Agora Santa Inês - EDITORIAL POLÍTICO

EDITORIAL POLÍTICO

O VEREADOR Didi Júnior, leva ao conhecimento público uma carta de Renúncia do cargo de 2º secretário da mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Inês. Salvo engano nosso, esse seria um dos três pilares que fazem parte do requerimento que o colega de Didi Júnior, vereador Ademarzinho, prometeu na tribuna na última sexta-feira, que iria apresentar na sessão da próxima sexta. Pelo que informaram ao AGORA, os três pedidos que embasariam o Requerimento do vereador apoiado por muitos outros – fala-se até em maioria solidificada – seriam; o afastamento dele da mesa Diretora;  a exigência de que mesmo passe por uma junta médica para investigar se o vereador tem algum problema de descontrole emocional, e por fim o pedido de cassação do mandato do mesmo.

O vereador, talvez ao perceber a gravidade do imbróglio em que se metera, é muito provável que tenha preferido se antecipar a alguma ação contra o cargo que ocupa, e a renúncia anunciada ontem, serviria para “esfriar” os ânimos no Legislativo Municipal. 

Mas parece que essa atitude não será o suficiente para que grande parte dos colegas do vereador Didi, desista de levar adiante o que pretende. O vereador em tela, cumpre seu primeiro mandato, mas em pouco mais de 7 meses de legislatura já teria provocado algumas alterações em sessões ordinárias ou extraordinárias. Seriam muitas as reclamações contra Didi, dizem, e sexta-feira, “ao demonstrar total perda de equilíbrio emocional, xingar o presidente da casa, agredir outros colegas com palavras que atentam contra o decoro parlamentar”,  e até mesmo tendo investido contra o procurador jurídico daquela casa de Leis, quando este foi-lhe educadamente pedir-lhe que se acalmasse, além de outras atitudes que teriam deixado atônitos não só seus colegas, mas também o público presente, por certo sua Carta de Renúncia do cargo de 2º secretário da mesa Diretora, repetimos, não seja o suficiente para zerar a tensão. Foi o que disseram  ao AGORA na noite de ontem, ao menos dois colegas de Didi Júnior.

Por fim, na Carta de Renúncia do vereador ele alega que: “O embate de opiniões é comum em qualquer parlamento”, no que não há discórdia, todavia embate ou debate, vale, mas não vale xingamentos, agressões verbais ou tentativas de agressões físicas, etc. Uma coisa é bem diferente da outra. Ao nosso ver, o vereador também deveria ser bastante diligente para com os atos da Prefeitura Municipal, no que tange a licitações, gastos do erário público entre outros deveres do vereador enquanto fiscal do povo, como bem diz ele em sua Carta Renúncia ao cargo de 2º secretário do Legislativo: “Com o norte da Constituição Federal, Lei de Responsabilidade Fiscal e os princípios da Administração Publica, não me omitirei, qualquer que seja o detentor da responsabilidade de presidir esta Casa, correligionário ou não, estarei vigilante no exercício do meu poder dever”. Que não tire mesmo os olhos da gestão do presidente do Poder Legislativo, e o cobre por qualquer deslize que o mesmo venha a cometer, mas que por outro lado, não feche os olhos para o que acontece no palácio que ficará agora, à sua esquerda, muito menos para os atos do Gestor Municipal. Espera-se do vereador Didi Júnior e dos demais 16, que cumpram com seu dever balizador de seus cargos, um dos pilares que por certo embasou suas eleições: fiscalização do Executivo em sua totalidade, o que por si só já inclui todas as secretarias, departamentos e órgãos municipais. O Legislativo não pode, e nem deve ser, um “puxadinho” do Legislativo. Logo, os vereadores, antes de tudo, se querem, fiscalizem a si mesmos, mas não deixem de fiscalizar o Executivo Municipal, para que assim, não paire dúvidas sobre o trabalho honestidade, e correção do Legislativo Municipal de Santa Inês. (Sistema Agora de Notícias).    

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Politica

Data: 25/08/2021

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Palavras-chave: EDITORIAL POLÍTICO

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