, que pretendiam explorar e colonizar a região.

Assim, em 02 de julho de 1839, pela Lei nº 85, a Assembleia Legislativa da província do Maranhão autoriza o governador Manoel Felizardo de Sousa e Mello a criar três Missões para, conforme Jerônimo de Viveiros, “civilizar” os índios. Essa Lei não é cumprida e, no ano seguinte (1840), já sob a administração de Luís Alves de Lima e Silva, que viria a se tornar o Duque de Caxias, a Lei nº 80, de 16/06/1840, autoriza criar “a primeira missão do rio Pindaré, com o nome de Colônia de São Pedro de Alcântara”, a futura Pindaré-Mirim. Para estabelecer a missão, foram compradas terras que pertenciam a um cirurgião, Manoel Lopes de Magalhães.

      Para ficar à frente desse processo, por ordem do coronel Luís Alves de Lima e Silva, que administrava o estado e também comandava as tropas que combatiam a Balaiada, foi designado o engenheiro militar Fernando Luís Ferreira, que era tenente-coronel do Imperial Corpo de Engenheiros. A missão, fundada na margem direita do rio Pindaré, tinha o objetivo de reconectar-se com os índios Guajajaras, facilitar o processo exploratório e civilizatório da região, como o compreendiam os interessados (governo, colonizadores, exploradores), e, muito importante também, desestimular uma adesão deles, índios, aos rebelados da Balaiada, cujos membros estavam fazendo incursões por diversos lugares, arregimentando pessoas insatisfeitas com as ações e os representantes dos Poderes Públicos. A Balaiada, ocorrida no Maranhão, tornou-se uma das maiores insurreições de origem popular havidas na época do Brasil imperial. Teve início em 13 de dezembro de 1838 e prolongou-se até 1841, com a derrota, prisão e morte de muitos revoltosos. 

 

Índio guajajara e mapa de localização. Os guajajaras foram os habitantes primeiros do território de Pindaré-Mirim.


      DOCUMENTOS – Pindaré-Mirim é um raro caso de cidade cuja origem está bem documentada pelos agentes envolvidos na fundação, desde o Poder Legislativo estadual da época até os registros e relatos manuscritos do “principal” fundador, no caso o tenente-coronel Fernando Luís Ferreira. O fundador deixou um documento manuscrito onde expõe sobre o “plano civilizatório” que resultou no nascimento da Colônia de São Pedro. Esse documento, escrito de próprio punho pelo tenente-coronel, encontra-se guardado em instituição do estado do Rio de Janeiro. Há registros também em publicações periódicas do século 19, constantes do acervo de instituições de pesquisa e documentação histórica do Sudeste do país.

A Lei nº 80, de 16 de junho de 1840, é o mais histórico e o legítimo “registro de nascimento” de Pindaré-Mirim. É necessário ir em busca do seu original e dele fazer cópia de alta qualidade, pois trata-se de documento que é o marco legal e histórico do início da existência de Pindaré-Mirim, desde há 180 anos. Prefeitura e Câmara Municipal, entidades e empresas e filhos e amigos do município de Pindaré-Mirim poderiam associar-se para financiar essa empreitada, de resgate da história pindareense, a partir de um plano de localização dos documentos originais, produção de cópias e aquisição de publicações históricas para exibição, reprodução, estudo e divulgação entre alunos, professores, jornalistas e pesquisadores, políticos e investidores e demais interessados.

Em 21 de abril de 1918, Pindaré-Mirim passa de São Pedro de Alcântara, distrito de Monção, para a condição de vila, com o nome São Pedro, denominação que permanece quando da elevação à categoria de cidade em 1923. Somente mais de cem anos depois de sua criação como colônia é que o município teve seu nome alterado para Pindaré-Mirim, por disposição do Decreto-Lei nº 820, de 30 de dezembro de 1943.

A história de Pindaré-Mirim teve algumas idas e vindas, inclusive extinção e recriação do município em 1931, absorção e desmembramento do município de Monção (de onde se originou territorialmente), elevação e queda da produção econômica etc. Apesar disso, ao final, o espírito das pessoas e a potencialidade da região foram mais fortes e continuaram o sonho dos pioneiros da missão e da Colônia: conviver, trabalhar e desenvolver. E, é claro, o máximo possível, ser feliz.

O escritor João Lisboa (à esquerda)e o desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira, respectivamente primo e neto de Fernando Luís Ferreira, fundador de Pindaré-Mirim.

