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Agora Santa Inês - Nada pior do que uma ressaca!

Nada pior do que uma ressaca!

          Em nossa cultura e em nossa sociedade o que não faltam são oportunidades de se consumir bebida alcoólica. Beber, é comum, é exortado e faz parte do dia a dia de muita gente. Por todos os meios, o que não faltam, também, são apelos chamativos para se beber. Como consequência dessa prática histórica e transcultural, nosso país, atualmente, é considerado um dos que mais bebe. Estima-se, que cada brasileiro, acima de 15 anos, consuma, em média, quase 7 litros de álcool per capta /ano.

         Hoje, inicia-se oficialmente as festas momescas e, não é preciso muito esforço, para se afirmar que entre as festas populares, o carnaval é a mais arrojada na alegria, na diversão, nas danças, no folclore e no consumo de álcool e de outras drogas, é o que vem ocorrendo há a séculos.

         Muitos dos que bebem, argumentam: quem não gosta de uma cerveja bem gelada, em uma roda de amigos, na praia ou em um dia ensolarado? Ou de umas doses de whisky, de uma caipirinha e/ou de um vinho de primeira? Quem não gosta de ficar mais alegre, de uma roda de samba ou pagode ou de ficar mais contente, mais desinibido?

           Há outros que não apreciam esses momentos, e dizem que vivam muito bem sem nada disso, porém, há, ainda, os que não passam sem eles. Em nosso país 65% da população brasileira faz uso de álcool. Entre esses, há os que dizem, simplesmente, que tais bebidas são saborosas, relaxantes, dão alegria e prazer e desinibem. Isto é, essas particularidades é que as tornam atraentes.

           Entre os bebedores, uns grandes grupos, frequentemente, bebem exageradamente e forma descontrolada, ao ponto de quase sempre se embriagarem. Esses, quase sempre se queixam de ressaca. Palavra, que na linguagem coloquial, refere-se ao refluxo, volta (ré), da onda (saca). A ressaca, para quem bebeu muito, é o refluxo da bebida, cujos efeitos negativos só se notam depois. Significa “mal-estar após libertinagem” e “dor”, é a pior e mais desagradável experiência entre os que bebem, exageradamente. A ressaca, é uma condição médica que está associada à intoxicação aguda de álcool iniciando-se cerca de 6 a 8 horas após cessar o consumo, podendo durar até mais de 24 horas. Quanto mais tempo se passa ingerindo álcool, maiores serão as chances de terem ressaca e a recíproca é verdadeira.

           Há muitas pesquisas atualmente sobre a ressaca, justamente para se compreender melhor sua natureza e os problemas médicos e comportamentais que ela provoca. Os danos, são inúmeros: orgânico, social, psicológico, afetivo, moral e comportamental e, todas as respostas são específicas e individuais.

           Entre os principais sintomas de uma ressaca, destacamos: dor de cabeça; fadiga; náuseas; falta de apetite; tremores ou sensação de estar trêmulo; dificuldades na concentração; tontura; desconforto gastrintestinal; sudorese; dificuldades no sono; ansiedade; irritabilidade; humor rebaixado; retraimento social; indisposição geral; angústia, e muito mais.

          É uma das piores sensações que alguém experimenta depois de uma embriaguez. Há também, além dessa ressaca fisiológica e comportamental, uma outra espécie de ressaca, chamada, popularmente, de ressaca moral, uma espécie de arrependimento transitório, relatados por muitos que se embriagam, onde depois dessa ocasião, se arrependem do que fez, demonstram certo arrependimento, culpa e remorso, e garantem, em seguida, que não beberão mais, foi a última vez.

         Dependendo do grau da embriaguez, muitos desses usuários, não se lembram do que fizeram, anteriormente, ao período em que bebiam (amnésia lacunar). O esquecimento, as vezes é total e nem sabem como chegaram em casa. Esse esquecimento, dos eventos anteriores, por excesso alcoólico, denomina-se palimpsesto, e ocorre devido a alterações funcionais das áreas que memória, tornando as lembranças rarefeitas, ou totalmente apagadas, daí o nome vulgar de “apagão”.

                Portanto, a amnésia lacunar ou “palimpsesto ou ainda, apagão ou blackout”, é uma ocorrência grave, frequente, que acompanha o uso excessivo de álcool e a ressaca. É um distúrbio severo do ponto de vista neuropsiquiátrico, em razão dos danos da memória, da área cognitivo-comportamental e ético-social, induzidos por sucessivos episódios de embriaguezes. As alterações funcionais ocorrem, especialmente, nas áreas da cognição e da memória (córtex pré-frontal e hipocampo). Esses episódios sucessivos de apagamentos, podem evoluir para quadros de demências alcoólicas e a muitas outras doenças mentais e neuropsiquiátricas, irreversíveis. 

                   A ressaca está diretamente relacionada à concentração do álcool no sangue (alcoolemia), a fatores metabólicos, ambientais e ao padrão de consumo, etc. O álcool etílico, em grandes quantidades, provoca efeitos devastadores em nosso organismo: sistema renal, trato gastrointestinal, no metabolismo, na glicemia, no sono, no apetite, na sexualidade e em muitos outros sistemas. A desidratação, prevista na ressaca, associada a boca seca e sede, ocorre com a eliminação de 600 a 1000 ml de água a cada 4 doses de álcool ingeridas e acontece pelas alterações na produção de urina e indução de sudorese.  

                 Como hoje é carnaval, se cuidem, evitem os excessos, teremos muitos outros carnavais pela frente, beber em excesso, usar qualquer outra droga ou não se prevenir contra DST, é pior ainda. São situações de perigo e de alto risco de termos problemas. Para as festas vá bem alimentado, bem protegido e bem hidratado, se beber o faça com moderação, procurando sempre evitar os exageros. 

Postado por: Redação Agora 03

Categoria do Post: Entretenimento

Data: 10/02/2018

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Palavras-chave: Nada pior do que uma ressaca!

Fonte: Por Ruy Palhano

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