Agora Santa Inês - MATÉRIA DA PREFEITURA NÃO DIZ QUANTO CUSTARAM AS TENDAS E NEM JUSTIFICA OS NÚMEROS FALSEADOS DOS BE,s DA SMS/SI

MATÉRIA DA PREFEITURA NÃO DIZ QUANTO CUSTARAM AS TENDAS E NEM JUSTIFICA OS NÚMEROS FALSEADOS DOS BE,s DA SMS/SI

Com relação à matéria aí assinada pela Assessoria de Comunicação, ou mesmo pela Prefeitura Municipal de Santa Inês, há de se fazer algumas correções no conteúdo dela. As tendas cujo contrato de locação, um vereador afirmou ao AGORA que revirou o que pode e não encontrou nos entretantos da prefeitura, qualquer documento tais como, empresa, licitação, dispensa, sobre o aluguel das mesmas, o AGORA também não encontrou, foram colocadas no entorno da agência da Caixa Econômica, onde ficaram por quase 130 dias, e foi nesse período que mais aconteceram óbitos e casos confirmados de Covid19 em Santa Inês. Quando as tendas foram colocadas haviam morrido daqui do município com o vírus este ano, algo em torno de 30 pessoas. Com o passar dos dias esse número passou a ser quase que mensal – abril, maio, junho – decrescendo em julho, e mais ainda em agosto, sendo que com as tendas colocadas e todos os gastos da prefeitura não evitaram que mais de 100 pessoas fossem a óbito em Santa Inês pela covid até dia 19.  No total só este ano já são 137 óbitos, que somados aos 89 do ano passado, totalizam 226, segundo o último BE da Secretaria Municipal de Saúde, que não se sustenta diante de uma investigação mínima com relação aos números de casos notificados e confirmados, apresentando um vácuo de mais de 2.500 casos confirmados que não se sabe onde foram parar, bem como os números das doses de vacinas recebidas e aplicadas não condizem com a verdade, pois há casos de BE com erros tão graves que é perceptível até mesmo por uma criança.

OUTRO TRISTE EXEMPLO

Hoje nós trazemos aqui mais um triste exemplo desse descaso, ou dessa falta de verdade em um documento que deveria trazer para todos nós, cidadãos  de Santa Inês, do Maranhão e do Brasil, um atestado de honestidade. Publicamos aqui três Boletins Epidemiológicos da SMS/SI, referentes aos dias 17,18 e 19 de agosto. Deixando claro que em todos os três, a soma dos números notificados, descartados todos os outros, não fecha e há um “buraco”, como afirmamos lá atrás, de mais de 2.500 casos confirmados  subnotificados. Mas voltando ao três BE:s,: o do dia 17, traz como doses de vacinas recebidas até este dia: D1 – 47.566 doses,  e aplicadas 47.776, ou seja 210 a mais. De onde elas saíram, não se sabe. Já da D2 recebidas,  o número é de 15.402 doses. E aplicadas 13.694. Sobre a segunda dose a história é muito longa. Não dá para contar agora. Vamos então para o dia 18, quando novas remessas de vacinas foram recebidas pela SMS/SI,  baseado nos números que a Regional de Saúde nos forneceu, acrescentadas essas doses ou números, com uma pequena diferença foram, segundo o BE para 49.428 doses da D1 e 15.692 da D2. No mesmo BE doses aplicadas totais  fechados no dia 18: D1 47.994, já da D2 13.984, e um total de 69 casos ativos. 

No dia seguinte, 19 de agosto houve vacinação para adolescentes de 12 a 17 anos e de 18 anos ou mais, para gestantes e puérperas,   em quatro postos de vacinação. Ocorre que quando foi publicado o BE do dia 19, vejam o absurdo: o número de vacinas recebidas da D1 aumentou (sem ter sido recebido mais nenhuma remessa) para 50.522 doses, as doses de vacinas aplicadas D1 seguiam o mesmo  número do dia anterior, ou seja; 47.994, e da D2 13.984, e o número de casos ativos 69, mesmo havendo o registro de 1 óbito naquele dia. Então como pode isso? Se o BE está falseando números sem parar desde o dia 15 de março, segundo levantamento feito por nós e por nosso colaborador Cláudio Ferreira, de reputação e credibilidade reconhecida, como pode se acreditar que o número de óbitos do BE corresponde a verdade? E para piorar, além dos tantos “furos” que não se acreditam que sejam apenas propositais, mais que se perpetuam como um crime, parece que não há investigação sobre o que denunciamos nem por parte do Ministério Público, da Câmara Municipal ou os quem mais de direito. E a prefeitura que não para de postar nas redes sociais seus “benefícios” para a população, advindos, é claro, de parcerias com governos Federal e Estadual, ou deputados, não solta uma nota pelo menos para disfarçar o que está acontecendo. Se cala diante das denúncias e propaga que fez isso ou aquilo para evitar maior propagação da covid19 em Santa Inês. Na verdade,  fez a aplicação das vacinas enviadas pelo SUS - aplicadas por bravos e heróis   profissionais da Saúde Municipal - e um monte de “lambanças” como as relatadas aqui e outras mais.

Quanto à colocação das tendas, o prefeito e prefeitura foram na contramão do que a lei preconiza: a responsabilidade de cuidar de seus correntistas e manter o distanciamento e outras normas sanitárias é tão somente obrigação da instituição bancária, seja ela qual for, e cabe ao município entrar na Justiça e penalizar tais instituições bancárias que não cumprirem com as devidas normas, com multas pesadíssimas. Simples assim. Agora, bancar para a Caixa, que lucra “quinquinlhões” de reais em qualquer operação que faça, mesmo em se tratando de planos e outros que tais do Governo Federal, para ajudar famílias pobres ou em vulnerabilidades, etc. não é obrigação de qualquer prefeitura, e aliás, não se tem conhecimento de que alguma prefeitura no Brasil, fora a de Santa Inês, fez esse “mimo” para a Caixa, Banco do Brasil e Bradesco, lá no começo. As tendas protegeram aos correntistas da Caixa, mais as aglomerações não foram evitadas, e muito menos as mais de 100 mortes nos quase 140 dias em que elas estiveram interrompendo o tráfego de veículos em um dos pontos mais nevrálgicos da cidade. E por fim, mas não por último, que se saber, de quem foram alugadas tendas, cadeiras e outros utensílios? Quanto tudo custou para os cofres do município? E que tipo de negociação foi feita? Com a palavra a Prefeitura Municipal de Santa Inês e as autoridades fiscalizadoras para que esclareçam para a população todos os questionamentos desta matéria. (Conteúdo Jornalístico produzido pelo Sistema Agora de Notícias).

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Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 23/08/2021

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Palavras-chave: MATÉRIA DA PREFEITURA NÃO DIZ QUANTO CUSTARAM AS TENDAS E NEM JUSTIFICA OS NÚMEROS FALSEADOS DOS BE,s DA SMS/SI

Fonte:

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