 

      FUNDADOR – Registros biográficos colocam Fernando Luís Ferreira como “fundador de Pindaré-Mirim”, pois do plano que lhe foi confiado resultou a criação da Colônia de São Pedro, primeiro nome do futuro município de Pindaré-Mirim. O médico, professor, pesquisador, historiador e escritor caxiense César Augusto Marques, em sua monumental obra “Diccionario Historico-Geographico da Provincia do Maranhão”, de 1870, página 196, primeira coluna, escreveu: “Em 1840 [Fernando Luís Ferreira] foi encarregado de fundar a colônia indígena de São Pedro do Pindaré”.

Fernando Luís Ferreira era filho do tenente-coronel Miguel Ignacio e de dona Catharina de Senna Ferreira de Mendonça. Nasceu em São Luís (MA) em 1º de agosto de 1803 e faleceu no Rio de Janeiro em 1879. Bacharel em Matemática e Ciências Físicas pela academia militar. Escreveu livros. Foi jornalista, tendo sido fundador e redator de várias publicações. Foi sócio de diversas entidades culturais. Também dedicou-se à agricultura, tendo introduzido novos sistemas de cultivo, inclusive o arado  -- inovação esta pela qual foi censurado.

      Fernando Luís Ferreira era primo do escritor João Francisco Lisboa, em cujo sepultamento pronunciou discurso fúnebre. Era avô de Fernando Luís Vieira Ferreira, que lhe herdou o nome (com o “Vieira” a mais) e a inteligência, tendo sido desembargador e intelectual no Rio de Janeiro. A propósito, em texto publicado neste jornal, no aniversário de Pindaré-Mirim em 2013, a foto do neto, desembargador, foi equivocadamente identificada como sendo o avô, engenheiro. Como se trata de texto presente em ambientes digitais, é grande a possibilidade de replicação dessa inconsistência, pelo que, como autor do texto, peço desculpa e informo que, por enquanto, ainda não localizei fotografia ou outra imagem de Fernando Luís Ferreira.

O Engenho Central, em Pindaré-Mirim.


      ENGENHO – Um dos símbolos históricos de Pindaré-Mirim é o Engenho Central, uma construção no centro da cidade, recuperada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O Engenho pertencia à Companhia Progresso Agrícola, instalada em 1876 e que foi responsável por grandes transformações socioeconômicas em Pindaré-Mirim e em toda a região até 1915, quando a Companhia entrou em declínio, sobretudo por causa dos altos juros bancários, falta de matéria-prima e de mão-de-obra especializada.

Pindaré-Mirim: vista aérea.

      ATUALMENTE – Hoje Pindaré-Mirim tem 32.941 habitantes, segundo o IBGE, no ano de 2019; pelo Censo de 2010, 31.152 pessoas, o que o coloca entre os cinquenta maiores municípios do Maranhão e o de nº 1012 em todo o Brasil, considerados as 5.570 cidades do País.

Pindaré-Mirim tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,633, o que significa ser de médio desenvolvimento, colocando a cidade como uma das melhores do Estado.

A economia do município é a 46ª maior entre os 217 municípios maranhenses e ocupa exatamente a posição número 2000 entre os 5.570 municípios do Brasil. O total da economia pindareense é de R$ 283 milhões 308 mil, em 2017  --  mas já chegou a R$ 372 milhões 213 mil em 2015.

A maior participação na economia do município tem origem nos Serviços Públicos (administração, defesa, saúde e seguridade social), com R$ 124 milhões 420 mil, ou 43,91% do total. O Setor de Serviços (que inclui o segmento de Comércio) é responsável por R$ 77 milhões 901 mil, o que corresponde a 27,49%. A Indústria participa com R$ 45 milhões 398 mil, ou 16,02% do total, e a Agropecuária, com R$ 18 milhões 893 mil, correspondentes a 6,66%. Os Impostos, na ordem de R$ 16 milhões 694 mil, ou 5,89%, contribuem com o restante do Produto Interno Bruto (PIB) de Pindaré-Mirim.

Em 2018, o movimento bancário em Pindaré-Mirim revelava que os clientes tinham em depósito R$ 22 milhões 395 mil, a maior parte em poupança (R$ 17 milhões 717 mil). Por outro lado, os clientes (pessoas e empresas), na mesma data, já haviam recebido, em operações de crédito (empréstimos, financiamentos etc.) quase R$ 50 milhões (exatamente R$ 48 milhões 995 mil). 

