Agora Santa Inês - COLUNA ESTADO DE ALERTA 1635

COLUNA ESTADO DE ALERTA 1635

UM BOM DEBATE

Por José Sarney

 

A Fundação Ulysses Guimarães, do MDB, promoveu um Seminário, não fulanizado, como dizia Marco Maciel, da maior importância para discutir a crise brasileira, suas raízes históricas e soluções futuras. Foi muito útil, e a presidência do Nelson Jobim, um dos mais preparados homens públicos do Brasil, deu o tom ao debate. Duas constatações foram unânimes: que vivemos sempre em crise e que estas sempre encontraram uma solução pacífica, característica do país.

 

Nunca vivemos a paz e a tranquilidade que gostaríamos de ter tido. Na Colônia os jesuítas foram várias vezes expulsos por defender a liberdade dos índios. A vida era, no testemunho fundamental de Antonil, um desastre de egoísmo. As revoltas se sucederam até chegarmos à de um homem que queria apenas servir, o Alferes, cuja confiança era no Brasil e não em Portugal.

 

No Brasil Reino se tentou logo a república, e as punições foram drásticas. Depois o príncipe-herói-pai-da-pátria-constitucional revelou-se um autocrata e, com seu filho, inventa um parlamentarismo disfuncional em que o príncipe-sábio-republicano derruba os governos com crises artificiais. E nada das duas questões essenciais do século XIX: o fim da escravidão pela educação e pela reforma agrária e o estabelecimento de uma federação.

 

A Constituição outorgada em 1824 foi rasgada por um grande soldado, fiel ao Imperador, mas possuído por um acesso de ciúme político. Sim, o povo assistiu bestializado à chegada da República, na frase de Aristides Lobo, e mais bestializados ficaram os políticos, pois, criada por um golpe de Estado, ela tinha esse defeito de nascença, o de não o ser pela vontade geral da nação.

 

A Revolução de 30, a Carta de 1934, o Estado Novo, a Constituição de 46, o golpe de 1964 passaram por crises sucessivas. Coube-me, por força do destino, comandar a Transição Democrática. Convoquei e garanti a Constituinte e fui o primeiro a jurar a Constituição de 1988. É a melhor que tivemos. Avisei, no entanto, sobre o risco da ingovernabilidade.

 

Montou-se, sob a sempre meritória repulsa à corrupção, uma guerra de destruição da política. A grande atingida foi a confiança nas instituições. O Legislativo, o Executivo e o próprio Judiciário tiveram seu prestígio esfacelado. O resultado foi a gravíssima crise econômica, sem saída à vista, pois qualquer caminho passa pela confiança destruída. Mas não deve ser esquecida a insegurança expressa em números — de assassinatos que superam os das maiores guerras contemporâneas e de presos por medidas cautelares; a educação, a ciência e a saúde destruídas; o desemprego e mais de 50 milhões de trabalhadores desamparados.

 

Todos esses problemas foram levantados, e a tônica maior foi a defesa da Democracia e nossa defesa extrema do Estado de Direito e do respeito à Constituição, que protege todos os direitos. E o Seminário continua com a discussão dos problemas com o objetivo de apresentar soluções e defendê-las.

 

Em resumo, agora continuamos nosso calvário de lidar com crises. Mas as Instituições estão consolidadas e atravessaremos, como sempre o fizemos, as nossas crises, agora o excesso delas, da política, dos partidos, da pandemia, da energia, das secas, das queimadas, da economia, da inflação e da autoestima.

 

O Brasil, vivendo sempre com crises em nossa História, aprendeu a resolvê-las.

 

TRÊS PRA LÁ...

O governador Flávio Dino recebeu, na tarde de quarta-feira (15), o prefeito de São José de Ribamar, Julinho César, para tratar de melhorias na área da assistência social, infraestrutura e educação. O destaque do encontro vai para a implantação de três novos restaurantes populares para a população ribamarense. Palmas para Dino!!!

CHUMBO QUENTE

Por falar em Restaurante Popular, parece que Dino (o Flávio) não conhece Santa Inês, um entroncamento rodoferroviário onde milhares de pessoas de outras cidades da região e até de outras regiões do Estado vem se abastecer aqui./// Com todo respeito a outras cidades da região que já tem restaurante popular do Governo do Estado, como Santa Luzia, Newton Bello e outras. /// Já passou da hora, do mês e do ano de Flávio Dino implantar um desses aqui também./// Um não...uns três também.//// Aqui nós temos táxi, vans, pau de arara, ônibus, micro-ônibus que chegam a partem daqui para ao menos uns 30 municípios./// Inclusive para três capitais; São Luís, Teresina e Belém./// E não estamos falando daqueles que passam pela Estação Rodoviária de Santa Inês, a mesma que Seba fez há uns 35 anos./// Governador...Santa Inês também quer ter restaurantes populares./// Fomos!!!  

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Politica

Data: 20/09/2021

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Fonte:

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