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Agora Santa Inês - Autonomia na perispectiva da saúde mental

Autonomia na perispectiva da saúde mental

O termo autonomia, deriva do grego antigo α?τονομ?α, autonomia: auto, "de si mesmo"; nomos, "lei", ou seja, "aquele que estabelece suas próprias leis". Esse termo pode ser aplicado em difeentes sentidos: na moral, na política, na filosofia, na sociologia, na medicina, na bioética, etc. Devemos entendê-la como a capacidade de um indivíduo tomar conta de si mesmo, de tomar decisões, ser livre.

           Em psicologia, é a capacidade de se autodeterminar, se autoconduzir e tomar conta de si mesmo. Filosoficamente, o conceito de autonomia nos remete ao de liberdade e a qualidade de uma pessoa ter suas próprias decisões, com base na razão. Nessa perspectiva, o indivíduo não é condicionado a simplesmente agir, mas suas ações serem impulsionadas por sua plena consciência e por sua própria autoexigência, isso garante sua autonomia.

           Para Immanuel Kant (1724 - 1804) filósofo alemão, fundador da Filosofia Crítica, afirmava:  “servir-se da sua própria razão é ser autónomo e, portanto, livre”. Nesse sentido a autonomia é a capacidade das pessoas se autogovernarem pelos seus próprios meios. Kant, ainda afirmava tratar-se da “capacidade da vontade humana de se autodeterminar segundo uma legislação moral por ela mesma estabelecida, livre de qualquer fator estranho ou exógeno com uma influência subjugante, tal como uma paixão ou uma inclinação afetiva incoercível”.   

           Todos, indistintamente e, em condições naturais de crecimento e desenvolvimento, buscam sua autonomia e isso se dá em um processo. A autonomia se desenvolve e se conquista, nascemos com a vocação para nos tornarmos autônomos, mas não herdamos isso de forma imediata. Isto é, não nascemos autônomos nem está está aqui, ném acola, nós a contruimos e a conquistamos. Para tando, faz-se necessario,  condiçóes pessoais endógenas satisfatórias, ter uma genética favorável que granta esse processo de desenvilvimento e uma estrutura biopsicossocial, plenamente satisfatória.

         O processo se inicia com nosso nascimento e se estende ao longo dos anos. Na fase adulta você define-se como ser autônomo e daí para frente consolida-se plenamente e daí se prossegue-se no curso do tempo. Após conquistá-la sucede-se outra etapa importante que é a de exercitar e manter sua autonomia. Ninguém, em condiçóes naturais de se denvolvimento psicossociocultural, quer perdê-la. Nossa autonomia quiça, seja a maior de todas as nossas grandes conquistas, por isso trata-se de uma importante tarefa na educação de uma criança, desde cedo procuar estimular e oportunizr o desenvolvimento dessa pecculiaridade humana. A educação, ao mer ver deveria dá prioridade ao processo de conquista da autonomia, como meta fundamental no processo pedagógico, pois outras conquistas derivam desse paradígma. 

           Fazê-la valer é a mais importante tarefa entre tantas, mas por sua complexidade, poucos o fazem. Do ponto de vista psiquiátrico,  a autonomia é um marcador importante no binômeno saúde/doença. Além do que, pode ser aplicada em outros diferentes contextos: biológico, sociológico, cultural, econômico. A autonomia sobre influência direta dessas enorme variáveis e a cada uma dessas circunstância ela se expressa de forma diferente e caminha livremente de um tereno de saúde á de uma enfermidade.

             Do ponto de vista, especificamente psiquiátrico, a autonomia é um indicador importante de saúde mental, pois a absoluta maioria das doenças mentais, independente da natureza, evolução e curso,  apresentaram distintos graus de comprometimento da autonomia dos seus portadores. De tal forma que quando mais afetada a funcionalidade da autonomia em diferentes contextos, mais gravemente se encontram tais enfermos. Ao ponto de, em alguns casos, haver total deterioração da capacidade de autonomia se manifestar em tais pacientes.

               Do ponto de vista fenomenológico, observa-se que certos sujeitos em episódios leves de depressão, portadores de alguns tipos de Transtornos de Personalidade, Transtornos de Ansiedade, dependências de álcool e de outras drogas, Episódios Maníacos ou Hipomaníanos, ou em quadros demenciais e/ou doenças cérebro vasculares, essas pessoas já esboçam certos graus de comprometimentos da sua autonomia e de sua independência. E, na evolução desses transtornos os compromtimentos se acentuam drasticamente, agravando, sobremaneira, a evolução, o prognóstico e o tratamento dessas condições médicas.

           Outro aspecrto importante,  ante o comprometimento da autonomia nas doenças mentais, é a evolução desfavoráveis dessas doenças nesses enfermos. Quanto mais no inicio estiver a doença e tratar de forma eficaz, menores serão os prejuizo no âmbito da autonomia. Por outro lado,  quanto mais evouída estiver uma doença, maiores serão as alterações psicopatológicas observada no processo de autonomia desses enfermos. Doenças como a Esquizofrenia, Transtorno Afetivo Bipolar, dependentes crônicos de drogas e de álcool, doentes cérebro vaculares e demencias, em seus etados finais (crônicos), eles apresentam comprometimento pronunciados e muitas das vezes irreversíveis, em níveis variados, de comprometimento de sua capacidade de autonomia.

            Sofrimentos crônicos, dores atrozes, grandes decepções, percas profundas e implacáveis, desengajamento social e desenraizamento biológico e sociocultural, são condições comumente associados a comprometimento da autonomia do suijeitos. Grandes guerras, grandes tragédias e outras ocorrências traumáticas que nos atingem de forma avassaladora são capazes de afetar nossa aoutonomia de forma profunda.

             Vivemos em uma época em que as pessoas estão adoecendo por estarem compartilhando pouco, se dando pouco uns aos outros. Uma sociedade em que os indivíduos se fecham, e se trancam em si mesmos. Uma sociedade sem referencias estruturadas e profundas onde as poucas que sobrevivem, aos poucos desaparecem.Uma sociedade em que tudo se dá de forma rápida, superfical e periférica. As relações estão se tornando cada vez mais frouxas, efêmeras e distantes dos indivíduos. As condições de vida atuais, colaboram para a desautonomização das pessoas, por isso, as mesmas se tornam muito vulneráveis a distintas influencias sociais e culturais, sem as quais venham a ter qualquer inflência sobre as mesmas.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 20/02/2021

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Palavras-chave: Autonomia na perispectiva da saúde mental

Fonte: RUY PALHANO

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