O território de Pindaré-Mirim,

visto do satélite.

      TERRITÓRIO – O território de Pindaré-Mirim foi retirado do município de Monção, que cedeu quase a metade de sua área. Em 1959 Pindaré-Mirim tinha 14.975 quilômetros quadrados (km2) e era o quinto maior município em área do Estado do Maranhão.  Atualmente, Pindaré-Mirim tem 268 quilômetros e 285 metros quadrados, o que corresponde a MENOS DE DOIS POR CENTO do seu antigo território, ou exatamente 1,79%. Pindaré-Mirim tornou-se município-pai ou cidade-mãe de diversos municípios e cidades, a exemplo de Santa Inês.

      SUGESTÃO – Pindaré-Mirim tem de, com urgência, assenhorear-se de sua orgulhosa condição de matriz histórico-cultural da região do Vale do Pindaré. Para isso, antiguidade é posto. Assim, ao invés de comemorar uma data de mudança de “status” político-administrativo, por que não comemorar a data de quando tudo começa... e que tem documento oficial comprovando? Este é o caso do início da história de Pindaré-Mirim, com a lei estadual que autorizou a fundação da Colônia São Pedro, em 1840. São 180 anos de História, quase o dobro do que hoje se lembra. Afinal, uma cidade é uma união de pessoas, e pessoas comemoram a data de nascimento, não a data de seu registro em cartório, não a data de sua maioridade civil nem muito menos a entrada na velhice...Desse modo, Pindaré-Mirim deveria estabelecer oficialmente como data magna, como o grande dia de festa da municipalidade o dia 16 de junho, quando, em 1840, há 180 anos, dava-se início à saga dessa pequena grande cidade.

      O que se deve celebrar é a vida, ou, no caso de uma cidade, o início de sua existência. E Pindaré-Mirim tem história (e existem registros dessa história) para estar comemorando seus 180 anos em 2020. Um plebiscito ou uma lei devidamente discutida com a sociedade poderia estabelecer o seguinte:

“Para preservar os registros legais e históricos existentes em fontes confiáveis e marcar a importância e anterioridade do município de Pindaré-Mirim na formação da história e desenvolvimento do Vale do Pindaré e do Oeste maranhense, fica decidido, com a aprovação do povo pindareense, que, a partir de 2021, o ano oficial de fundação do município é 1840, e o dia de comemoração, 16 de junho, correspondente à data da Lei nº 80/1840, da Assembleia Legislativa Provincial do Maranhão, que determinou a criação da Colônia de São Pedro de Alcântara, reunindo o ancestral povo guajajara e os novos habitantes em um só ideal de convivência, trabalho, e desenvolvimento e felicidade”.

Essa solução faria justiça a Pindaré-Mirim e só influenciaria positivamente na alteração dos hábitos cívicos do povo pindareense, pois a data proposta (16 de junho) ocorre em período de plena atividade educacional, com a possibilidade de integrar estudantes a esse momento de simbolismo histórico.  (EDMILSON SANCHES – [email protected])

 

O HINO

Hino do município de Pindaré-Mirim

Letra: Travassos Furtado

Melodia: José Rodrigues Soeiro

Salve! Salve, ó Pindaré valente,

De imensa e gloriosa tradição;

Levanta-te agora neste instante,

Enchendo-nos de fé o coração;

Aqui nasceu a nossa vida,

E o grande amor do povo com certeza;

Terra esplêndida e querida,

Teu porvir será feito de grandeza.

Pindaré prometido,

Engrandecido, nós te amamos;

Tua sombra acolhedora,

É nosso abrigo, berço amigo.

Os homens que constroem teu progresso;

E enfrentam sacrifícios pertinazes,

Regando com o suor a própria terra;

A terra abençoada em que nascemos,

São os bravos, os fortes, os audazes;

Que amam o solo e o lindo céu de anil,

E todas as belezas desta pátria;

Deste enorme gigante que é o Brasil.

Pindaré prometido,

Engrandecido, nós te amamos;

Tua sombra acolhedora,

É nosso abrigo, berço amigo.

Agora conquistando o patrimônio,

Que o passado distante te negou;

Consegues afinal a liberdade,

Que com a luz a terra iluminou;

Brada aos céus pela dádiva obtida,

E um milagre que vem da própria fé,

Da sublime grandeza desta vida,

Dos que trabalham pelo Pindaré

Pindaré prometido,

Engrandecido, nós te amamos;

Tua sombra acolhedora,

É nosso abrigo, berço amigo.

