Agora Santa Inês - A falência da autoridade dos pais

A falência da autoridade dos pais

           Alguém tem dúvidas, que as relações familiares estão em crise? Os pais estão cuidando de fato de seus filhos? Filhos da modernidade, têm tido respeito por pai ou mãe? Esses filhos reconhecem a autoridade dos pais? Há dialogo, compartilhamento ou companheirismo nas famílias modernas? Nossos filhos estão engajados em alguma atividade social, algum partido político, na comunidade, na igreja, em algum clube de serviço ou esportivo ou em qualquer outra atividade social? Os pais sabem, inteiramente, o que acontece com seus filhos, fora de casa?

              Essas são algumas questões que estão na ordem do dia. Pode até parecer que estas perguntas, sejam duras, incisivas ou inquietantes, mas nem todas as famílias estão preparadas para respondê-las, positivamente. Pode até ser que os pais, respondam tais questões, uma atrás da outra, sem titubear, com explicações dignas de nota, mas uma coisa posso garantir-lhes, todas essas questões estão fazendo parte das nossas inquietações, do mal-estar geral porque passa a sociedade e dos dramas de muitas famílias.

           Quando se discute educação familiar, em qualquer ambiente, na escola, na universidade, na comunidade, nas ruas, no trabalho ou dentro da própria família, a percepção de todos é que essa situação vai muito mal e a constatação é a sempre a mesma: a família está perdida e sem saber que rumo toma.

           Esse tema que estamos tratando aqui é de fato bastante complexo e não iremos mudar essa situação de um dia para o outro, todavia, ao se contratar que esse problema existe, haveremos de adotar medidas mais adequadas sobre a educação de nossos filhos e isso exigirá tempo e esforço de todos, inclusive do estado e sobretudo da própria família, no sentido de assegurarmos condições efetivas de uma boa educação.

        Um fato importante, entre outros, nessa crise é a falência da autoridade dos pais na condução da educação de seus filhos. Quanto a isso todos sabemos o quão é grave essa situação e que colabora, sobremaneira, para os graves conflitos familiares. Os pais estão perdendo o comando, as rédeas, a autoridade na educação dos filhos, e não é de hoje que eles vêm se tornando reféns dos filhos e não sabem o que fazer para mudar essa situação.

         Essa falência da autoridade é demonstrada através de várias maneiras. Uma delas, é se perceber que filhos, cada vez com menos idade, demonstram ter vida própria, antes do tempo. Até certa idade, os filhos dependem dos pais, se protegem nos pais, se espelham nos pais e se nutrem dos pais, em todos os sentidos. Porém, isso ocorre, à proporção que vão crescendo e se desenvolvendo na vida. Atualmente, percebe-se que esses filhos, desde muito cedo “vão pondo as unhas para fora” tornam os pais submissos e temerosos ante os mesmos. O comportamento, opositor, desafiador dessas crianças, mesmo muito pequenas, põem em risco a disciplina, o controle das regras, das normas de convivência familiar, indispensáveis, para uma boa educação.

           Essas crianças desde cedinho agem como se fossem autônomos, independentes, cheios de vontade e donos de si e de todos. Fazem o que querem, fora e dentro de casa, dão as ordens na casa dos pais, e esses, progressivamente, vão se tornando refém, submissos e dependentes dos mesmos e sem força para contestar e comandar a p processo de educação. Não se posicionam em nenhum sentido, deixam os filhos tomarem conta da casa, um barco à deriva, sem saber que rumo tomar. Esse é um momento terrível na educação desses filhos, pois regra geral, um dos pais, passa a acusar o outro dessa perda de autoridade e desse fracasso. É um momento de acusações mútuas, atritos, e até embat4es corporais e de “busca dos culpados”, enquanto o isso, o filho reina sozinho.

         A falência da autoridade dos pais, se revela, também, quando esses adotam atitudes autoritárias, dominadoras, violentas, agressivas e cruéis ou quando adotam comportamentos de indiferença com os filhos, gerando um clima de estranheza e anonimato familiar. Indiferentismos, maus tratos, negligencia na educação, falta da segurança e dos cuidados a esses filhos, falta de diálogos são situações que ferem, profundamente, a alma dessas crianças e provocam enormes alterações emocionais, afetivas, de caráter e comportamentais, na vida desses filhos. Quando os pais substituem esses comportamentos por uma relação harmoniosa, afetuosa e fraterna, regatam diálogos e companheirismo, os filhos se tornam saudáveis, seguros e gratos.

            A falência da autoridade dos pais se dá, sobretudo, quando não houver mais diálogo no interior da família, quando se silenciam mutuamente e quando um não sabe mais sobre o outro. Esse anonimato familiar, produz monólogos e silencia a todos. O silêncio impera entre pai e mãe, entre irmãos, entre os pais e filhos, é a derrocada total e muitos pais tornam-se permissivos, frouxas e sem autoridade e com medo de dizer não e de cobrá-los. Se sentem endividadas e submissos. A falta de limites, de ordem e de controle nas normas e regras da casa, também expressa essa falência.

          Às vezes, para encobrir esses conflitos, muitos pais apresentam desculpas, sendo a mais comum, a falta de tempo para estarem com os seus filhos, pois os compromissos no trabalho não permitem estar mais presentes em casa. Outros, atribuem a correria do dia a dia, porque têm que pagar conta. Outros ainda, atribuem à internet, às redes sociais, aos games etc. Explicações sobre esses descuidos na educação dos filhos não faltam.

          A internet, os games, as redes sociais e outros entretenimentos online são a “bola da vez”, para explicar também esses conflitos familiares. Todos esses recursos eletrônicos e cibernéticos são hoje importantes meio de influenciar comportamentos humanas, sobre isso não há dúvida, mas dizer que os mesmos, são os grandes motivadores desses problemas familiares, não me convence. De tal forma, que o apego doentio, o uso compulsivo ou patológico de games, o uso indiscriminado e sem controle que ocorre dentro e fora de casa por crianças e adolescentes, às vezes, incentivados pelos próprios pais, já podem por si só, serem sinais, inequívocos da desagregação profunda porque passa essa família.

             Portanto, fiquemos atentos aos fatos que ocorrem em nossas famílias com vista a garantirmos sua sagada missão, qual seja, a de assegurar a saúde, a segurança e o bem social e o pleno desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 09/10/2021

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Palavras-chave: A falência da autoridade dos pais

Fonte:

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