Agora Santa Inês - SOBRE AS COMPULSÕES

SOBRE AS COMPULSÕES

Frequentemente, houve-se falar: fulano é cheio de manias, é muito metódico, meticuloso, exi-gente. Ouve-se também falar de ansiedade, de-pressão, fobia, obsessão, compulsão e assim por diante, nomenclaturas, até então, restritas aos profissionais dessas áreas, especialmente, os dá Psiquiatria, mas que hoje, graças ao rompimento progressivo dos preconceitos em saúde mental, o avanço da internet e das mí-dias sociais e o incremento dos meio de comu-nicação, houve uma disseminação em massa desses termos médicos, os quais chegaram prontamente e de forma democrática às pesso-as, deixando-as bem esclarecida e informada.

   Só à guisa de informação: você sabe o que é compulsão? Obsessão? Mania? O que psicose, surto psicótico, transtornos mentais? Todas essas condições são comportamentos psicopa-tológicos, ou seja, comportamentos reações ou atitudes disfuncionais que ocorrem em um ga-ma enorme de doenças mentais e que fazem parte da clínica desses transtornos. Hoje trata-rei especificamente, da compulsão, condição muito estudada atualmente, mas ainda cheia de mistérios a serem esclarecidos.Em outras oportunidade trataremos dessas outras enfer-midades.

 Compulsão são atos, atitudes ou comporta-mentos que se repetem, continuamente, visan-do, entre outras coisas, proporcionar determi-nado alívio ou conforto emocional, frente à sen-sação de ansiedade ou angústia ou de outros sofrimentos. Essas ações repetitivas, se encon-tram sem controle por parte de quem as execu-ta. Do ponto de vista clínico, são reações com-portamentais considerados “mal adaptativos” (sem propósito, sem sentido e disfuncionais) porque a sensação de conforto ou alívio é pas-sageira efêmera e transitória e após o ato (a compulsão) a pessoa tem uma sensação nega-tiva, muitas vezes de “culpa ou de remorso” por não termos resistido à disposição de fazê-lo ou executá-lo. Mesmo assim o sentimento de alívio ou gratificação, continua mais forte, levando as pessoas a repeti-los.

    Ocorre, mais ou menos, da seguinte forma: a pessoa está ansiosa por algum motivo, essa ansiedade passa a incomodá-la, tornando-a in-quieta, apreensiva, tensa, em expectativa e sem controle sobre esse estado. Passo a mexer com as mãos, torna-se inquieto e se apreensi-vo, para aliviar essa tensão. Resolve ir à uma loja e decida comprar um objeto que tenho de-sejo, naquelas circunstâncias. Usa o que com-prou, todo animado e até “esqueçe” aquela sensação negativa que me fez ir às compras. Passado esse primeiro momento começa a se sentir arrependido de ter comprado algo saem necessidade, que certamente irá comprometer seu orçamento, etc. Isso deixa a pessoa ansio-sa, angustiada e inquieta. Não da importância ao que comprou e vai novamente às compras e provavelmente voltará para casa com algo no-vo. Daí começa o círculo: culpa, ansiedade, compras, prazer, culpa, ansiedade, compras...

  Hoje temos uma plêiade de comportamentos compulsivos os quais fazem parte específica de certas doenças mentais: compulsão por comi-da, por bebida, por sexo, por jogo, por mentira e muitas outras compulsões do dia a dia.

  Sobre as causas dos comportamentos com-pulsivos, diversos fatores podem colaborar: ge-nética, ambiente familiar, problemas psicológi-cos e comportamentais, doenças mentais, etc.), em todos os casos é de fato de um comporta-mento mal adaptado, repleto de sentimentos negativos (tensão, angústia, ansiedade, etc.) os quais fazem essa pessoa sofrerem junto com os outros. Essas compulsões, prejudicam muito a capacidade social e laboral desses enfermos. Dificilmente, só um desses fatores cima isola-damente, causariam esses comportamentos, portanto faz-se necessário a conjugação de fa-tores para determinarem essas atitudes.

 As compulsões podem evoluir levando as pes-soas a perderem inteiramente o controle dos seus atos, a ponto de prejudicar muito a vida deles, como é o caso do TOC. Em casos mais graves tornam-se dependente desses rituais repetitivos, comprometendo sua capacidade de levar uma vida “normal”. Uma pessoa que lava as mãos várias vezes por dia compulsivamente, que tem medo de estar infetado por ter cum-primentado alguém ou porque não dorme por ter dúvidas sobre o que fez antes de deitar, po-de também desenvolver outras “manias” tor-nando a vida um problema. Alguns tipos de compulsões:

Jogadores compulsivos – designados também de viciados em jogos: eletrônicos, de azar, lote-rias e muitos outros. Esses apresentam pro-blemas familiares, econômicos e profissionais, uma vez que toda sua atenção está voltada compulsivamente para o jogo. Mais recente-mente os viciados em jogos eletrônicos já estão incluídos na nomenclatura médica como doen-tes mentais.

Atletas compulsivo – Viciados em esportes ra-dicais, que desprendem muita adrenalina, fis-surados por riscos e perigos com práticas in-tensas nesses esportes desenvolvem um pa-drão de atividade tão intenso que subordinam muitas outras atividades em suas vidas por es-sas práticas. Se tornam “dependentes de adre-nalina” e em perigos impostos por esses espor-tes.

Sexo compulsivo: são insaciáveis, incontrolá-veis, não pensam em outra coisa a não ser em sexo e fazem de tudo para se satisfazerem. Es-ses compulsivos acabam tendo muitos proble-mas em sendo casados.

Comprador compulsivo – a pessoa precisa comprar para sentir-se bem, mesmo que de-pois se arrependa. É o caso que me referir acima. Gastam muito, mas sem necessidades reais quanto ao que está comprando.

Trabalhador compulsivo – o objetivo principal seria obter sucesso profissional, status, man-ter-se no trabalho. Sente-se seguro e obtém gratificação através do trabalho, então continua trabalhando cada vez mais, deixando de lado a vida social e o convívio com a família. São co-nhecidos pela designação Workaholic, uma gí-ria em inglês que significa viciado em trabalho.

Comedor e bebedores compulsivos: anorexia, bulimia e o alcoolismo são comportamentos compulsivos relacionados à comida e a bebi-das, onde as vítimas são pessoas excessiva-mente preocupadas com seu o corpo ou com sua “imagem” frente aos outros e já se fala em “epidemia” quando se trata desse assunto, pois é muito grande é o número de pessoas que têm esse tipo de comportamento.

O tratamento recomendado para os compulsi-vos é médico e psicoterápico. Os medicamentos atuais são excepcionais e efetivos. Nesses últi-mos 15 anos houve um crescimento fabuloso na farmacoterapia desses enfermos. A Terapia Cognitiva – comportamental é atualmente a técnica mais recomendada, apresentando re-sultados terapêuticos favoráveis.

Postado por: Redação do Agora

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 09/05/2022

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Palavras-chave: SOBRE AS COMPULSÕES

Fonte:

Big Systems
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