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Agora Santa Inês - ANTES DA INJUSTIÇA PREVALECER

ANTES DA INJUSTIÇA PREVALECER

A MÍDIA tem dado destaque ao afastamento do Dr. Francisco do comando da Prefeitura de Bom Jardim.

Mais que os fatos, o destaque é dado por ser Bom Jardim, município maranhense que nos últimos anos tem estado no olho do furacão devido a conturbadas administrações.

O açodamento político e a falta de bom senso tem levado a uma espécie de linchamento moral do prefeito a quem tentam impingir o carimbo de malfeitor.  Alimentando-se do escândalo ignoram os próprios fatos que noticiam que passam a ser menos relevantes que o escândalo pelo escândalo.  A acusação que pesa contra o prefeito não é ter desviado os recursos que deveriam ser usados na construção de escolas ou creches; ou desviado os recursos da saúde; ou de obras de infraestrutura; ou tantas outras modalidades de desvios que ocorrem diariamente neste país. Acusam o Dr. Francisco de ter autorizado abastecimentos de veículos de servidores e terceiros a serviço do interesse público. É isso, e ele mesmo ter se “beneficiado” de menos de um mil reais de abastecimento em dez meses de governo. Noutra quadra, decerto, têm por normal que o prefeito, os servidores municipais e mesmo terceiros usassem, sem qualquer ressarcimento, seus veículos em benefício da administração, em claro enriquecimento sem causa da mesma.  Ora, não é só o Município de Bom Jardim, mas o Maranhão, o Brasil, quiçá o mundo, sabem das condições em que se encontrava o município, mais trinta obras paradas, por desvios dos recursos, a frota de veículos totalmente sucateada, e problemas de toda ordem. Em meio a tantas dificuldades, o prefeito deveria ter comprado ou alugado uma frota imediatamente para atender as necessidades da administração. Para atender ao gabinete do prefeito uma SW4 do ano, com valor de mercado de 250 mil e aluguel mensal de 12 mil ou mais; para atender as secretarias, caminhonetes de mais de 100 mil e aluguel ente 6 e 10 mil reais.  Não é assim que todos fazem? Não é assim que é o certo?

             O prefeito errou porque ao invés de fazer isso – e mesmo para atender  a situação emergencial do município –, preferiu autorizar que aqueles, em serviço do município, usando seus veículos pessoais, tivessem os mesmos abastecidos; errou por preferir usar sua caminhonete ano 2010, caindo aos pedaços a serviço do município, rodando dia e noite para atender as demandas da administração e da população. Quem em Bom Jardim não ver a jornada de trabalho extenuante do prefeito e de seus auxiliares a serviço do município? Quem não ver um dia de trabalho emendando no outro? Quem não viu e não ver os deslocamentos diários de dezenas de cidadãos para São Luís, Monção ou Santa Inês em busca de atendimento médico?  Seria justo correto que o município não contribuísse de alguma forma com eles, já que é sua responsabilidade fazer isso?  Não seria muito mais oneroso da outra forma ao invés de contribuir com o abastecimento daqueles servidores e terceiros que já fazem isso ao longo dos anos? O erro do prefeito, neste episódio, foi pensar no interesse do contribuinte. Bem poderia ter decretado emergência (que era pública) e comprado ou alugado veículos sem licitação, ao invés de permitir que a administração autorizasse o abastecimento de veículos de seus servidores ou de terceiros a serviço da administração.

O erro do prefeito foi confiar que seria reconhecido por fazer o bem. Foi não acreditar que nos interesses mesquinhos da política não o tentariam jogar da vala comum dos corruptos e aventureiros. Agora mesmo, esquecem toda sua história, de bom filho, de bom irmão, marido, de pai de família extremoso.

Esquecem a sua dedicação profissional como médico, há mais de vinte anos atendendo toda a população bom-jardinense e da região nos hospitais públicos dos diversos municípios, e não satisfeito, atendendo os mais pobres e humildes até altas horas da madrugada num pequeno consultório que montou em casa.  Não, ninguém quer saber disso. Ninguém quer saber que para se dedicar a causa pública abdicou de salários de médico, até três vezes superiores ao subsídio de prefeito. E com bem menos trabalho.  À turba dos verdadeiros malfeitores interessa o linchamento moral. Que se dane o justo, o correto e a honra das pessoas.  Os cidadãos de bem não podem permitir que, em prejuízo da verdade, as versões tenham mais favor que fatos reais. Agir assim é fazer prevalecer a injustiça.

*ABDON MARINHO É ADVOGADO.

Postado por: Redação Agora

Categoria do Post: Politica

Data: 11/10/2017

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Palavras-chave: ANTES DA INJUSTIÇA PREVALECER

Fonte: Por Abdon Marinho

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