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Agora Santa Inês - Autonomia, o que seria de nós sem ela?

Autonomia, o que seria de nós sem ela?

O termo autonomia, deriva do grego antigo α?τονομ?α, autonomia: auto, "de si mesmo"; nomos, "lei", ou seja, "aquele que estabelece suas próprias leis". Esse termo pode ser aplicado em difeentes sentidos: na moral, na política, na filosofia, na sociologia, na medicina, na bioética, etc. Devemos entendê-la como a capacidade de um indivíduo tomar conta de si mesmo, de tomar decisões, ser livre.

                Sobre a autonomia John Milton (1608 - 1674) representante do classicismo inglês, politico, dramaturgo, estudioso de Religião e autor do célebre livro O Paraíso Perdido, dizia: “acima de todas as liberdades, dê-me a de saber, de me expressar, de debater com autonomia, de acordo com minha consciência”.

           Em psicologia, é a capacidade de se autodeterminar e filosoficamente, o conceito de autonomia nos remete ao de liberdade e a qualidade de uma pessoa tomar suas próprias decisões, com base na razão. Nessa perspectiva, o indivíduo não é condicionado a agir, mas sim impulsionado por uma autoexigência, sua autonomia. “Para Immanuel Kant, servir-se da sua própria razão é ser autónomo e, portanto, livre”.

          Autonomia é a capacidade de governar-se pelos seus próprios meios. Kant (1724-1804), afirmava tratar-se da “capacidade da vontade humana de se autodeterminar segundo uma legislação moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou exógeno com uma influência subjugante, tal como uma paixão ou uma inclinação afetiva incoercível”.   

           Todos, indistintamente e, em condições naturais de crecimento e desenvolvimento, buscam sua autonomia e isso se dá em um processo. Não nascemos autônomos nem está está aqui, ném acola, nós a contruimos e a conquistamos. Para tando, faz-se necessario,  condiçóes pessoais endógenas satisfatórias, ter uma genética favorável que granta seu crecimento, e uma estrutura biológia plena em um contexto ambiental.

         O processo se inicia com nosso nascimento e se estende ao longo dos anos. E, daí se prossegue por longo tempo. Após conquistá-la se sucede outra etapa importante que é a de a matê-la. Ninguém, em condiçóes naturais de se denvolvimento psicossociocultural, quer perdê-la. Nossa autonomia quiça, seja a maior de todas as nossas grandes conquistas, por isso trata-se de uma importante tarefa na educação de uma criança. A educação, ao mer ver deveria dá prioridade ao processo de conquista da autonomia, como meta fundamental no processo pedagógico, pois outras conquistas derivam desse paradígma. 

           Fazê-la valer é a mais importante tarefa entre tantas, mas por sua complexidade, poucos o fazem. Em sentido clínico,  autonomia é um marcador importante no binômeno saúde/doença. Além do que, pode ser aplicada em suas diferentes contextos: biológico, sociológico, cultural e psiquiátrica. A autonomia caminha livremente de um tereeno de saúde á de uma enfermidade.

             Do ponto de vista especificamente psiquiátrico, a autonomia é um indicador importante de saúde mental, pois a absoluta maioria das doenças mentais, independente da natureza, evolução e curso,  apresentaram distintos graus de comprometimento da autonomia dos seus portadores. De tal forma que quando mais afetada a funcionalidade da autonomia em diferentes contextos, mais gravemente se encontram tais enfermos. Ao ponto de, em alguns casos, haver total deterioração da capacidade de autonomia de tais pacientes.

               Do ponto de vista fenomenológico, observa-se que certas pessoas ao desenvolverem episódios iniciais de depressão, ansiedade, inicio de uso de drogas e quadros hipomaníanos, ou mesmos inicios de quadros demenciais e ou doenças cérebro vasculares, já apresentram certo grau de comprometimento da sua autonomia. E, esses transtornos ao prosseguirem, o comprometimento no exercício da autonomia  irá se comprometendo acentuadamente e ao acontecer isso acentuam-se, tambem, simultaneamente, o quadro clínico dessas doenças.

           Portanto, quanto mais precocimente forem adotadas medidas de tratamentoos aos estágios estágios uma doença mental, menores serão os prejuizos elas apresentarão ante quanto a autonomia dessas pessoas. Por outro lado,  quanto mais evouida estiver uma doença, maior deterioração se observará na autonomia desses enfermos. Doenças como a esquizofrenia, transtorno bipólar residual, uso crônico de drogas, doentes cérebro vaculares e demenciais, em seus etados residuais, apresentam comprometimento pronunciado em sua capacidade de autonomia em todos os sentidos.

            Sofrimentos crônicos, dores atrozes, grandes decepções, percas profundas e implacáveis, desengajamento social e desenraizamento biológico e sociocultural, são condições comumente associados a comprometimento da autonomia do suijeitos. Grandes guerras, grandes tragédias e outras ocorrências traumáticas que nos atingem de forma avassaladora são capazes de afetar nossa aoutonomia de forma profunda.

             Vivemos em uma época em que as pessoas estão adoecendo por estarem compartilhando pouco, se dando pouco uns aos outros. Uma sociedade em que os indivíduos se fecham, e se trancam em si mesmos. Uma sociedade sem referencias estruturadas e profundas onde as poucas que sobrevivem, aos poucos desaparecem.Uma sociedade em que tudo se dá de forma rápida, superfical e periférica. As relações estão se tornando cada vez mais frouxas e distantes dos indivíduos. As condições de vida atual colaboram para a desautonomização das pessoas, por isso as mesmas se tornam mais um, na multidão.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 14/11/2020

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Palavras-chave: Autonomia, o que seria de nós sem ela?

Fonte: RUY PALHANO

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