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Agora Santa Inês - CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

O PRIMEIRO PRÊMIO A GENTE NUNCA ESQUECE...

Recebi ontem em 2007, a premiação do IV PUTZ- Festival Universitário de cinema e vídeo de Curitiba. Eu e mais quatro(produção, roteiro, direção e edição) colegas da universidade  de cinema, recebemos a menção honrosa na categoria Documentário; pela obra André Cavalcanti 174.O prêmio teve um valor especial: além de ser o meu primeiro trabalho universitário em vídeo , veio de um festival que vi nascer na cidade que morei durante cinco anos.

Difícil esquecer todo a nosso entusiasmo ao ligar a câmera, e começar a dar vida ao discurso que colocamos no papel. Ao todo foram quase um ano, entre o começo da pesquisa e a edição final, onde conseguimos suprimir em quase quinze minutos o material bruto de duas horas. Muito trabalho, que nos fez aprender e ter a certeza de que trilhávamos pela escolha certa da profissão.

SOBRE O DOCUMENTÁRIO:

O documentário André Cavalcanti 174, mostra a convivência e a vida atualmente dos moradores de um cortiço, localizado próximo ao Centro da cidade do Rio de Janeiro, que ainda conserva em sua maioria os moldes arquitetônicos desta época. A disposição característica das moradias do cortiço, força uma maior integração entre os que ali habitam. O filme lança um olhar sobre os aspectos sociais e culturais, através da declaração de um historiador, que ajuda na compreensão dessas mudanças, e de depoimentos de pessoas que residem no local. Com esses relatos pode-se analisar o perfil dos moradores, e as mudanças que ocorreram a partir do desenvolvimento urbano, já que eram em sua maioria imigrantes, sendo inicialmente portugueses e hoje migrantes nordestinos.

 

A EQUIPE:

Produção: Faculdade Estácio de Sá, Núcleo de Cinema e Vídeo.

Roteiro: João Riveres, Jose Viana Filho e Luis Gabriel Lopes.

Pesquisa e entrevistas: Aline Calamara e Karen Borowinski.

Edição: Luis Gabriel Lopes.

Direção : José Viana Filho

©José Viana Filho é Bacharel em Cinema pela UNESA(RJ) e Mestre em Políticas Públicas pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais.

      Email: [email protected]  Blog: www.josevianafilho.blogspot.com.br

 

O FILME DA SEMANA

“Power”

Os grandes lançamentos da Netflix neste período de quarentena (com exceção de Destacamento Blood), têm as mesmas características: são filmes de ação com bom elenco e potencial para a criação de franquias. É uma fórmula repetida; são produções que trazem um conceito, com motivações mínimas para os personagens e entre uma cena de ação e outra, se encontra um momento de respiro, para tentar justificar as relações entre os personagens ou qualquer outra coisa. Power é o mais novo lançamento da plataforma e se enquadra em todos os quesitos citados acima; com a curiosidade de ser o filme que mais se parece com um quadrinho, apesar de ser o único dessa safra recente que não tem relação direta com a nona arte.

Na trama, uma nova droga intitulada Power, é distribuída em Nova Orleans. Essa droga permite ao usuário ter cinco minutos de super poderes, poderes estes que variam de pessoa para pessoa e podem ter efeitos colaterais irreversíveis. No combate a nova droga, um ex-soldado, um policial e uma traficante, acabam se unindo por forças das circunstâncias e precisam dar fim a distribuição da droga.

O roteiro de Mattson Tomlin é original no conceito de não adaptar nenhuma obra pregressa, porque todas as ideias e estéticas presentes no filme são oriundas dos quadrinhos (não por acaso ele é o roteirista do próximo filme do Batman), o que não chega a ser um problema, o que incomoda é a falta de criatividade em sua execução. O conceito aqui é a forma como a droga funciona. Uma droga que permite diferentes poderes, mesmo que por um curto espaço de tempo, é uma premissa repleta de possibilidades e o filme não consegue surpreender narrativamente, nem esteticamente em nenhum momento. Os efeitos imprevisíveis da droga são pouco explorados, os poderes destacados são geralmente previsíveis e os efeitos especiais oscilam muito, em alguns momentos são bem realizados, já em outros momentos são bem artificiais.

Pelo menos o roteiro é eficiente em apresentar informações aparentemente aleatórias, que posteriormente vão se encaixar na trama, em um jogo de entrega e recompensa que é sempre interessante .As motivações do trio de protagonistas e suas relações funcionam, mas o restante dos personagens são caricaturas exageradas que incomodam. Seja a traficante sul americana, a dona da companhia produtora da droga, mas principalmente o traficante Biggie (Rodrigo Santoro), o personagem mais próximo de um vilão presente na trama, que traz diálogos e momentos constrangedores.

A dupla de diretores Henry Joost e Ariel Schulman (Atividade Paranormal 3, Nerve) traz um colorido vibrante para o filme, característica esta, presente em outras obras da dupla, dão ao longa um tom de violência um pouco acima do normal nesse tipo de produção, mas perdem a mão em um frenesi injustificado na montagem das cenas de ação: são cenas repletas de cortes rápidos que se tornam confusas, prejudicando o entendimento de toda a mise-en-scène do filme.

Certamente o ponto alto do filme é o elenco que dá vida ao trio principal, que se não estão em seus melhores papéis, ao menos funcionam muito bem na proposta do longa. Destaque para a jovem Dominique Fishback (O Ódio que Você Semeia), que interpreta Robin, a traficante que sonha ser cantora de rap e traz em seu figurino as cores do famoso personagem que leva o seu nome.

No fim das contas, Power termina como um filme de boas ideias mal aproveitadas (mesmo que não sejam inovadoras), e que acaba soando bem genérico. Falta um diferencial, algo que tire ele do grupo de filmes esquecíveis que todos nós teremos ao final desse período de quarentena. 

Felipe Fernandes é Bacharel em Cinema pela Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro). Formado em Direção cinematográfica pela New York Film Academy (Los Angeles). Formado em Roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Vídeomaker, publicitário e crítico de cinema.

E-mail para contato: [email protected]

Instagram: @moviola.insta

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 16/09/2020

Visitas: 66

Palavras-chave: CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

Fonte:

Big Systems
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