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Agora Santa Inês - O CASO DA ADOLESCENTE QUE COMETEU SUICÍDIO EM MONÇÃO

O CASO DA ADOLESCENTE QUE COMETEU SUICÍDIO EM MONÇÃO

           Passados mais de 36 horas, que a notícia  de que uma adolescente cometera suicídio por enforcamento na cidade de Monção, ganhou as redes sociais e se tornou pública, o que gerou os mais controversos comentários e conclusões, e até mesmo acusações as mais diferentes, o Jornal AGORA Santa Inês, mantendo a linha de conduta de só divulgar fatos com o mínimo de documentos ou informações que salvaguardem a linha editorial do mesmo, mas que não deixe de informar aos seus ávidos leitores, tem a relatar sobre o caso se que se segue. O AGORA lamenta profundamente o triste episódio que tirou a vida de uma jovem de apenas 16 anos. Seja lá qual tenha sido a motivação do ato tresloucado que ela teria cometido. Também, se há alguém envolvido no fato em si, e isso vier a ser constado e afirmado pela Polícia Civil que está investigando o caso, nós daremos nomes e publicaremos fotos dos envolvidos no caso. Nos abstemos de publicar fotos da adolescentes neste momento, devido a Recomendação do Ministério Público, que respeitando o que determina o ECA – não permite nem mesmo que publiquemos as inicias de menores envolvidos em situações de violência. Em razão disso, este Jornal respondeu a um processo no ano passado junto à Procuradoria de Justiça Estadual, onde inclusive fora penalizado, e responde a outro processo na Justiça comum, movido pelo Ministério Público por ter publicado a foto (mesmo com tarja preta cobrindo-lhes os rostos) dos dois menores envolvidos em um homicídio em São Luís, que foram presos em Santa Inês. Diferentemente das redes sociais, o jornal tem uma situação jurídica constituída, é uma empresa privada (não é concessão pública) e está sujeito a penalidades impostas pela Constituição Federal. Daí que, por orientação de nossos advogados, não publicaremos (ainda) nem a foto da menor, e nem o texto da carta, cuja autoria seria dela. A Polícia Civil, diz que está periciando tudo ainda.

  O AGORA está em permanente contado com o delegado regional Ederson Martins, que por sua vez acompanha os trabalhos que estão sendo feitos pelos delegados que investigam o caso. Ao meio dia de hoje (sábado 15), Dr. Ederson Martins, respondendo a questionamentos feitos pelo editor do AGORA, disse: “o caso precisa de apuração minuciosa. Devido a quantidade de informações controversas, tem que ser analisado com muita parcimônia. Não dá para fazer nenhum tipo de juízo de valor,  de maneira superficial. Temos que juntar às investigações, documentos que foram encontrados, analisar telefones, ouvir as pessoas próximas, etc. para só então se chegar a uma conclusão se foi “a” ou “b”, ou o que “motivou” o suicídio. Lembrando que o crime nesse caso, só existe se houver tido uma indução ou instigação direta para o suicídio ou um auxílio material, o que a priori não teria sido o caso. Só um motivo, por mais grave que seja, não seria crime para o suicídio”. O delegado encerra a conversa com o editor, via WatsApp, afirmando: “Porém, se descobrirmos que ela realmente foi abusada, e por quem? Este ou estes, irão responder pelo abuso, e por demais crimes que por ventura estejam elencados no ECA”. O Dr. Ederson não quis dar maiores detalhes para não atrapalhar as investigações.

