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Agora Santa Inês - PÁGINA DA ACADEMIA DE LETRAS

PÁGINA DA ACADEMIA DE LETRAS

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Olá, meus queridos confrades e leitores abnegados desta página, que quer prestigiar minimamente, os nossos poetas, nascidos e paridos aqui nesta cidade e arredores, e que, tal qual uma sentinela.....pretende manter viva a juridicamente existente Academia de Letras de Santa Inês/ALSI, muito embora a documentação da dita cuja não tenha ainda pousado em uma reunião de meia dúzia que seja, de seus membros fundadores. Mas, como poetas e “escrevinhadores” das coisas do mundo, sabemos muito bem que as nossas narrativas sobre isso ou aquilo, são caminhos espinhosos que percorremos para enquadrá-las “nos conformes”. Logo....vamos em frente que fique para trás, o que já ficou. Nesta página de hoje fazemos uma ode ao grande poeta, compositor, músico e trovador Catulo da Paixão Cearense, nascido em 1863, e falecido em 1949. Catulo, ao contrário do que muitos pensam, era maranhense legítimo nascido em São Luís Maranhão. Publicamos em locais diferentes desta página, dois de seus belíssimos trabalhos, um deles, uma pérola do cancioneiro popular que povoa nossas mentes até hoje, quase 70 anos depois de sua morte; trata-se da canção Luar do Sertão, imortalizada por dezenas de cantadores do Brasil e até em versões em outros idiomas. Salve Catulo da Paixão Cearense! Salve Poeta! Inspire nossa Academia para que ela deixe de se arrastar pelo chão e se levante altaneira!  (C.S.F)

CONVITE / ALSI 
Novamente voltamos a convidar os membros fundadores da Academia de Letras de Santa Inês e os que vieram mais tarde a compor o quadro dela, para uma nova reunião a ser realizada no dia 9 de julho, às 16:h no Plenário da Câmara Municipal de S anta Inês, para tratar desta feita, da eleição de uma nova diretoria e dos novos caminhos a serem percorridos pela ALSI. Todos estão convidados. A Comissão 

 

 

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Tanto ouvimos falar nessa semana sobre o meio ambiente, colégios, institutos e partições públicas, por todo país idealizando e realizando seus eventos a respeito da temática, bom seria que o pensamento de preservação ambiental se mantivesse a um nível global, e o ser humano não fosse o grande protagonista nas extinções das várias espécies dos reinos, animal e vegetal, bom seria se este pensamento fosse coletivo, e à cada periódico, não ligássemos a TV para mais uma vez se ouvir a respeito da redução percentual da floresta Amazônica, bom seria se pelo menos uma ou outra vez fizéssemos comparativos sobre nossas ações a respeito do meio Ambiente.

Biorenascer

Sem esmeros sobre bio

Fuligem espessa em véu

Esgotos por sobre o rio Cinzas por sobre o céu
A terra esfacelada,Sangra com seus vulcões

Os poetas da vanguarda

Choram seus corações.
Agora no peito um vazio

E meu futuro ecológico

Um frio futuro bioEm um latim ilógico. Autor: 

Cem esmeros sobre bio

Neblina espessa em véu

Peixes por sobre o rio

Nuvens por sobre o céu
A terra bacelada

Frutifica em porções

Uvas na albarrada

Para nossas libações

Grafado nesse alfarrábio

Está um conceito pedagógico

Que se ouve de um velho sábio

Com seu verde ecológico.

Robert Paixão

 

 

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TRIBUTO A PAPETE

Por Clélio Silveira Filho

(Membro fundador da Academia de Letras de Santa Inês)  

A morte de um grande mestre Me deixa saudoso e pensativo

 Se neste caso ele se chama Papete Desaba sobre mim um momento Refletivo

Busco nos ensinamentos de Deus

Como viver sem os seus, quem perde até então, um ser vivo. 

Se vivo para servir e se sirvo para viver Como engolir tamanha dor?

Questionar o que não possoNão deve ser minha convicção

Papete para mim era um amigo, mesmo um irmão. Cantou a cultura maranhense

E fez reverberar na Nação Levou pelo mundo afora a voz do Maranhão Usou voz, berimbau, zabumbas e pandeiros

Toada, entoadas com sotaques brejeiros

 Encantou o mundo inteiro e por fim partiu

 Partindo corações e extravasando canções,

Depois de embalar mil São Joãos e manter a cultura do bumba boi de pé

Hoje, Papete  olha lá  de cima, de um palco celestial 

O que sempre via de tão perto em noites enluaradas

 Cantando seu mundo e o nosso, no ritmo das toadas

 No lual, madrugadas, no rosto de morenas suadas

Saudando bois e boiadas para plateias mil,

Papete sempre foi sucesso desde os discos de vinil

A estrela, parte, partiu, sorrindo como sempre sorriu

Lembrando aquela velha mocidade

Deixou um grande espaço vazio,

A ser preenchido com saudades!

 Mas, continua sendo o que sempre foi,

 Uma estrela a brilhar, agora lá do alto

 Montado no seu boi da lua

Vivendo uma vida sem sobressaltos

 Não canta mais nas ruas

Mas jamais será esquecido pela cultura do Maranhão

Descansa em paz  cantador brilhante!Leva um abraço deste seu irmão!

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LUAR DO SERTÃO

Catulo da Paixão Cearense

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Oh, que saudade do luar da minha tema

Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão

Esse luar cá da cidade tão escuro

Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Se a lua nasce por detrás da verde mata

Mais parece um sol de prata prateando a solidão

A gente pega na viola que ponteia

E a canção é a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Se Deus me ouvisse com amor e caridade

Me faria essa vontade, o ideal do coração:

Era que a morte a descontar me surpreendesse

E eu morresse numa noite de luar do meu sertão

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

Não há, ó gente, oh não

Luar como este do sertão...

 

 

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Catulo da Paixão Cearense

 
SAUDADE (um trecho)


(...)Como é que sente a saudade um vaqueiro?

Ouça lá, meu bom patrão, vou lhe dizer:
Como um boi velho, cansado,

Pacientemente, a remoer,

Que o capim verde que come,

Torna outra vez a comer;
Hoje, velho, relembrando

Minha alegre juventude,

Tudo quanto já fruí;

Como um boi, vou ruminando

O meu Passado saudoso

Que foi em tempo ditoso

O capim verde e cheiroso

Que, quando moço, eu comi.
Mas, às vezes, a saudade

Acorda minha mocidade

Com tanta exasperação,

Que eu abro as duas porteiras

Dos óio, meu bom patrão,

E deixo que, atropelada,

Saia, só numa arrancada,

Toda a boiada das lágrimas

Do currá do coração.

 

 

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PARABÉNS RONILSON DE SOUSA! 

 O talentoso escritor (arrojado por demais) Ronilson Sousa fez na sexta-feira passada, lá na sua querida Monção, o lançamento de mais um de seus trabalhos magníficos e didáticos: trata-se do livro MONÇÃO, da Emancipação aos dia de hoje – de 1859 a 2015. Um trabalho de fôlego! O lançamento aconteceu no Salão Paroquial daquela belíssima cidade e contou com as presenças de vários escritores e literatos em geral de Santa Inês, da região e do Estado.

Parabéns Ronilson!!!! 

 

Postado por: Redação Agora

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 12/06/2016

Visitas: 718

Palavras-chave: PÁGINA DA ACADEMIA DE LETRAS

Fonte: Redação Agora

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