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Agora Santa Inês - COILUNA ESTADO DE ALERTA 1561

COILUNA ESTADO DE ALERTA 1561

 

CARTA PARA O ALÉM

Jorge Motta

Aqui a Pandemia da COVID-19 continua ganhando a corrida, com tantas incertezas, sofrimentos, mortes e disputas políticas intensas, numa batalha para ver quem mais aparece na fogueira das vaidades.

Mais uma vez, saudoso dos amigos que já se foram, volto a escrever na esperança de que a vida seja eterna; vocês aí e eu ainda aqui assistindo a decadência da humanidade.

Estou em Brasília, capital da República Federativa do Brasil, construída no governo do Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira e inaugurada no dia 21 de abril de 1960.

Não é Estado nem Município, mas tem governador, vice-governador, três senadores, oito deputados federais e 24 deputados distritais, representação democrática, mas que só tem piorado a governabilidade. Não se espante meu grande amigo Elmo Serejo Farias, você que a governou durante cinco anos, de abril de 1974 a abril de 1979, é natural que aí do Céu onde está, esteja incrédulo.

Até agora, já contabilizamos 14 governadores de Brasília depois de você, escolhidos ou eleitos. Nenhum chegou perto de você em avaliações, nem em honestidade.

Não estou mentindo amigo, alguns até estão respondendo a processos por corrupção.

Entretanto, o que me leva a escrever estes registros são as inacreditáveis mudanças de comportamentos éticos  e  honestidade dos políticos e seus apadrinhados, que exercem cargos relevantes na gigantesca e paquidérmica máquina estatal brasileira.  São coadjuvantes também, dirigentes de empresas privadas, nas práticas de corrupção.

Nada se compara ao tempo que você governou a cidade, nomeado pelo Presidente Geisel, com a incumbência de preparar um programa de governo que priorizasse  o Sistema Viário e obras voltadas para a infraestrutura da cidade, objetivando a fixação da Capital da República, cujas vozes do atraso daquela época começavam a pedir o retorno da Capital para o Rio de Janeiro.

Você, engenheiro experiente, competente e já consagrado, por ter comandado a modernização viária da Cidade de Salvador da Bahia como superintendente da SURCAP e, posteriormente, também, superintendente do Centro Industrial de Aratu no período da industrialização do Estado, cumpriu a missão com louvor.

Lembro-me do seu empenho pessoal construindo aqui o Parque da Cidade, maior parque urbano do mundo, hoje patrimônio da população de todos os níveis sociais de Brasília. A ligação da W3 Sul à W3 Norte, há muito incluída em cartão postal da cidade. E a Estrutural? ligando o Plano Piloto à Taguatinga. A oposição da época dizia que era a estrada que ligava nada a coisa nenhuma. Hoje, amigo, para dar vazão ao tráfico intenso nos horários de pico, ele é invertido nas seis pistas que você construiu, com a visão de crescimento de Brasília. O término da Ponte Costa e Silva, no Lago Sul, construção parada durante quatro anos por erro de projeto. A duplicação da Avenida das Nações. A Criação da área Octogonal. Tudo sem qualquer caso de corrupção.

A NOVACAP, TERRACAP, CAESB, CEB, SHIS tiveram a sua permanente atenção e apoio às diretorias compostas por executivos competentes que aqui destaco: Mauro Fecury, na Novacap, Armando Colavolpe na Terracap, Francisco Batista na Caesb, Aloysio Faria na Ceb e Dilson Reheem, na Shis. Um time de primeira divisão, entre tantos que você escolheu.

A Pandemia de um vírus denominado COVID-19 que já matou, até agora, mais de um milhão de pessoas em todos os continentes, produzindo caos social e econômico, nunca visto na história universal, é a tragédia diária que estamos enfrentando há quase um ano. Aliou-se à corrupção como mais um flagelo.

Ainda não existe vacina para a imunização das populações, nem para a corrupção.

“Nada mais tenho a oferecer senão, sangue, trabalho, suor e lágrimas” disse Churchill ao assumir o cargo de 1º Ministro da Inglaterra, durante a 2ª Guerra Mundial, no século passado. É mais ou menos o que estamos vendo acontecer aqui no Brasil e no resto do mundo.

Está na Bíblia Sagrada, Eclesiastes: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer, e tempo de morrer e tempo de curar”.

Resta-nos rezar em busca do tempo de curar.

Espero amigo, poder te encontrar um dia aí no céu, quem sabe.

Jorge Motta é jornalista

CHUMBO QUENTE

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Politica

Data: 14/12/2020

Visitas: 240

Palavras-chave: COILUNA ESTADO DE ALERTA 1561

Fonte:

Big Systems
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