Agora Santa Inês - PROFESSORES DE SANTA INÊS SÃO “CONVIDADOS” PARA UMA REUNIÃO COM O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, PASSAM CONSTRANGIMENTOS E SAEM DELA COM AS MÃOS “ABANANDO”, É O QUE CONFIRMA RESUMO ABAIXO

PROFESSORES DE SANTA INÊS SÃO “CONVIDADOS” PARA UMA REUNIÃO COM O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, PASSAM CONSTRANGIMENTOS E SAEM DELA COM AS MÃOS “ABANANDO”, É O QUE CONFIRMA RESUMO ABAIXO

Professores de Santa Inês podem ficar mesmo sem o rateio do abono do Fundeb é o que “sinalizou” mais uma reunião em que a classe foi induzida a acreditar nas versões do secretário de Educação, apoiado por alguns vereadores, contador e outros servidores da SEMED, e de outras secretarias municipais, cuja reunião foi realizada na tarde de quarta-feira (5) em uma das salas da Secretaria Municipal de Educação. Aqui abrimos um parênteses para chamar à atenção de alguns fatos relatados pelos professores através do Resumo da Reunião que o AGORA! teve acesso: além dos recursos do Fundeb a prefeitura teria usado, com aprovação da Câmara mais 7 milhões de reais e nem as férias dos professores foram pagos. Disseram que existe uma sobra de pouco mais de 3 milhões e 500 mil, mas que esse valor será usado para reajuste nos salários dos professores “no ano vigente”. É de bom alvitre que o Ministério Público se situe sobre os fatos relatados aqui, e da forma “intimidatória” em que segundo esse relato, os professores que participaram da “reunião arquitetada” que não apresentou nada de novidade com relação a uma audiência pública realizada na Câmara Municipal na última semana do ano passado (2021), foram “convencidos” a acreditarem nas versões da tropa de choque montada na SEMED para a tal reunião.

RESUMO DA REUNIÃO ENTRE A SEMED DE  SANTA INÊS E OS PROFESSORES REALIZADA NA TARDE DO DIA 5/01/2022.

A reunião iniciou por volta das três horas da tarde, na antessala do secretário de Educação. A sala é pequena e estava

bem lotada a ponto de chegar um momento que foi impossibilitada a entrada de mais pessoas.

Como convidados(as) do secretário tinha um número considerável de pessoas (na realidade, praticamente todos os presentes, acredito que  com exceção de mim e da professora Sirlanny, que fomos convidadas pelo sindicato) estavam os(as) vereadores(as) Raimunda, Maria Alves, Aderlane, Oliveira, Danilo, Victor, Geovane, Didi Júnior e Antônio, representantes da classe de professores Ana Eva, Aparecida, Maria Alves, Carlos, Sirlane e eu, também como representação dos professores estava o Sinproessema, representado por Nilde, Michael, Lourival e Sandro José. Além dessas pessoas se fizeram presentes alguns servidores da própria SEMED e contadores (dois) e um advogado. Ainda presentes estiveram a professora Iolanda e Geanne, respectivamente presidente e vice presidente do FUNDEB e o professor Marcony. A princípio, o secretário de Educação disse que iria tirar todas as dúvidas, após a apresentação dos dados, que foi feito exatamente como na audiência pública e, que segundo o secretário, era um modelo de prestação de contas do FNDE que deveria ser seguido, disse também que usaria a senha dele para entrar no sistema do Banco do Brasil para mostrar no data show os extratos bancários (o que não aconteceu).

Após a explanação do contador ficou bem claro que no ano de 2021 houve um total acumulado (sobra) no valor de R$  3.563.274,81 .

Quando a presidente do Sindicato usou a palavra pediu o rateio dessa sobra entre os professores (assim como o fez também a professora Sirlanny),  prontamente foi negado pois, segundo o secretário essa sobra iria ser remanejada para usar no aumento salarial deste ano vigente.     

Eu perguntei por nossas férias, que por lei, já estão atrasadas e a resposta foi de que aquele valor não daria pra fazer esse pagamento e que iriam esperar novos repasses.

Sobre os recursos do VAAT, pergunta insistente da vereadora e professora Maria Alves e professora Sirlanny, disseram apenas que a parte desse recurso que poderia ser usada com despesas em pagamento de professores já tinha sido incluída nos  proventos. A vereadora Maria Alves ainda tentou entender em qual momento isso aconteceu, porém não teve êxito na solução dessa questão.

Houve um momento em que um dos contadores disse que as despesas de 2021 ainda não tinham sido fechadas e que uma parte da sobra ainda estava comprometida, salvo engano meu, seria com o INSS.

Eu argumentei sobre funcionários PM recebendo como vigia na folha de pagamento e o secretário olhou o nome do servidor no sistema e falou que esse caso e de outro policial eles tomaram conhecimento há pouco tempo e os mesmos seriam ou teriam sido destituídos do cargo e que, mesmo assim, os valores recebidos pelo servidor, em questão, não faria diferença nos nossos 70%, pois como ele estava como vigia, recebera pela parte dos 30% da folha do Fundeb. Sobre o caso de uma servidora que não mora em Santa Inês e que continua na folha foi explicado que a mesma é servidora do estado e portanto teria direito, por conta de um acordo entre estado - município, a ser transferida e fazer permuta com outra servidora.