DATAS DE PINDARÉ-MIRIM

ANTECEDENTES - Monção, município a que pertencia o território de Pindaré-Mirim, é criado como distrito em 16 de julho de 1757 (há registros dando 1767). O distrito de Monção fazia parte do município de Viana. A Lei provincial nº 519, de 09 de junho de 1859, elevou Monção à categoria de vila.

1803, 1º DE AGOSTO – Nasce em São Luís (MA) Fernando Luís Ferreira, tenente-coronel e engenheiro militar, fundador de Pindaré-Mirim, em 1840. Faleceu  em 28 de outubro de 1877, no Rio de Janeiro (RJ).

1840 – Os guajajaras foram os primeiros habitantes do território do futuro município de Pindaré-Mirim. O tenente-coronel Fernando Luís Vieira Ferreira, do Imperial Corpo de Engenheiros, é enviado por Luís Alves de Lima e Silva para fundar uma colônia, que se chamou Colônia São Pedro. Luís Alves de Lima e Silva (o futuro Duque de Caxias) era o presidente da Província do Maranhão e chefe das forças militares que combatiam os rebeldes da Balaiada. Há documento escrito pelo próprio tenente-coronel relatando a fundação da colônia e as ações com os índios.

1876 - Instalação da grande usina açucareira, que veio a ser conhecida como Engenho Central, para aproveitamento da cana-de-açúcar.

1880, 31 DE AGOSTO – Data do Decreto nº 7.811, que criou a Companhia Progresso Agrícola, proprietária do Engenho Central do Pindaré. Essa data é a mesma data da aprovação dos estatutos da Companhia, cujas operações trouxeram, durante algumas décadas, grande movimento econômico para Pindaré-Mirim e região.

1880, 03 DE NOVEMBRO – Data da solenidade de instalação oficial da Companhia Progresso Agrícola, sob a presidência de Augusto Olímpio Gomes de Castro.

1881, 19 DE ABRIL – Data da Lei nº 1.228, por meio da qual o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão concede à Companhia Progresso Agrícola o direito de adquirir terrenos da considerada extinta Colônia de São Pedro, na margem direita do rio Pindaré. Esses terrenos foram examinados por José Castelo Branco da Cruz e João Antônio Coqueiro. O presidente da província do Maranhão recusou-se a autorizar a venda das terras, daí a autorização da Assembleia Legislativa.

1883 - A energia elétrica chega a Pindaré-Mirim.

1884, 16 DE AGOSTO – Data da inauguração oficial do Engenho Central.

1892, 14 DE SETEMBRO - Data da Lei Municipal nº 2, que cria o distrito de Engenho São Pedro do Pindaré (ex-povoado Engenho Central de São Pedro). O distrito é subordinado ao município de Monção. Essa mesma Lei criou outros dois distritos de Monção: Caru e Boa Vista.

1911 - Estabelecida a divisão administrativa do município de Monção, que fica constituído de quatro distritos: Monção (sede), Boa Vista, Caru e São Pedro do Pindaré.

1915 - A Companhia Progresso Agrícola entra em declínio.

1918, 22 DE MARÇO - Data da Lei Provincial nº 800 , que eleva o distrito de Engenho São Pedro do Pindaré à categoria de vila. O nome é reduzido para São Pedro. (Há registros dando a data da Lei nº 800 como sendo 21 de abril de 1918).

1923, 10 DE ABRIL - Data da Lei Estadual nº 1.052, que cria o município de São Pedro (ex-vila). Mais da metade do território de Monção é repassada para o novo município de São Pedro.

1931, 22 DE ABRIL - Data do Decreto Estadual nº 75, que extingue São Pedro, anexando-a de volta ao município de Monção.

1931, 12 DE JUNHO - Data do Decreto nº 121, que retorna São Pedro à categoria de município, 51 dias após a data de extinção declarada pelo Decreto nº 75.

1932, 19 DE ABRIL – Data do Decreto Estadual nº 267, que extingue o município de Monção, cujo território anexado ao município de São Pedro. (É o movimento contrário ao do Decreto nº 75, de 22 de abril de 1931, que extinguiu o município de São Pedro e o anexou a Monção. Ironias da política...).

1933 – Estabelecida a divisão administrativa do município de São Pedro, que fica constituído de dois distritos: São Pedro (sede) e Monção.

