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Agora Santa Inês - Campanha “Setembro Verde” estimula doação de órgãos no Maranhão

Campanha “Setembro Verde” estimula doação de órgãos no Maranhão

A preocupação em melhorar a qualidade de vida de quem espera por um transplante mostra o empenho de uma amiga, doadora, sem laços consanguíneos e profissional de saúde. Até início de 2010, a técnica de enfermagem Márcia Cristina dos Santos Marques, levava uma vida normal. Nos seis primeiros meses do ano, a saúde começou a apresentar alguns problemas: um dos rins estava comprometido. O diagnóstico nas mãos confirmou o problema. Entre o tratamento que durou quatro anos e a indicação de transplante, a ajuda veio de um dos amigos.Seis amigos de Márcia Cristina dos Santos Marques fizeram o teste de compatibilidade para doação de rim. Somente uma apresentou as condições necessárias: Luiza Maria Moraes. Por receio de interferir na rotina da amiga, Márcia Cristina resolveu aguardar. Apesar de os exames da doadora (sangue, urina, radiológicos e eletrocardiograma, entre outros) comprovarem que os rins e demais órgãos estavam perfeitos, ela preferiu esperar. Luiza Maria Moraes é enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIDOTT) do Hospital Drº Carlos Macieira, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES): “Antes até de trabalhar em uma área relacionada à doação de órgãos, sempre tive ciência da necessidade e da importância de ser uma doadora”.A enfermeira Luiza Maria Moraes insistiu durante quatro anos para doar um dos rins para a amiga. O temor de Márcia Cristina dos Santos Marques, ao receber o órgão de doador vivo, era comprometer a qualidade de vida da amiga. “Um dos meus medos estava relacionado à possibilidade de impedir uma futura gravidez de Luiza ou de comprometer a saúde dela de um modo geral”, disse Márcia Cristina.As dúvidas de Márcia Cristina dos Santos Marques foram sanadas com os profissionais do setor de Nefrologia do Hospital Drº Carlos Macieira. Luiza Maria Moraes casou, engravidou e teve uma filha. E, sempre, renovando a disponibilidade para doação, além de reunir as condições clínicas para o procedimento. No próximo 18 de setembro, a receptora do órgão, de 37 anos completa dois anos do transplante renal. “Hoje, voltei a viver uma vida normal”, comemora.
DECISÃO NA JUSTIÇA Por Luiza e Márcia não serem parentes, houve a necessidade de autorização judicial. As amigas aguardaram o término da gravidez de Luiza. Depois o período de amamentação. E, também, superado o período da condição de um filho, fatores que são contraindicados para efetuar o transplante, até 18 de setembro de 2014, data em que foi realizado o transplante, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HUUFMA).“Não tenho nenhum laço consanguíneo com Márcia. Por isso, a exigência da ordem judicial. Foi feito todo um histórico de vida financeira – o que a lei pede – e apresentação dos exames”, recorda Luiza Maria Moraes. Cerca de 40 dias depois saiu o resultado.O setor de transplante está sob a gestão da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Maranhão, vinculada à Secretaria Estado da Saúde (SES) e com funcionamento no HUUFMA.
HCM: SEGUNDO EM NOTIFICAÇÃO DEDOADORESVinte hospitais na capital maranhense, entre particulares e públicos, são reconhecidos como hospitais notificadores de doadores de órgãos pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO/MA). O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), ocupa a segunda posição em notificação de doadores. A notificação de potenciais doadores é uma ação contínua da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO/MA) e intensificada no ‘Setembro Verde’, mês dedicado, em especial, a sensibilização da sociedade para a importância da doação de órgãos e tecidos.
DOADORESO doador de órgãos pode ser vivo ou falecido. Qualquer pessoa saudável, desde que não prejudique a sua própria saúde, pode fazer a doação de um dos rins, parte do fígado ou do pulmão, e medula óssea. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Segundo o Ministério da Saúde (MS), os doadores falecidos são pessoas em morte encefálica, vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC) que podem doar órgãos e tecidos; e também pessoas que tenham falecido em situação de parada cardíaca que podem doar tecidos.

Postado por: Redação Agora

Categoria do Post: Regional

Data: 09/09/2016

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Palavras-chave: Campanha “Setembro Verde” estimula doação de órgãos no Maranhão

Fonte:

Big Systems
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