• Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
Agora Santa Inês - TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR –TAB

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR –TAB

É notória, a ênfase que a grande imprensa brasileira, vem dando, nos últimos anos, na divulgação de temas psiquiátricos e sobre saúde mental, fato que não acontecia em nosso país por conta, entre outras coisas, dos enormes preconceitos sobre essas doenças. As telenovelas, os noticiosos, os filmes, telejornais e muitos outros meios de comunicação, passaram a tratar desses assuntos com mais ênfase, fato que vem colaborando, de certa forma, para o desmascaramento desses estigmas e com isso, gera mais interesses e conhecimentos sobre essa temática.

Em nosso país as doenças mentais, que mais se sobressaem em importância clínica e em incidência, são: depressão, dependência de drogas, especialmente alcoolismo, Transtorno Afetivo Bipolar, Esquizofrenia e Transtornos de Ansiedade.

E, isso não é por acaso, pois historicamente esses transtornos sempre desafiaram a ciência sobre suas naturezas, bem como quanto aos tratamentos que lhes eram dispensados. De tal forma, que é em boa hora que passamos a enfrentar os tais preconceitos e com isso, possamos vê-las, face a face.

Nesse artigo trato do Transtorno Afetivo Bipolar - TAB, que era conhecido até a década de 70 como Psicose Maníaco-Depressivo - PMD. Incide, entre 4 a 6% na população geral, ocorrendo também entre crianças e adolescentes e causa um enorme problema para o doente, para sua família e para a sociedade, instâncias que muitas vezes não sabem como lidar com tais enfermos.

Clinicamente, o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é caracterizado por alterações patológicas do humor (ânimo) que se manifestam através de episódios depressivos, alternando-se com episódios de euforia (também denominados de mania), em diversos graus de intensidade. Diferentemente, dos altos e baixos normais por que passam as pessoas, no seu dia a dia, os sintomas do TAB, são graves. Eles podem ocasionar danos profundos nos relacionamentos sociais, afetivos, cognitivos, no desempenho laboral, no pragmatismo, no desempenho escolar e muitos outros aspectos da vida diária.

O transtorno se origina por inúmeros fatores por isto mesmo é considerada uma condição de origem multifatorial, porém a genética é uma condição relevante e irrefutável, bem conhecida pelos estudiosos: 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar afetado e filhos de portadores, apresentam risco aumentado de apresentar a doença, quando comparados com a população geral.

O TAB acarreta incapacitação e grave sofrimento para os enfermos, para suas famílias e para a sociedade. A mortalidade entre os portadores de TAB é elevada, e o suicídio é a causa mais freqüente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se, que até 50% dos portadores tentem o suicídio, ao menos uma vez na vida e 15% efetivamente o cometem.

Também doenças clínicas como obesidade, diabetes, e problemas cardiovasculares são mais freqüentes entre portadores de Transtorno Afetivo Bipolar do que na população geral.

A associação com a dependência de álcool e outras drogas não apenas comum (41% de dependência de álcool e 12% de dependência de alguma droga ilícita), como também agrava o curso e o prognóstico do transtorno, piora a adesão ao tratamento e aumenta em duas vezes, o risco de suicídio na população de dependentes.

O início dos sintomas na infância e na adolescência é cada vez mais descrito e, em função de peculiaridades clínicas, o diagnóstico se torna difícil. Não raro, as crianças recebem outros diagnósticos, o que retarda a instalação de um tratamento adequado. Isso tem conseqüências devastadoras, pois o comportamento suicida pode ocorrer em 25% dos adolescentes portadores de TAB. Assim como a diabetes ou as doenças cardíacas, o Transtorno Afetivo Bipolar, é uma doença de duração longa, que tem que ser controlada, cuidadosamente, durante a vida da pessoa.

A alternância de estados depressivos (rebaixamento do humor) e maníacos (exaltação do humor) é a base dessa patologia. Muitas vezes, o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos, pois alguém pode ter tido um ou vários episódios depressivos, passando a receber o diagnóstico de depressão e, anos depois, ao vir a ter um episódio maníaco, o diagnóstico se modifica, pois, a presença desse episódio, revela a bipolaridade.

Os sinais e sintomas no episódio de euforia (maníaco) incluem: energia e atividade aumentadas; inquietação motora; euforia; irritabilidade exagerada; pensamento acelerado; fala muito e rapidamente, pulando de uma ideia para outra; distraíbilidade excessiva pois não consegue se concentrar direito no que faz; pouca necessidade de sono (insônia); crença super-valorizadas das próprias capacidades e poderes; juízo autocrítico deficiente; gastos excessivos; aumento do impulso sexual; abuso de álcool e drogas; irritabilidade exagerada.

Na fase depressiva, predominam humor triste, ansioso ou vazio duradouro; sentimentos de desespero ou pessimismo; sentimento de culpa, remorso e arrependimento e de menos valia; sensação de impotência ou incapacidade sexual; perda do interesse ou prazer em atividades que eram anteriormente apreciadas, incluindo sexo (anedonia); diminuição da energia; sensação de fadiga ou de estar “devagar” persistentes; dificuldade de se concentrar de recordar e tomar decisões; inquietação ou irritabilidade; dorme demais (hipersônias), ou não consegue dormir(insônia); alteração no apetite com perda ou ganho de peso não intencional; desinteresse; apatia etc.

O tratamento do TAB, é por um lado é farmacológico, com a utilização de medicamentos altamente efetivos para o controle clínico de um episódio ou outro, especialmente. Recomenda-se a utilização de estabilizadores do humor, para prevenção de recaída, considerando que o transtorno é recidivante e, em não havendo prevenção, os pacientes podem recair, agravando mais ainda, o curso natural dessa doença. (Os índices de recaídas chegam a 80 a 90% ao longo da vida).

Outras abordagens são nas Terapias Comportamentais e Cognitivas – TCC, além da Terapia Ocupacional reabilitadora. A orientação familiar é indispensável para orientar estas famílias a manejar melhor com seus enfermos.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 12/09/2020

Visitas: 221

Palavras-chave: TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR –TAB

Fonte: RUY PALHANO

Big Systems
7404834 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 25 do mês 09 de 2020