1935, 30 DE SETEMBRO – Data do Decreto nº 919, que desmembra o distrito de Monção do município de São Pedro. Monção é novamente elevado à categoria de município.

1938, 29 DE MARÇO – Data do Decreto-Lei Estadual nº 45, que elevou São Pedro à categoria de cidade.

1943, 30 DE DEZEMBRO - Data do decreto-lei estadual nº 820, que altera o nome do município de São Pedro para Pindaré-Mirim.

1948, 31 DE DEZEMBRO – Data da Lei Estadual nº 269, que cria os distritos de Aterrado e Pimentel, ambos anexados ao município de Pindaré-Mirim.

1949 – Os municípios de Pindaré-Mirim e Vitória do Mearim perdem parte de seus territórios para ser constituído o município de Cajari.

1950, 1º DE DEZEMBRO – Estabelecida divisão territorial do município de Pindaré-Mirim, constituída de três distritos: Pindaré-Mirim (sede), Aterrados e Pimentel.

1955/1956 – Pindaré-Mirim atinge a produção de 1 milhão 130 mil kg de babaçu. Em 1956 passa do dobro dessa produção: 2 milhões 775 mil kg. É a principal produção. Em segundo lugar vem o pescado: 1 milhão 333 mil kg em 1956.

1966, 19 DE DEZEMBRO – Data da Lei estadual nº 2.723, que cria o município de Santa Inês, desmembrado de Pindaré-Mirim. O município de Santa Inês é instalado em 14 de março de 1967.

1979, 1º DE JANEIRO – Estabelecida nova divisão territorial do município de Pindaré-Mirim, que passa a ser constituído de apenas dois distritos: Pindaré-Mirim (sede) e Pimentel. O distrito de Aterrado foi anexado ao município de Santo Antônio dos Lopes. (EDMILSON SANCHES)

 

 

Município completou no mês passado exatamente 180 anos de existência histórica e é um caso exemplar de fundação de um lugar que tem preservada toda a documentação histórica inicial.
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Pindaré-Mirim comemora, como data de aniversário, o dia 28 de julho. A Lei nº 429, de 09 de abril de 1986 [veja a reprodução], institui três feriados municipais: 29 de junho, dia do padroeiro de Pindaré-Mirim, São Pedro; Sexta-Feira da Paixão; e 28 de julho, “data da elevação de Pindaré à condição de Município”, de acordo com a Lei, assinada pelo prefeito José Bonifácio Silva, que administrou o município de 1982 a 1986, sucedendo a José Antônio Haickel.
 
A Lei nº 429, que instituiu o dia 28 de julho
como aniversário de Pindaré-Mirim.
Embora haja imprecisões em relação ao dia 28 de julho, como se verá mais adiante, o que está confirmado é que, pelos registros oficiais, documentados, Pindaré-Mirim, considerado berço cultural e histórico do Vale do Pindaré, completou em 2020 exatamente 180 anos de existência, desde seu começo como Colônia de São Pedro de Alcântara, conforme estabelecido pela Lei nº 80, de 16 de junho de 1840. Portanto, já há 43 dias que Pindaré-Mirim deveria ter anunciado sua maior data, o início de sua História.
Nos documentos históricos consultados, não se encontra nenhum registro do dia 28 de julho de 1923 como sendo a data de elevação de Pindaré-Mirim à condição de município.
A monumental “Enciclopédia dos Municípios”, publicada em 31 de janeiro de 1959 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), diz textualmente: “A Lei provincial nº 800, de 22 de março de 1918, elevou a comuna à categoria de vila, e a [Lei] de nº 1.052, de 10 de abril de 1923, criou o município de São Pedro” (Volume XV, página 271).
Essa mesma Lei nº 1.052 e sua data (10 de abril de 1923) é o que também consta do “site” do IBGE (https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/pindare-mirim/historico), como “elevado à condição de cidade, com a denominação de São Pedro”.
Em sua dissertação de mestrado em Ciências Sociais, de 2008, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a acadêmica Maria Zenaide Costa igualmente registra: “Em sua história para criação do município foi feito um desmembramento do município de Monção, seu vizinho, através da Lei nº 1.052, de 10 de abril de 1923, em que recebeu o nome de São Pedro [...]”.
Carlota Cristina Veloso Câmara, em sua monografia de bacharel em Turismo, na Universidade Federal do Maranhão, em 2010, também consigna: “O município de Pindaré-Mirim foi desmembrado do município de Monção e criado pela Lei nº 1.052, de 10 d abril de 1923, com o nome Colônia de São Pedro [...]”.
 
