Agora Santa Inês - Agir salva vidas!

Agir salva vidas!

Setembro chegou e com ele muitos eventos notáveis, uns nos alegram e outros, em proporções maiores, nos entristecem. O controle epidemiológico da pandemia em suas diferentes facetas, nos dá mais alento e confiança sobre a vida e nosso futuro. A presença histórica de vacinas as quais consolidaram o ápice do desenvolvimento médico e científico na área da imunologia, jamais visto nos últimos 100 anos, redefiniram o rumo da pandemia. São motivos importantes que só temos que louvar e nos alegrar.

        Por outro lado, o mundo político nacional, deixa a desejar. O momento que passamos está repleto de percalços, contradições, ameaças, gerando um clima de instabilidade institucional gigantesco e consequentemente, provocando em todos, dúvidas, inseguranças e incertezas, quanto ao rumo que esse país tomara no presente momento de sua história.

           A pandemia do Corona vírus, em menores proporções, permanece nos ameaçando e causando muitas vítimas pelo mundo à fora. O desemprego gigantesco atrelado a uma inflação galopante nos deixa ameaçados e inseguros quanto nossa capacidade financeira e bem estar pessoal e social. E assim, o mundo e nosso país vão caminhando, trata-se de um momento que temos que ter muita fé, resiliência, maturidade política e bom senso. para enfrentarmos todas essas ameaças e sairmos incólume de tudo isso.

         É preciso que os políticos e as autoridades da gestão pública, deixem suas vaidades e arrogâncias e assumam suas responsabilidades no manejo da coisa pública e percebam que as funções que exercem são os meios mais importantes de colaborarem para o bem comum de todos e o para o bem estar da nação e que não será na crise política entre os poderes que iremos construir o melhor para nosso país e para o mundo contemporâneo.

          Com setembro também chega o caju, o vento setembrino, como sempre arrojado e saudável. Chega também o calor que nos acolhe e o sol que nos bronzeia e por último chega o debate acalorado e enigmático de um dos temas mais importantes da atualidade, a prevenção do suicídio e nesse contexto, o setembro passa a designar-se Setembro Amarelo.

          A Organização Mundial da Saúde – OMS em 2004 designa o dia 10 de setembro, como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e em nosso país, o Conselho Federal de Medicina – CFM, e a Associação Brasileira de Psiquiatria- ABP, há sete anos, definiram em nosso território a versão nacional desse movimento.

            Esse ano, comemoraremos a sétima edição desta data, como em anos anteriores o evento chega em boa hora, pois, permanece chamando atenção do poder público, do meio médico, da saúde pública, do mundo acadêmico, da sociedade organizada, das famílias e de muitos outros seguimentos científicos, políticos, sociais, para esse problema que, por si só, é grave sob todos os aspectos.

           Faço votos que nosso país, se vista de amarelo e que todos possam colaborar com o sucesso da campanha. Espera-se, que a imprensa, e os meios de comunicação, permaneçam ajudando de maneira efetiva no manejo social do assunto, fomentando e construindo uma consciência social destituída de mitos e preconceitos sobre esse assunto, condições que mais prejudicam que ajudam no manejo desse problema.

         Faço votos que os órgãos da saúde pública, predominantemente os da área da saúde mental, treine, capacite, desenvolvam ações e programas de prevenção do suicídio, no âmbito de suas competências, possibilitando a população especialmente dos doentes mentais, os quais representam o público mais vulnerável ao cometimento do suicídio, tenha maior acesso à serviços médicos, ambulatoriais, prontos-socorros, upas etc. para atendê-los com competência e dignidade em momentos de crise.

            Espera-se que haja campanhas mais consistentes e bem mais fundamentadas, ao nível das escolas, das universidades, das empresas e na comunidade em geral, que tratem desse assunto de forma mais competente, consistente e abrangente evitando a enxurrada de pessoas e iniciativas sociais e comunitárias, vindas de todos os cantos, tratando desse assunto, sem o menor preparo possível em vários sentidos, acreditando, ingenuamente ou por ignorância, ou por crença, ou por ideologias que apenas falando, abraçando alguém ou dando conselhos, a quem pense em se matar, que isso venha interferir de forma contundente na motivação suicida. Mesmo reconhecendo a grandeza e o valor de muitos desses gestos e iniciativas humanitárias essas ações na realidade não atendem as demandas profundas de uma pessoa que quer tirar sua própria vida.

              Suicídio é uma emergência médica, e temos que agir como tal. Não devemos subestimar a ninguém que pense ou esboce a ideia de suicida-se. Na absoluta maioria das vezes, em mais de 96,8 % das vezes essas ideias e comportamentos se originam de transtornos mentais graves, que precisam ser diagnósticos e tratados adequadamente. De tal forma que agir de forma profissional, imediata, com muta competência, com amor e fraternidade nesses momentos, faz uma enorme diferença. O melhor a ser feito diante dessa realidade é orientar essas pessoas a buscarem apoio médico e de uma equipe multiprofissional bem treinada, capacitada e preparada para prestar essa assistência nesse momento, antes que a pessoa se mate. 

             Suicídio é uma emergência médica e como tal faz-se necessário a adoção de medidas emergenciais, pois a vida dela corre perigo. Nós seres humanos, jamais incorremos contra nossa vida em condições de saúde mental. Ao desfrutarmos plenamente dela, reforçamos mecanismos vitais endógenos de proteção, valorização e prorrogação da vida que sempre foi e permanecerá sendo o maior legado de nossa existência. De tal que pensar, planejar e tirar propriamente sua própria vida é a expressão máxima de uma profunda desagregação mental, encontrada apenas e tão somente nas doenças mentais.

             Dados recentes da OMS, informam que ocorrências de depressão e de transtornos de ansiedade, nesse país, somam 35 milhões de pessoas portadoras dessas duas enfermidades. 50% dos transtornos mentais de adultos iniciam antes dos 14 idade e 75% desses casos até 24 anos. 40 % dos jovens com até 16 anos apresentam pelo menos um transtorno psiquiátrico na vida e um, em cada 4 adultos e uma em cada 5 crianças uma apresenta transtorno psiquiátrico, segundo a OMS. Só a depressão, isoladamente, afeta 5% da população mundial, perfazendo um total de mais de 322 milhões de pessoas, além de ser ao maior causa de incapacidade em todo o mundo.

             É sobre isso que temos que redobrar nossos esforços. Fortalecer políticas públicas em saúde mental que atenda essa demanda cada vez maior em nossa população e no mundo. Por isso, AGFIR SALVA VIDAS, colaboremos para reverter essa situação no planeta.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 11/09/2021

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Palavras-chave: Agir salva vidas!

Fonte:

Big Systems
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