Quando argumentei sobre professores que foram informados no Siope com o valor mais alto que o teto da nossa tabela salarial, o secretário pediu para eu exemplificar, e com permissão da professora Nilde a apresentei, a mesma mostrou o contra cheque com valor menor que o informado no sistema e, a partir desse momento o secretário de Educação e o Michael disseram que o Siope não era um sistema com dados reais e que gerava inconsistências e outras palavras que não lembro no momento, isso gerou algumas discussões que não resultaram em uma resposta satisfatória para minhas dúvidas e ao que contra argumentei dizendo que se é um sistema de prestação de contas dos municípios ao FNDE e é alimentado pelas secretarias de educação não pode ser considerado sem credibilidade. Pedi que abrissem o sistema no telão e disseram que não dava para abrir porque estavam sem internet.

Depois ficou de ser disponibilizados ( a pedidos da Nilde, Michael e Maria Alves) os extratos bancários e folhas de pagamentos dos funcionários conforme estão no RH, o secretário disse que iria repassar para vereadora Aderlane, e a mesma após a reunião agendou meu número, para me passar essas folhas quando a mesma recebesse, pois foi dado a data para a entrega desses documentos para a vereadora, ainda no dia seguinte , que no caso será hoje.

Para a vereadora Maria Alves e Sindicato, o secretário os instruiu a entrarem com um pedido ofício para que a contabilidade disponibilizasse esses documentos para eles(muita burocracia para uma prestação de contas onde tudo seria esclarecido).

Alguns vereadores fizeram uso da palavra e o que mais me chamou atenção, nesse momento, foi a fala do vereador sargento Oliveira, que citou a nossa manifestação nas redes sociais e carro de som desrespeitosas aos vereadores, notei que ele se sentiu ofendido por ter sido citado como um dos vereadores que não apoiavam a classe, o mesmo disse que já havia verificado várias vezes (ele até citou a quantidade, mas me foge a memória) as planilhas do Siope e que não tinha visto irregularidades. Depois e de forma bem veemente repudiou a atitude dos professores nas ações de mobilização, considerando irresponsável tais atitudes.

Também houve um momento que de forma irônica o secretário de Educação falou sobre os vaqueiros do prefeito estarem na folha de pagamento, essa fala foi dirigida a Maria Alves, o mesmo falou de forma que (penso eu) ele acredita que fomos nós professores que dissemos que os funcionários do.prefeito estavam na folha de pagamento, sendo que todos nós aqui sabemos que não foi nossa categoria, ou pelo menos eu creio que não foi, que gravou aquele áudio que está espalhado nos grupos.

Depois o professor Marcony falou de forma bastante segura e sugeriu que para se ter certeza real das sobras, mês a mês, teria que ser feito um levantamento, como foi feito em gestões anteriores, com a folha do RH e extratos bancários, que volto a dizer, não foram disponibilizados , ontem, para ninguém que esteve presente na reunião.

Da minha parte continuo com muitas dúvidas sobre a prestação de contas, pois o principal não aconteceu ou foi apresentado, que seria os extratos bancários e a folha de pagamento dos servidores, pois só assim, com esses dados é que podem ser comprovados se há ou não irregularidades nos recursos do Fundeb 2021 .

O Sindicato também exigiu toda a documentação de quando, como e onde foram usados os recursos do VAAT e o secretário ficou de posteriormente repassar esses dados ao Sindicato.

E ainda a professora Nilde, presidente do Sindicato ao iniciar sua fala pediu uma data para que fossem chamados os professores concursados, que estudaram, se esforçaram, tiveram gastos com o concurso, foram aprovados e, no entanto, ainda não foram convocados, o que ela considerou  injusto. Se houve resposta para esse pedido da referida professora eu não me recordo.

Depois mais alguns vereadores fizeram seus discursos e o por fim o professor Carlos (Carlão) finalizou a reunião com sua fala machista, preconceituosa, irresponsável e desrespeitosa, principalmente voltada à nossa colega, professora e vereadora Maria Alves. Minha opinião, totalmente pessoal é de que aquele cidadão fez tudo propositalmente para encerrar a reunião com nosso psicológico desestruturado a ponto de não ter realmente sanado nossas dúvidas, pois eu, particularmente esqueci de pedir para serem apresentada esses extratos no telão, conforme o secretário de Educação havia prometido no início.

Essa última parte é apenas uma observação da minha pessoa.

Assino aqui o resumo da reunião assistida por mim e minha percepção sobre os fatos ocorridos na mesma.

Sem mais para o momento, e declarando aqui o que vem a minha memória, sujeita a correções de quem esteve presente.

Damiana Maria Rolim da Fonseca

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 07/01/2022

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Palavras-chave: PROFESSORES DE SANTA INÊS SÃO “CONVIDADOS” PARA UMA REUNIÃO COM O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, PASSAM CONSTRANGIMENTOS E SAEM DELA COM AS MÃOS “ABANANDO”, É O QUE CONFIRMA RESUMO ABAIXO

Fonte:

Big Systems
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