Duque de Caxias, que, na época da Balaiada, autorizou a fundação de uma colônia na margem direita do rio Pindaré  -- a futura Pindaré-Mirim. 
PINDARÉ-MIRIM COMEMORA 97 ANOS,
MAS FOI FUNDADA EM 1840
  FUNDAÇÃO – Nos séculos 17 e 18 os jesuítas foram expulsos três vezes do Maranhão, incluindo-se, claro, a região do Pindaré. A última vez foi em 1759. Ficando “órfãos”, os índios tornaram-se rebeldes, violentos e tornaram-se uma ameaça, na visão de fazendeiros e do Estado, que pretendiam explorar e colonizar a região. 
Assim, em 02 de julho de 1839, pela Lei nº 85, a Assembleia Legislativa da província do Maranhão autoriza o governador Manoel Felizardo de Sousa e Mello a criar três Missões para, conforme Jerônimo de Viveiros, “civilizar” os índios. Essa Lei não é cumprida e, no ano seguinte (1840), já sob a administração de Luís Alves de Lima e Silva, que viria a se tornar o Duque de Caxias, a Lei nº 80, de 16/06/1840, autoriza criar “a primeira missão do rio Pindaré, com o nome de Colônia de São Pedro de Alcântara”, a futura Pindaré-Mirim. Para estabelecer a missão, foram compradas terras que pertenciam a um cirurgião, Manoel Lopes de Magalhães. 
 
Índio guajajara e mapa de localização. Os guajajaras foram os habitantes primeiros do território de Pindaré-Mirim.
DOCUMENTOS – Pindaré-Mirim é um raro caso de cidade cuja origem está bem documentada pelos agentes envolvidos na fundação, desde o Poder Legislativo estadual da época até os registros e relatos manuscritos do “principal” fundador, no caso o tenente-coronel Fernando Luís Ferreira. O fundador deixou um documento manuscrito onde expõe sobre o “plano civilizatório” que resultou no nascimento da Colônia de São Pedro. Esse documento, escrito de próprio punho pelo tenente-coronel, encontra-se guardado em instituição do estado do Rio de Janeiro. Há registros também em publicações periódicas do século 19, constantes do acervo de instituições de pesquisa e documentação histórica do Sudeste do país. 
A Lei nº 80, de 16 de junho de 1840, é o mais histórico e o legítimo “registro de nascimento” de Pindaré-Mirim. É necessário ir em busca do seu original e dele fazer cópia de alta qualidade, pois trata-se de documento que é o marco legal e histórico do início da existência de Pindaré-Mirim, desde há 180 anos. Prefeitura e Câmara Municipal, entidades e empresas e filhos e amigos do município de Pindaré-Mirim poderiam associar-se para financiar essa empreitada, de resgate da história pindareense, a partir de um plano de localização dos documentos originais, produção de cópias e aquisição de publicações históricas para exibição, reprodução, estudo e divulgação entre alunos, professores, jornalistas e pesquisadores, políticos e investidores e demais interessados. 
Em 21 de abril de 1918, Pindaré-Mirim passa de São Pedro de Alcântara, distrito de Monção, para a condição de vila, com o nome São Pedro, denominação que permanece quando da elevação à categoria de cidade em 1923. Somente mais de cem anos depois de sua criação como colônia é que o município teve seu nome alterado para Pindaré-Mirim, por disposição do Decreto-Lei nº 820, de 30 de dezembro de 1943. 
A história de Pindaré-Mirim teve algumas idas e vindas, inclusive extinção e recriação do município em 1931, absorção e desmembramento do município de Monção (de onde se originou territorialmente), elevação e queda da produção econômica etc. Apesar disso, ao final, o espírito das pessoas e a potencialidade da região foram mais fortes e continuaram o sonho dos pioneiros da missão e da Colônia: conviver, trabalhar e desenvolver. E, é claro, o máximo possível, ser feliz.
  
