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Agora Santa Inês - Atividade física e impactos na saúde mental e social

Atividade física e impactos na saúde mental e social

A cada dia crescem as evidências que o homem contemporâneo, produto de uma era repleta de novos conhecimentos, pode viver mais e melhor. Esta é, certamente, uma das mais importantes notícias que todos nós queríamos ouvir, pois a busca da longevidade e da vida eterna é uma das mais antigas e permanecerá sendo uma das mais importantes aspiraçõeshumanas.

Nos últimos 50 anos demos um salto muito grande na conquista da qualidade e em nosso estilo de vida, muito embora essas conquistas e avanços estejam repletas de contradições incongruências, mesmo assim atingindo índices de longevidade nunca antes alcançados. Sabe-se, que para atingirmos esses patamares de crescimento, desenvolvimento  e bem estar geral foi necessário a colaboração de muitos fatores os quais, garantiram tais conquistas: os avanços da Nutrologia, da biologia, da bioquímica, da Imunologia, da fisiologia, da genética, da farmacologia de neurofisiologia e das ciências comportamentais.O avanço científico nesses conhecimentos foi imprescindívelpara chegar onde chegamos. Por outro lado as conquistas sociais, culturais e econômicas e a maior participação de todos na cadeia produtiva e no trabalho, contribuem sobremaneira para essas conquistas.

A Revista Médica Britânica "Lancet", há alguns anos, publicou artigo mostrando que 5,3 milhões de mortes por ano no mundo estão relacionados ao sedentarismo. Para os pesquisadores, a falta de atividade física diminui a expectativa de vida da mesma forma que o tabagismo e a obesidade. E essa condição, responde por 10% das doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares. Para a OMS, praticar esportes é fundamental para o corpo e para a mente e ajuda a prevenir doenças como diabetes e hipertensão e outros agravos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é considerado o quarto maior fator de risco de mortes no mundo.

Dados do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUP, de 2016, nos dão conta que, a cada ano, cerca de 300 mil brasileiros morreram em decorrência de doenças relacionadas à inatividade física. Em outras palavras, o sedentarismo, mata muitas pessoas em nosso país e no mundo.

Especificamente sobre a saúde mental, um trabalho realizado com um grupo de mais de 700 indivíduos idosos sem demência, desenvolvendo níveis elevados de atividades físicas nas 24 horas, avaliada objetivamente pela actigrafia (que mede o ciclo de atividade/repouso através dos movimentos do pulso), verificaram que estes indivíduos apresentavam um menor risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer, bem como uma taxa mais lenta de declínio cognitivo. Esta descoberta dos pesquisadores apoia os esforços dos mesmos para incentivar a atividade física, mesmo em pessoas muito idosas.

Portanto, a atividade física e os exercícios físicos, diminui o risco de declínio cognitivo e demência. Isto é, uma pessoa com baixa atividade física diária, apresenta um risco 2 vezes maior de desenvolver Doença de Alzheimer (DA), em comparação com um exerça um exercício físico regular.

O nível de atividade física cotidiana global está associado com uma taxa mais lenta de declínio cognitivo global, particularmente para a memória episódica, memória de trabalho, velocidade na percepção e habilidades visuais / espaciais. Isto é, todas as funções cognitivas se beneficiam com atividade física regular.

Os estudos também demonstram que não é só através do exercício físico ou da atividade física, que se vive bem, o incremento das atividades cognitivas, ocupacionais, recreativas, a arte, a criatividade, e outras atividades intelectuais e ocupacionais, são condições inexoravelmente, associadas com um maior desempenho cognitivo e com a qualidade de vida na velhice. Indivíduos mais velhos, para quem a participação no exercício formal esteja limitada por problemas de saúde, pode se beneficiar de um estilo de vida mais proativo através do aumento de todo o espectro de atividades de rotina. Isto é, mesmo que a pessoa não pratique formalmente o exercício, mas se tem uma vida ativa, também se beneficiam evitando muitos transtornos neuropsiquiátricos.

Portanto, atividade e o exercício físicos não são algo adstritos, só a promoção da beleza, mas também e, principalmente, à saúde, a vitalidade e a longevidade e a qualidade de vida de álcguém, pois essas práticas impedem o surgimento de muitos transtornos físicos, psíquicos e sociais graves e avassaladoras, especialmente, em populações de idosos.

Não é de hoje que se sabe que a ocupação é fonte de saúde. Desde que essa ocupação seja inspirada por prazer e disposição. Isto é, exercer atividades prazerosas e que lhe dê contentamentos. Muitas pessoas, equivocamente, ao se aposentarem de seus trabalhos habituais, ou por tempo de serviço ou por idade, abandonam inteiramente as atividades que lhes eram comuns, e se se entregam a uma vida improdutiva, ociosa, desocupada, achando que já trabalhou muito e, portanto, deve “ficar sem fazer nada”. Isso é um tremendo equívoco de avaliação vital. Essas pessoas ao se aposentarem, o fizeram, de uma atividade formal, regular e corriqueira, porém a vida de cada uma prossegui, continua, sem interrupção e isso vai permanecer, aposentado ou não.A vida permanece, o cérebro permanece os órgãos estão ávidos por atividades e quando se tornam impedidos disso, essas pessoas pagarão um preço caro com o surgimento de muitas doenças originarias dessa inatividade.

Entre as doenças neuropsiquiátricas e emocionais muito comuns nessas condições, encontra-se: quadros depressivos, com variadas gravidades, transtornos desadaptativos, transtornos ansiosos (TAG), desajustes emocionais, uso de álcool (alcoolismo) e de outras drogas. Obesidade mórbida, insônia, alterações do humor e do apetite, hipopragmatismo e da função executiva, figuram entre os principais transtornos médicos e psicossociais muito ligados ao sedentarismo.

Ainda do ponto de vista da saúde mental e psiquiátrico, sabe-se, que ao nos exercitarmos, estimulamos a funcionalidade de uma rede enorme de neurotransmissores cerebrais, substâncias imprescindíveis à nossa saúde global (física, psíquica e social), sem os quais, dificilmente, desfrutaríamos com plenitude de saúde e bem-estar. São substância proteicas, vitais para garantir as funções do cérebro e de muitos outros órgãos indispensáveis à saúde.

Nossa vitalidade e nosso comportamento, depende da funcionalidade do cérebro. Ele garante tudo o que fazemos, o que pensamos, sentimos, reagimos. Portanto, tratar bem dele é nosso dever e nossa obrigação e nada melhor que uma vida ativa e pragmática.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 17/10/2020

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Palavras-chave: Atividade física e impactos na saúde mental e social

Fonte: RUY PALHANO

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