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Agora Santa Inês - Prefeitura de Santa Inês banca para a Caixa e outros bancos  estrutura caríssima por tempo indeterminado

Prefeitura de Santa Inês banca para a Caixa e outros bancos estrutura caríssima por tempo indeterminado

A Prefeitura Municipal de Santa Inês, através de algumas secretarias, entre elas a de Saúde, Obras e Infraestruturas, inaugurou na segunda-feira (5) na Avenida Luís Muniz e no entorno da agência da Caixa Econômica Federal,  uma megaestrutura com quatro tendas novas, ao menos umas 500 cadeiras, sensores que detectam a temperatura das pessoas, álcool em gel, passarela para desinfectar sapatos ou calçados em geral, pessoal para manter funcionando toda a estrutura e outros equipamentos e gastos, tudo para proteger as milhares de pessoas que recorrem àquela instituição bancária federal, e por consequência “proteger também a população de Santa Inês, contra a contaminação da covid19”,  uma vez que a maior parte das pessoas que procuram a Caixa no dia a dia em Santa Inês, são, salvo engano, de mais de 20 municípios da região. Por sua vez, a Caixa teria entrado na parceria com banheiros químicos, alguns fiscais e água. E tudo isso por tempo indeterminado. Não se sabe ao certo quanto vai custar todo esse investimento para a Prefeitura de Santa Inês, mas é bom lembrar que por melhor que seja a intenção da Prefeitura, esses valores vão impactar em talvez centenas de milhares de reais para os cofres públicos, levando-se em consideração o altíssimo preço que dizem, a prefeitura já pagou ou vai pagar por mês para os donos dessa estrutura que seriam inclusive de outra cidade, como denunciou um apresentador de TV da cidade.

CUSTAS DA CAIXA

Na verdade, esse tipo de parceria de Prefeitura Municipal com a Caixa Econômica (e fala-se até em outros bancos) não se tem conhecimento em outras localidades, e nem mesmo em capitais, visto que a Caixa é quem deve bancar o ônus do atendimento de seus correntistas, ou traçar estratégias que evite aglomeração, atendendo-os por mês de nascimento, dia, ou até mesmo pela idade, vez que não há como atender 2 mil pessoas por dia em qualquer agência do porte da de Santa Inês. Nesse particular, tem razão o superintendente executivo de varejo da Caixa, Artur Ferreira, quando em vídeo parabeniza a estrutura que a prefeitura colocou à disposição “para proteger” seu povo. Claro, o superintendente não deve ter visto nada disso em lugar nenhum, bancado por uma prefeitura.

FALTA DIVULGAR OS VALORES

Por outro lado, fica aqui a cobrança ao Executivo Municipal, que informe quanto está custando por dia, semana ou vai custar por mês toda essa estrutura “bancada pelo município” como presente para a rica Caixa Econômica. Se por ventura o município não se mostrar transparente no que deve ser, reporte-se logo por aqui, ao Ministério Público Estadual, que em cumprimento de suas obrigações, no que não precisa ser lembrado, busque informações de quanto está custando toda essa estrutura para a Prefeitura Municipal de Santa Inês. Ressalte-se que o que se quer aqui, não é desconhecer a utilidade do serviço prestado aos correntistas da Caixa, mas que ela, a Caixa, banque os custos totais do que é mais do que sua obrigação, posto que de cada um atendimento, a Caixa fica com centavos, reais ou dezenas deles para exatamente, manter-se em funcionamento, o que ocorre também com qualquer outro banco, e especialmente com àqueles privados como é o caso do Itaú, Bradesco, ou ainda públicos como Banco do Brasil e BNB. Se a pretensão do prefeito Luís Felipe Oliveira de Carvalho é levar igual estrutura por conta do município, para a porta de cada uma das agências bancárias estabelecidas em Santa Inês, vai ver tem dinheiro sobrando nos cofres do município além do valor de 461 milhões (quase meio bilhão de reais)  aprovados no orçamento para 2021, no final do ano passado, e que não contabilizava esse dinheiro extra que agora está sendo gasto. E aí, mais uma vez se requer que os quem de direito questione a legalidade e os valores que serão gastos para que bancos atendam em Santa Inês seus milhares de clientes com todo o conforto devido, e a Prefeitura Municipal pague a conta.

AINDA EM TEMPO, sugere-se aqui que, ao invés de a Prefeitura bancar tais valores, que as instituições representativas do comércio e empresários em geral, tais como CDL, Associação  Comercial e Sindvarejo, por exemplo, que igualmente os bancos são beneficiados com parte dos reais sacados nessas instituições bancárias,  as convoque e dividam o respectivo custo entre si. O que seria mais justo do que o município bancar sozinho.

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Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 08/04/2021

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Palavras-chave: Prefeitura de Santa Inês banca para a Caixa e outros bancos estrutura caríssima por tempo indeterminado

Fonte:

Big Systems
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