O escritor João Lisboa (à esquerda)e o desembargador Fernando Luís Vieira Ferreira, respectivamente primo e neto de Fernando Luís Ferreira, fundador de Pindaré-Mirim.
FUNDADOR – Registros biográficos colocam Fernando Luís Ferreira como “fundador de Pindaré-Mirim”, pois do plano que lhe foi confiado resultou a criação da Colônia de São Pedro, primeiro nome do futuro município de Pindaré-Mirim. O médico, professor, pesquisador, historiador e escritor caxiense César Augusto Marques, em sua monumental obra “Diccionario Historico-Geographico da Provincia do Maranhão”, de 1870, página 196, primeira coluna, escreveu: “Em 1840 [Fernando Luís Ferreira] foi encarregado de fundar a colônia indígena de São Pedro do Pindaré”. 
Fernando Luís Ferreira era filho do tenente-coronel Miguel Ignacio e de dona Catharina de Senna Ferreira de Mendonça. Nasceu em São Luís (MA) em 1º de agosto de 1803 e faleceu no Rio de Janeiro em 1879. Bacharel em Matemática e Ciências Físicas pela academia militar. Escreveu livros. Foi jornalista, tendo sido fundador e redator de várias publicações. Foi sócio de diversas entidades culturais. Também dedicou-se à agricultura, tendo introduzido novos sistemas de cultivo, inclusive o arado  -- inovação esta pela qual foi censurado.
Fernando Luís Ferreira era primo do escritor João Francisco Lisboa, em cujo sepultamento pronunciou discurso fúnebre. Era avô de Fernando Luís Vieira Ferreira, que lhe herdou o nome (com o “Vieira” a mais) e a inteligência, tendo sido desembargador e intelectual no Rio de Janeiro. A propósito, em texto publicado neste jornal, no aniversário de Pindaré-Mirim em 2013, a foto do neto, desembargador, foi equivocadamente identificada como sendo o avô, engenheiro. Como se trata de texto presente em ambientes digitais, é grande a possibilidade de replicação dessa inconsistência, pelo que, como autor do texto, peço desculpa e informo que, por enquanto, ainda não localizei fotografia ou outra imagem de Fernando Luís Ferreira.
 
O Engenho Central, em Pindaré-Mirim.
ENGENHO – Um dos símbolos históricos de Pindaré-Mirim é o Engenho Central, uma construção no centro da cidade, recuperada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O Engenho pertencia à Companhia Progresso Agrícola, instalada em 1876 e que foi responsável por grandes transformações socioeconômicas em Pindaré-Mirim e em toda a região até 1915, quando a Companhia entrou em declínio, sobretudo por causa dos altos juros bancários, falta de matéria-prima e de mão-de-obra especializada. 
 
Pindaré-Mirim: vista aérea.
ATUALMENTE – Hoje Pindaré-Mirim tem 32.941 habitantes, segundo o IBGE, no ano de 2019; pelo Censo de 2010, 31.152 pessoas, o que o coloca entre os cinquenta maiores municípios do Maranhão e o de nº 1012 em todo o Brasil, considerados as 5.570 cidades do País.
Pindaré-Mirim tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,633, o que significa ser de médio desenvolvimento, colocando a cidade como uma das melhores do Estado.
A economia do município é a 46ª maior entre os 217 municípios maranhenses e ocupa exatamente a posição número 2000 entre os 5.570 municípios do Brasil. O total da economia pindareense é de R$ 283 milhões 308 mil, em 2017  --  mas já chegou a R$ 372 milhões 213 mil em 2015.
A maior participação na economia do município tem origem nos Serviços Públicos (administração, defesa, saúde e seguridade social), com R$ 124 milhões 420 mil, ou 43,91% do total. O Setor de Serviços (que inclui o segmento de Comércio) é responsável por R$ 77 milhões 901 mil, o que corresponde a 27,49%. A Indústria participa com R$ 45 milhões 398 mil, ou 16,02% do total, e a Agropecuária, com R$ 18 milhões 893 mil, correspondentes a 6,66%. Os Impostos, na ordem de R$ 16 milhões 694 mil, ou 5,89%, contribuem com o restante do Produto Interno Bruto (PIB) de Pindaré-Mirim.
Em 2018, o movimento bancário em Pindaré-Mirim revelava que os clientes tinham em depósito R$ 22 milhões 395 mil, a maior parte em poupança (R$ 17 milhões 717 mil). Por outro lado, os clientes (pessoas e empresas), na mesma data, já haviam recebido, em operações de crédito (empréstimos, financiamentos etc.) quase R$ 50 milhões (exatamente R$ 48 milhões 995 mil). 
 
