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Agora Santa Inês - CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

DOCUMENTÁRIOS

O MUNDO MÁGICO DOS TRAPALHÕES

Os trapalhões acumularam recordes e mais recordes de bilheterias no nosso cinema nacional; são tantos filmes que fizeram a infância e adolescência de gerações de brasileiros, que merecem uma série de capítulos separados nessa coluna de cinema. Fenômenos da televisão brasileira, Didi, Dedé , Mussum e Zacarias não só alegravam as noite de domingo nos lares brasileiros, como também, tornavam as férias da crianças brasileiras mais divertidas, projetados nas telas dos cinemas em todo país.

Em 1981, o grande documentarista Silvio Tendler, dos sucessos  Jango (um milhão de espectadores) e Os Anos JK (com oitocentos mil espectadores), recebe a incumbência de fazer um documentário em comemoração dos quinze anos dos Trapalhões. Então o quarteto mágico é visto de outra forma: a ficção dá lugar as cenas dos bastidores, da vida profissional mambembe deles, e diversos aspectos pessoais dos humoristas.

Silvio com seu olhar atento, acaba nos brindando com um recorte obrigatório, para quem quer conhecer mais a fundo a história dos famosos palhaços. Os trapalhões ajudaram e muito na narrativa, pela imediata simpatia que todos imprimem na tela. Com narração de outro gênio do humor, Chico Anysio, O MUNDO MÁGICO DOS TRAPALHÕES é até hoje a maior bilheteria de um documentário nacional, com um milhão e oitocentos mil espectadores. Um número difícil de ser batido até hoje, e que fez jus ao talento do quarteto para “chamar” o público as salas de cinema.

O MUNDO MÁGICO DOS TRAPALHÕES é um desses encontros raros e geniais de criador (Silvio Tendler ) e criatura (os Trapalhões), que vez ou outra se atraem e nos bridam com obras geniais. Encontrem o filme pelos sites da vida, e vejam que tenho toda razão em rasgar elogios ao documentário.

©José Viana Filho é Bacharel em Cinema pela UNESA(RJ) e Mestre em Políticas Públicas pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais.

      Email: [email protected]  Blog: www.josevianafilho.blogspot.com.br

CINE MEMÓRIA

SHIRLEY TEMPLE – A princesinha de Hollywood

“ Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?

- Não é no cabelo, no dengo ou no olhar, é ser menina por todo lugar.

- Então me ilumina, me diz como é que termina?

- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar...”

Poucos artistas conseguem fazer a transição de ator mirim para idade adulta. Elizabeth Taylor e Natalie Wood, são exemplos positivos dessa mudança; já Shirley Temple não teve a mesma sorte. A menina de cachos dourados é considerada até hoje, um dos maiores fenômenos de bilheteria de Hollywood. Começou a carreira com apenas três anos de idade,  e emplacou os filmes Alegria de Viver (1934), Olhos Encantadores (1934), A Queridinha da Família (1934), A Pequena Órfã (1935), Pobre Menina Rica (1936), e A Princesinha (1939).

Shirley Temple(1928-2014), nasceu em Santa Mônica, Estado da California, sua mãe Gertrude Amelia Temple sempre incentivou a filha para carreira artística, matriculando-a na Escola de Dança Meglin(Los Angeles). E não demorou muito para Shirley ser descoberta por Charles Lamont, diretor e produtor, para logo em seguida a pequena Temple assinou contrato com a produtora Educational Pictures. Em 1932 fez seu primeiro filme : The Red-Haired Alibi, depois trabalhou na Universal, Paramount e a Warner, em pequenos papeis, e ainda em 1932, sua produtora Educational Pictures entra em falência, desta forma George Francis assume a carreira da filha como seu agente.

A Fox Film, em 1933 convida Shirley para um teste para o filme Stand Up and Cheer(Alegria de Viver-1934), o teste agradou ao compositor Jay Gorney, e Temple consegue o papel para interpretar Shirley Dugan. O filme conta a história de pessoas, que procuram um motivo para serem felizes durante a Grande Depressão (1929 até a dec. de 30). Em Baby Take a Bow(1934), dança e canta com o ator James Dunn, o filme também foi um sucesso de bilheteria, levando a FoxFilm a prorrogar o contrato de Temple.

O sucesso de Shirley Temple já era notório em 1934, e foi emprestado para Paramount para filmar Little Miss Marker(1934), também foi muito bem recebido pelo público, elevando Shirley Temple a sinônimo de entretenimento saudável para família. A menina dos cachos de ouro, já havia alcançado o auge do seu sucesso, com direito a camarim exclusivo feito pela Twentieth Century Fox ,como também, foi a primeira atriz infantil a receber o Oscar Mirim; ninguém poderia supor que Temple não faria mais sucesso após a idade de doze anos.

Embora os produtos que levavam o nome de Temple vendessem muito, a atriz já não arrecadava tanto nas bilheterias. Ela fez alguns filmes emprestada para outros estúdios, mesmo não tendo prejuízo de bilheteria, não alcançou o sucesso que sempre tinha em seus filmes. Após dez anos fora das telas, Temple retorna em 1958 já com 30 anos, narrando a serie televisiva na NBC, a bem sucedida Livro de Histórias de Shirley Temple.

Mas foi na política que Shirley Temple se realizou após sua retirada da vida artística, servindo como Embaixadora dos Estados Unidos na Checoslováquia (23 de agosto de 1989 – 12 de julho de 1992), sendo nomeada pelo presidente George H. W. Bush. Shirley Temple faleceu em 2014 aos 85 anos, rodeada por seus familiares. A eterna menina de cachos de ouro, será sempre lembrada como uma grande atriz mirim que sempre levou alegria a seus admiradores, seu legado é inesquecível.

 ©Luciana Lima Viana é Doutoranda em Ciência da Educação pela Universidade Nacional de Rosário(Argentina) e pesquisadora e amante do cinema dos anos 40 , 50 e 60 hollywoodiano.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 10/10/2020

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Palavras-chave: CINE MIX : A coluna de cinema do AGORA SANTA INÊS

Fonte:

Big Systems
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