• Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
  • Agora Santa Inês -
Agora Santa Inês - UM CONTO DE NATAL:  UM POUCO MAIS SOBRE A NARRATIVA QUE INSPIROU TANTAS OUTRAS ESTÓRIAS NATALINAS

UM CONTO DE NATAL: UM POUCO MAIS SOBRE A NARRATIVA QUE INSPIROU TANTAS OUTRAS ESTÓRIAS NATALINAS

Por Isabella Silveira

 São quase dois séculos que separam a estória do livro “Um Conto de Natal” pro nosso 2020 pandêmico; entretanto, os ensinamentos são mais atuais do que nunca!

Para quem não sabe, esse livro publicado pela primeira vez em 1843 possui várias adaptações no cinema; dentre elas, uma das minhas favoritas: “O Grinch” (lançado em 2000). Mas o que essa obra do inglês Charles Dickens tem de tão especial?

Apenas aquele clássico provérbio de que “o simples precisa ser dito” por meio de uma narrativa a qual resgata que a humildade dos ensinamentos é capaz de amolecer qualquer coração de pedra. O livro “Um Conto de Natal” conta a história de Ebenezer Scrooge, um senhor de idade, super chato, que não se relaciona com ninguém, nem mesmo com os parentes. É ranzinza, rabugento, dessas pessoas  capazes de se irritarem com qualquer aparição de vizinhos ou seres humanos, coisas, além de Scrooge ser muito mão de vaca e odiar as festividades natalinas. Cruzes!!

Já no início desse conto, o autor dá um panorama da vida do senhor Scrooge. Após a morte do seu sócio Marley, ele assume o controle total dos negócios com rédeas sempre curtas, e se orgulha de ser assim.

“Duro como uma pedra de isqueiro, da qual jamais alguém conseguiu arrancar uma centelha de generosidade, era, além disso, taciturno, arredio, fechado em si mesmo como uma ostra. Essa frieza e insensibilidade acabaram por transparecer no rosto [...]” diz o livro.

O problema todo é que a rabugice de Scrooge tem reflexos em outras pessoas, e afeta diretamente a vida delas, como é o caso do funcionário Roberto Cratchit, o qual passa frio durante o trabalho, já que o patrão lhe nega até carvão para atiçar o fogo da lareira. (O auge, gente!).

Cratchit é um homem bondoso, que precisa do serviço para sustentar a numerosa família, por isso suporta o trabalho e o patrão, chegando até a rezar por ele - assim como Frederico, sobrinho de Scrooge que tenta de todas as maneiras inserir o tio no seio familiar, a fim de fazê-lo comemorar o Natal; porém, aqui, o encanto que atinge a todos nessa época não tem vez. Scrooge abomina veemente a data comemorativa, a ponto de zombar do convite do sobrinho, rechaçar obras de caridade e proibir a folga do funcionário neste dia.

 Contudo, em uma noite específica, alguns fantasmas aparecem para dar uma lição de vida a Scrooge, na véspera da data, quando ele chega em sua casa e algumas coisas bizarras começam a acontecer. Entre eles, o fantasma de Marley, seu antigo sócio que morreu há alguns anos, aparece de uma forma medonha – cheio de correntes  presas em sua cintura – com um recado: enquanto vivo, ele tinha sido exatamente como Scrooge e sua punição estava sendo vagar por toda a eternidade carregando essas correntes, mas ainda havia esperança para Scrooge. Mas não é só isso; Continuando a onda da visita e reflexão sobre os atos de Scrooge, o Fantasma do Natal Passado leva-o para revisitar alguns momentos de seu passado e, com isso, pessoas que eram importantes para ele.

Já o Fantasma do Natal Presente, leva Scrooge para a casa de seu único funcionário, para que possa ver como ele e sua família estão vivendo (ou melhor, sobrevivendo, visto que nem comida direito eles possuem e, ainda assim, agradecem a vida do patrão em suas orações). Por último, o Fantasma do Natal Futuro leva Scrooge para, obviamente, o futuro - em que ele acaba no esquecimento por não ter sido uma pessoa gentil aqui na terra, de nenhuma forma. Diante dessa situação toda, Scrooge, ao olhar para a própria vida e ver o mal que tem causado a todos, consegue ter uma segunda chance na vida e decide mudar sua perspectiva de mundo, bem como o tratamento com as pessoas da sua cidade; principalmente com o seu sobrinho e seu funcionário fiel.

São simples lições de humildade, bondade, solidariedade, amor ao próximo, caridade, benevolência, que deveriam ser rotina de todos nós, mas que em algumas pessoas, precisam ser estimuladas. Resumindo;  “empatia” meus amigos, já chamava atenção em 1843, imagina então como devemos olhar para isso nos dias de hoje.

Um último fato curioso aqui é que com essa história – que Dickens escreveu em menos de um mês – ele conseguiu salvar o Natal em uma época em que essa comemoração estava em declínio por conta do êxodo rural, e da crescente desigualdade social, em que muitas pessoas viviam em condições miseráveis. Dickens aproveitou para fazer uma crítica social e tentar reacender nas pessoas o espírito natalino de generosidade e caridade.

O livro foi um sucesso tão grande que popularizou a expressão Feliz Natal (Merry Christmas) e se tornou um clássico de Natal que inspirou e inspira até hoje muitas adaptações em diferentes formatos. Sabe o Tio Patinhas? Foi daí que surgiu!

 

Isabella Silveira @zabellasilveira  - Instagram

Atriz, Advogada, Cantora, Modelo e Digital Influencer 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 23/12/2020

Visitas: 69

Palavras-chave: UM CONTO DE NATAL: UM POUCO MAIS SOBRE A NARRATIVA QUE INSPIROU TANTAS OUTRAS ESTÓRIAS NATALINAS

Fonte: Isabella Silveira

Big Systems
8403816 visitas no Portal www.agorasantaines.com.br hoje 20 do mês 01 de 2021