O território de Pindaré-Mirim, 
visto do satélite.
TERRITÓRIO – O território de Pindaré-Mirim foi retirado do município de Monção, que cedeu quase a metade de sua área. Em 1959 Pindaré-Mirim tinha 14.975 quilômetros quadrados (km2) e era o quinto maior município em área do Estado do Maranhão.  Atualmente, Pindaré-Mirim tem 268 quilômetros e 285 metros quadrados, o que corresponde a MENOS DE DOIS POR CENTO do seu antigo território, ou exatamente 1,79%. Pindaré-Mirim tornou-se município-pai ou cidade-mãe de diversos municípios e cidades, a exemplo de Santa Inês.
SUGESTÃO – Pindaré-Mirim tem de, com urgência, assenhorear-se de sua orgulhosa condição de matriz histórico-cultural da região do Vale do Pindaré. Para isso, antiguidade é posto. Assim, ao invés de comemorar uma data de mudança de “status” político-administrativo, por que não comemorar a data de quando tudo começa... e que tem documento oficial comprovando? Este é o caso do início da história de Pindaré-Mirim, com a lei estadual que autorizou a fundação da Colônia São Pedro, em 1840. São 180 anos de História, quase o dobro do que hoje se lembra. Afinal, uma cidade é uma união de pessoas, e pessoas comemoram a data de nascimento, não a data de seu registro em cartório, não a data de sua maioridade civil nem muito menos a entrada na velhice...Desse modo, Pindaré-Mirim deveria estabelecer oficialmente como data magna, como o grande dia de festa da municipalidade o dia 16 de junho, quando, em 1840, há 180 anos, dava-se início à saga dessa pequena grande cidade.
O que se deve celebrar é a vida, ou, no caso de uma cidade, o início de sua existência. E Pindaré-Mirim tem história (e existem registros dessa história) para estar comemorando seus 180 anos em 2020. Um plebiscito ou uma lei devidamente discutida com a sociedade poderia estabelecer o seguinte: 
“Para preservar os registros legais e históricos existentes em fontes confiáveis e marcar a importância e anterioridade do município de Pindaré-Mirim na formação da história e desenvolvimento do Vale do Pindaré e do Oeste maranhense, fica decidido, com a aprovação do povo pindareense, que, a partir de 2021, o ano oficial de fundação do município é 1840, e o dia de comemoração, 16 de junho, correspondente à data da Lei nº 80/1840, da Assembleia Legislativa Provincial do Maranhão, que determinou a criação da Colônia de São Pedro de Alcântara, reunindo o ancestral povo guajajara e os novos habitantes em um só ideal de convivência, trabalho, e desenvolvimento e felicidade”.
Essa solução faria justiça a Pindaré-Mirim e só influenciaria positivamente na alteração dos hábitos cívicos do povo pindareense, pois a data proposta (16 de junho) ocorre em período de plena atividade educacional, com a possibilidade de integrar estudantes a esse momento de simbolismo histórico.  (EDMILSON SANCHES – [email protected])
O HINO 
Hino do município de Pindaré-Mirim
Letra: Travassos Furtado
Melodia: José Rodrigues Soeiro 
Salve! Salve, ó Pindaré valente,
De imensa e gloriosa tradição;
Levanta-te agora neste instante,
Enchendo-nos de fé o coração;
Aqui nasceu a nossa vida,
E o grande amor do povo com certeza;
Terra esplêndida e querida,
Teu porvir será feito de grandeza.
Pindaré prometido,
Engrandecido, nós te amamos;
Tua sombra acolhedora,
É nosso abrigo, berço amigo.
Os homens que constroem teu progresso;
E enfrentam sacrifícios pertinazes,
Regando com o suor a própria terra;
A terra abençoada em que nascemos,
São os bravos, os fortes, os audazes;
Que amam o solo e o lindo céu de anil,
E todas as belezas desta pátria;
Deste enorme gigante que é o Brasil.
Pindaré prometido,
Engrandecido, nós te amamos;
Tua sombra acolhedora,
É nosso abrigo, berço amigo.
Agora conquistando o patrimônio,
Que o passado distante te negou;
Consegues afinal a liberdade,
Que com a luz a terra iluminou;
Brada aos céus pela dádiva obtida,
E um milagre que vem da própria fé,
Da sublime grandeza desta vida,
Dos que trabalham pelo Pindaré
Pindaré prometido,
Engrandecido, nós te amamos;
Tua sombra acolhedora,
É nosso abrigo, berço amigo.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Regional

Data: 29/07/2020

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Palavras-chave: PINDARÉ-MIRIM COMEMORA 97 ANOS, MAS FOI FUNDADA EM 1840

Fonte: EDMILSON SANCHES – [email protected]

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