 AGORA OS FATOS 

Uma jovem de 16 anos, cometeu suicídio por enforcamento na cidade de Monção na noite de quinta-feira passada (13). Ela é filha do empresário Meireles, dono de supermercado, e diretor de instituições comerciais em Santa Inês, pessoa muito conhecida na cidade e na região. A adolescente teria deixado uma carta, onde acusa o “pai” de ter abusado dela há cerca de dois anos. Se reporta a outros fatos familiares, diz que já havia tentado o suicídio outras vezes e detalha muitos fatos de sua vida nos últimos dois anos. Trata-se de uma extensa carta, que apesar de estar sendo divulgada nas redes sociais, não se trata do original da mesma, e teria sido digitado por alguém e colocado no facebook. Tudo o que se está divulgado como sendo verdade o teor da carta deixada pela adolescente, pode ser o que ela verdadeiramente escreveu, como pode não ser. A polícia é quem tem que investigar e dar veracidade a isso. O corpo dela foi levado para São Luís para ser periciado, e trazido de volta na manhã de hoje para Monção, onde teria sido sepultado por volta das 9 da manhã. O próprio pai, Meireles teria estado à frente de toda a operação. Em muitos comentários nas redes sociais, comenta-se que ela teria sido induzida a cometer o suicídio, motivada por um site conhecido em português como Baleia Azul, que induz jovens ou pessoas incautas, a um jogo que termina com o suicídio das mesmas. Na suposta carta, e menor nega que tenha agido sob a orientação de tal site. Ela segue culpando familiares, mãe e “pai”, sendo que ela tinha um padrasto a quem chamaria também de “pai”, e que esse teria desaparecido desde a manhã de ontem. O irmão dela, em um post em uma rede social, culpa também o site Balei Azul, de ter induzido a irmã a matar-se. Por sua vez, o pai biológico, Meireles, também usando uma rede social, diz que jamais “teria a fraqueza de fazer tal absurdo como estão espalhando nas redes sociais”. A CDL -   Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Inês, onde Meireles ocupa um cargo de diretor, saiu em sua defesa e publicou nota que também foi enviada ao AGORA e a publicamos mais abaixo.

DECLARAÇÃO DO IRMÃO EM REDES SOCIAIS:^


NOTA MEIRELES


NOTA CDL:

Santa Inês,-MA14.04.2017

A CDL (Câmara dos Dirigentes Logistas) de Santa Inês-MA, no uso de suas atribuições, vem prestar condolências ao Sr. José Meireles da Silva, nosso Diretor financeiro, bem como aos familiares e amigos, pela morte trágica e prematura de Thalia Mendes Meireles, sua filha.
Oportunamente, vem repudiar toda e qualquer veiculação de notícias publicadas e/ou compartilha  das por meio das redes sociais, a respeito dos motivos que levaram Thalia Meireles a cometer suicidio, e que envolvam levianamente o nome de seu genitor, neste momento de luto e dor.
Imperioso ressaltar que a Constituição Federal/88 prevê em seu Art.5°, LVII: "...que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".
Assim, a publicação e/ou compartilhamentos de fatos que denigrem a imagem de um cidadão, sem respeitar o princípio da inocência, é repudiada por essa instituição, além de constituir-se em prática criminosa, sujeita à responsabilização de quem der causa com as devidas sanções legais.
Por fim, confiamos que as autoridades policiais esclarecerão toda a verdade acerca do fatídico e lamentável  falecimento da jovem Thalia Meireles.

 
João Nojosa de Souza, Presidente.

 PARA FINALIZAR

Para finalizar essa nossa primeira intervenção jornalística nesse triste episódio, o qual, repetimos, lamentamos profundamente, e em caso de confirmado que a menor teria sido estuprada (sofrido abuso) por um de seus pais, seja ele qual for, não se escusará em hipótese alguma, de trazer isso a público, e desde já deixa aqui sua repulsa por qualquer ato de abuso contra menores ou maiores, tenha ele sido cometido por quem quer que seja. Esperamos assim, ter podido contribuir com informações dentro de um jornalismo responsável, o qual praticamos desde que este jornal foi lançado em 2001, já tendo publicado 1.200 edições ou mais de 80 mil notícias em 20 mil páginas, tendo enfrentado nesse período cerca de 10 processos na Justiça, dos quais fora absolvido em sua maioria, outros foram arquivados e somente três foram condenatórios. Qualquer novidade sobre o assunto, voltaremos a novas publicações. Seguem abaixo algumas notas:         

Postado por: Paulo Silveira

Categoria do Post: A-Cidade

Data: 15/04/2017

Visitas: 8569

Palavras-chave:

Fonte: Redação Agora / Delegacia Regional

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