Agora Santa Inês - COLUNA DO SILVEIRA 1704

COLUNA DO SILVEIRA 1704

“Não desanime diante da possibilidade de enfrentar uma tempestade. Recorra a Jesus que fez o mar se acalmar quando tudo parecia que estava perdido”. Do Livro Gotas de Reflexão Espiritual de Autoria de Clélio Silveira Filho.


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lá, bom dia! Boa tarde! Boa Noite! Cá estamos nós aqui com nossa mais do que esperada amada, salve, salve Edição de final de semana do Jornal AGORA! Santa Inês, que circula neste duplo dia sábado/domingo, 02/03 de julho de 2021. Pois bem “meus povos e minhas povas”, como dizia o saudoso e folclórico prefeito de Pindaré Mirim Mundico Rego, lá pelo final da década de 50 e comecinho da de 60, cujos parentes alguns pouquíssimos  ainda convivem em nosso meio para contar a história de certo. A lembrança é uma “arma quente”, parafraseando aqui o também saudoso Belchior,  Mundico Rego, um prefeito que não dispensava um paletó de linho,  é um dos personagens de mais histórias na história de Pindaré  Mirim desde a sua fundação. Se bem que nas últimas décadas temos nos deparado com cada marmotagem! Na época todo o território dos municípios de Santa Inês, Bela Vista, Igarapé do Meio, Bom Jardim e salvo engano Santa Luzia, fazia parte do município de Pindaré. Mas era só mata fechada. As únicas formas de se sair de Pindaré era de avião “teco-teco” com vários voos diariamente, também de lancha, três dias de viagem para São Luís, ou uma estradinha de quatro metros de largura na direção de Bacabal. No começo da década de 60 já dava para se chegar até Santa Luzia do Tide, onde se matava um todo dia,  e já se deixava o outro amarrado para morrer no dia seguinte (Cruz Credo!!). E eu com meus 9 ou 10 anos morei por lá e via todo dia o desfile de caixões no rumo de um cemitério improvisado. Pois bem, mas isso não tem nada a ver com Mundico Rego. E a Santa Luzia de hoje, não lembra nada da década de 60. Mas como tenho uma memória de elefante, lembro-me da passagem por lá do então deputado candidato a governador José Sarney. E olha que naquele tempo político tinha que ser cabra de coragem! Mas ele esteve lá e, nos meus pouco mais de 12 anos o vi desfilando no meio de uma comitiva, numa manhã em visita rápida àquele povoado, o último antes da mata fechada da floresta maranhense. Mal sabia eu que no começo da década de 70, ali pelos anos 72 viria a conviver com ele, com sua filha Roseana, então com a mesma idade minha, 18 pra 19 anos, etc. E para liquidar a fatura de hoje, nunca imaginei – eu, menino do buchão -  que  viria mais adiante a privar da amizade não só daquele político de 1965 – José Sarney – como de seus três filhos; Fernando, de quem fui parceiro em alguns pequenos eventos culturais e radiofônicos, de Zequinha Sarney, um pouco mais longe, e da sempre amiga Roseana Sarney, mais nova do que eu 2 meses. Eu sou de abril e ela é de junho do mesmo ano, 1953. E o que isso tem a ver com as coisas de hoje??? Hem? Nadinha! É que como sou jornalista, também sou historiador e volta e meia, quando vejo muita gente por aí se arvorando de “bicho papão” da política, me lembro dos tempos em que via e convivia com os grandes “caciques” da política maranhense.  Além dos Sarney, de Luís Rocha, João Castelo, o jornalista Edson Lobão, responsável por me levar para Brasília aos 23/24 anos, Zé Reinaldo, Alexandre Costa (que honrou a festa de 15 anos de minha filha Patrícia Silveira), Jackson Lago, o pai do atual governador Flávio Dino, Sálvio Dino, com quem convivi uns quase 40 anos, meu confrade de jornalismo e de literatura, e outros nomes que com o avançar da hora, não me lembro agora, e nem quero esticar essa história (olha que até rimou!!). E daí? E daí..nadinha! É que às vezes me vem na cachola tocada a mil RPM, àquela frase repetida por meu Tio Zezico que foi dono de engenho de cana de açúcar  em Pindaré, além de delegado, coletor, vereador umas “200” vezes, e por fim prefeito: “Silveira meu sobrinho querido, preste atenção...quem nunca comeu mel, quando come se lambuza!”.  É meu tio, que já partiu...a vida é assim...que nem a gente nunca imaginou! Melhor mesmo é fazer as pazes com o homem lá de cima, com os seus, com seus próximos que tem o pé fincado no chão e consigo mesmo, que o resto.....é só ilusão.  E para fecharmos essa Coluna do final de semana, roguemos a Deus que nos abençoe a todos, até os que andam pisando nas nuvens, e que Suas bênçãos nos alcancem onde estivermos...Amém!

 

Postado por: Redação do Agora

Categoria do Post: Coluna-do-Silveira

Data: 02/07/2022

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Palavras-chave: COLUNA DO SILVEIRA 1704

Fonte: CLÉLIO SILVEIRA

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