Agora Santa Inês - TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO – TOC

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO – TOC

Um transtorno complexo, que cursa de forma lenta e insidiosa, onde após certo tempo de exposição aos seus sintomas, as pessoas já apresentam graus variados de limitações funcionais e sofrimentos, impostos, entre outras coisas, por rituais psicopatológicos comuns a esse transtorno. O TOC apresenta um quadro clínico exuberante, cuja descrição é praticamente universal, o diagnóstico deve ser cauteloso e o tratamento, exige adoção de diversas técnicas terapêuticas.

Em geral, os sintomas iniciais da doença fazem com que muitos pacientes os mantenham escondidos, pois embora reconheçam que seu comportamento não está bem, eles têm muitas dificuldades em aceitar tais sintomatologias, entre esses, o de serem ridicularizados ou descriminados pela presença destes sintomas.

Em geral, são pensamentos ou ideias, impulsos ou imagens, cenas que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada, seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los. São vivencias experimentadas como intrusivas e estranhas pelo paciente em algum momento do transtorno, causando ansiedade ou desconforto acentuados. São contrárias à sua convicção, moralidade ou crença, são condenáveis e ameaçadores e, mesmo assim, não conseguem expulsá-los ou tirarem da mente.

Clinicamente, as manifestações psicopatológicas que ocorrem no TOC, envolvem, principalmente, alterações da vontade, do pragmatismo, do humor/afetividade, do pensamento e do juízo e de realidade, não havendo, todavia, consenso sobre quais destes distúrbios é o mais relevante na fisiopatológica (causa) deste transtorno.

Como vimos acima, uma das características principais da doença é a persistência de idéias, pensamentos, ou outras vivências psicológicas, que se impõe na mente destas pessoas, ameaçando seu equilíbrio e paz interior. Pelo caráter absurdo dessas, pensamentos ou imagens, que povoam sua mente, o doente, não consegue demove-los, a isto denomina-se obsessão (pensamentos intrusivos).

Quando a obsessão vem acompanhada de rituais físicos, como limpar as mãos dezenas de vezes, ou examinar ostensivamente se fechou ou não a porta da geladeira, da janela ou do quarto ou mesmo outras dúvidas sobre suas atitudes, de forma descontrola, onde a própria pessoa reconhece o absurdo destas atitudes e não consegui alterá-las, denomina-se de compulsão. Portanto a compulsão tem haver com a atitudes e a obsessão, com o pensamento, as ideias ou as fantasias.

Distingue-se, três fatores etiológicos para o TOC: fatores biológicos, comportamentais e fatores psicossociais. Cada uma dessas dimensões, colaborando de sua maneira para a expressão clínica do transtorno. Os fatores biológicos, se baseiam na hipótese de que há uma desregulação de serotonina na formação dos sintomas de obsessão e compulsão. Portanto, ambos os fenômenos, advém de uma disfuncionalidade das atividades cerebrais.

O PET – SCAN, exame de neuroimagem do cérebro, têm mostrado uma atividade aumentada nos lobos frontais, núcleos da base (principalmente caudado) e cíngulo em pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo. A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética, mostram aumento bilateral do caudado em pacientes. Causas genéticas, são muito relevantes, na etiologia do TOC, e atualmente há muitos estudos de genética que mostram que pacientes com TOC tem um parente de primeiro grau com o mesmo Transtorno.  

Os fatores comportamentais e psicossociais, se referem, mais prontamente, a experiências vividas por esses pacientes, as quais poderão colaborar com a etiologia da doença, bem como os problemas que advém ao se exporem aos sintomas desse transtorno. A repercussão psicossocial, as fantasias, os medos e as limitações sociais, são experiências incomuns, relevantes nos relatos desses enfermos.

            O tratamento do TOC é realizado por diferentes meios: com medicamentos, com psicoterapia e Estimulação Magnética Transcraniana. Os medicamentos recomendados, são os anti-compulsivos e anti-obsessivos, largamente utilizados na prática médica, para o controle desses sintomas. Os antidepressores e ansiolíticos, são também fármacos importantes para o manejo terapêutico. A técnica psicológica recomendada é a Terapia Cognitivo Comportamento – TCC, onde os pacientes aprendem novas formas de pensar e agir na perspectiva do TOC.

            A Estimulação Magnética Transcraniana- EMT estimula a área cerebral, pré-frontal dorso lateral esquerda, e se constitui como um recurso físico importante, para o manejo terapêutico dessa doença. A aplicação dessas estratégias tem oferecido um prognóstico favorável no tratamento do TOC.

 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 14/01/2022

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Palavras-chave: TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO – TOC

Fonte:

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